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Andrei Rodrigues é intimado de decisão que o afasta do comando da PF

Leandro Almada, então responsável pelo comando da inteligência da corporação, também já foi notificado da decisão

Por Heitor Mazzoco Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 8 set 2026, 14h10 | Atualizado em 8 set 2026, 14h13
Andrei Rodrigues é intimado de decisão que o afasta do comando da PF Priorize VEJA no Google

O delegado-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, foi intimado da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça que o afasta do comando da corporação. O documento de juntada de mandado cumprido às 12h40 foi registrado nos autos da PET 16662 no começo da tarde desta terça-feira, 8.

A  Corregedoria da PF também receberá intimação para que abra investigação interna para apurar “graves fatos identificados, devendo submeter a este relator as medidas que considerar necessárias no curso das apurações”. O documento é direcionado a Aletea Vega Marona Kunde, delegada e corregedora-geral.

A decisão de afastamento de Rodrigues ocorre na esteira da revelação das mensagens de Daniel Vorcaro com Alexandre de Moraes, que citam o diretor da Polícia Federal como alguém que poderia atrasar investigações e atrapalhar inquéritos que miravam o dono do Banco Master, e da revelação de relatórios de inteligência da PF sobre investigações clandestinas contra ministros do Supremo, incluindo o próprio Mendonça.

“A suspensão cautelar de função pública é constitucionalmente admissível quando fundada em elementos concretos, submetida à proporcionalidade e destinada a neutralizar risco efetivo à persecução penal ou de utilização indevida das prerrogativas funcionais”, argumenta Mendonça. Mendonça ainda ordenou o afastamento do delegado Leandro Almada da Costa, que comandava a diretoria de inteligência da corporação. Uma intimação para Almada também foi expedida e já cumprida. 

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Em um trecho da decisão, Mendonça cita ainda que “em segundo lugar, importa registrar que este relator foi submetido a monitoramento sistemático por parte da inteligência da Polícia Federal” ao menos por 30 dias em agosto deste ano. “Trata-se de monitoramento ilícito de Ministro da Suprema Corte do país, o que por si só revela a gravidade da situação.”

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