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Acusado de executar Eliza Samudio ameaça matar juíza

Magistrada que mandou o goleiro Bruno e seus amigos a júri popular por homicídio triplamente qualificado, sequestro, cárcere privado e ocultação de cadáver passa a andar com escolta

Por Andréa Silva 26 abr 2011, 19h56

A juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, responsável pelas audiências de instrução e julgamento do processo de sequestro e morte da jovem Eliza Samudio, ex-amante do goleiro Bruno Fernandes de Souza, denunciou na noite de segunda-feira à Corregedoria Geral de Justiça de Minas Gerais, que foi ameaçada de morte por Marcos Aparecido dos Santos. O ex-policial, conhecido como Bola, é apontado como autor da execução da jovem e do desaparecimento do corpo, em julho de 2010. Por determinação do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), a magistrada que mandou Bruno a júri popular passou nesta terça-feira a andar sob escolta da Polícia Militar. mandou o goleiro a júri popular. Bruno Fernandes, o amigo do jogador, Luiz Henrique Romão, o Macarrão; e o primo do atleta, Sérgio Rosa Sales, foram acusados por homicídio triplamente qualificado, sequestro, cárcere privado e ocultação de cadáver.

O plano de assassinato da juíza da 1ºVara Criminal do Tribunal do Júri de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, foram denunciadas por Jaílson de Oliveira, um preso da Penitenciária de Segurança Máxima Nelson Hungria, colega de cela de Bola. Segundo ele, Bola pretendia matar também o advogado José Arteiro Cavalcante Lima, assistente de acusação do processo do Caso Bruno, e o chefe do Departamento de Investigações de Belo Horizonte, delegado Edson Moreira, que presidiu as investigações sobre a trama do sumiço e morte da jovem.

Há duas semanas, a mulher de Oliveira procurou Arteiro, informando que o marido precisava falar com ele urgentemente. “Pensei que ele queria me contratar como advogado, e fui conversar com o preso. Quando cheguei no presídio, ele me jogou essa bomba na mão. De imediato, procurei a juíza e pedi para ela ouvir o detento. Ela ouviu e ele confirmou tudo o que havia me contado”, disse Arteiro. O magistrado disse ainda que Oliveira já havia pedido para conversar com uma promotora, mas sem sucesso. A informação não foi confirmada pelo TJMG.

Ainda segundo o assistente de acusação, além de narrar toda a história do plano arquitetado pelo colega de cela, o preso disse que Bola confessou ter matado Eliza, queimado o corpo dela em pneus e jogado as cinzas na Lagoa do Nado, na Região da Pampulha, em BH.

Bola contaria com criminosos do Rio de Janeiro para levar seu plano adiante. Ele já morou no Rio, onde fez parte do quadro da Polícia Militar, mas foi expulso da corporação por insubordinação. Em Minas, entrou para a Polícia Civil, mas foi obrigado a deixar a função, também pelo comportamento inadequado. O advogado de Marcos Aparecido, Zonone Manuel de Oliveira, acusou Arteiro de mentiroso. “O que o advogado quer é aparecer. Não sair da mídia.” O delegado Edson Moreira não quis se pronunciar sobre o assunto.

Marcos Aparecido e o preso que fez as denuncias foram transferidos ontem de presídio. Ambos foram levados para a Penitenciária Professor Jason Soares Albergaria, em São Joaquim de Bicas, na Grande BH. Segundo a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), ambos estão em celas e pavilhões diferentes.

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