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Acidente com asa delta foi causado por falha humana, diz polícia

Imagens de filmadora mostram que instrutor não se prendeu ao equipamento de segurança

A polícia civil do Rio de Janeiro já começou a observar as imagens da câmera fotográfica e da filmadora do instrutor Vanderlei Nascimento Coelho, que morreu nesta terça-feira após cair da asa delta que pilotava em São Conrado. As primeiras análises permitem constatar falha humana no acidente, afirma o titular da Delegacia Especial de Atendimento ao Turista (Deat), Rodrigo Brand. “As imagens mostram que o instrutor esqueceu de se conectar à asa delta. Podemos ver claramente que, logo depois de saltar, ele fica preso apenas pelo próprio braço.”

Delei, como era conhecido o instrutor, fazia voo duplo com uma turista da Ilha de Malta partindo da Pedra Bonita. Os dois caíram em pontos diferentes da Estrada das Canoas. Ele morreu na hora. A turista, que sobreviveu sem ferimentos e foi levada em estado de choque ao hotel onde está hospedada, foi ouvida nesta tarde e revelou que ela mesma guiou o paraquedas que a salvou.

Segundo o delegado, o inquérito deve ser concluído em 30 dias, mas já é possível afirmar que houve falha humana, apesar de o instrutor ser experiente, habilitado para este tipo de atividade há mais de 15 anos. O equipamento usado no voo duplo havia sido vistoriado há menos de uma semana, conforme constatou Brand.

Outro caso – O caso desta terça-feira lembra outro acidente que ocorreu em março deste ano, também em São Conrado. Priscila Boliveira morreu ao cair de um parapente, enquanto realizava um voo duplo com um instrutor. A uma altura de cerca de 20 metros, ela teria escorregado da cadeira de segurança do equipamento, que não estaria devidamente travada. O piloto de voo livre Alan Figueiredo foi indiciado por homicídio culposo (sem intenção) por negligência no acidente.