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A parcela do eleitorado que pode mudar de voto na reta final da eleição, segundo nova pesquisa

Levantamento mostra que 12% dos eleitores que escolheram um candidato admitem mudar de ideia; entre eles, Lula, Flávio e Cury aparecem como alternativas

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 28 set 2026, 08h09 | Atualizado em 28 set 2026, 08h55
A parcela do eleitorado que pode mudar de voto na reta final da eleição, segundo nova pesquisa Priorizar nos meus resultados Google

Uma parcela cada vez menor do eleitorado admite mudar de candidato até o primeiro turno, mas, entre os que ainda podem rever a escolha, não há uma segunda opção dominante. É o que mostra a 16ª rodada da pesquisa BTG/Nexus: 12% dos eleitores que escolheram um candidato dizem que podem mudar de voto, e esse grupo se divide principalmente entre Lula, Augusto Cury e Flávio Bolsonaro.

Lula aparece como segunda opção de voto para 18% desse eleitorado. Na sequência, estão Augusto Cury e Flávio Bolsonaro, com 17% cada, Ronaldo Caiado, com 14%, e Renan Santos, com 11%. Outros nomes aparecem com percentuais menores.

Quem ainda pode mudar de voto?

O contingente de eleitores que admite rever a escolha é restrito e vem diminuindo ao longo da série histórica da pesquisa BTG/Nexus. Na rodada atual, 87% dos eleitores que optaram por algum candidato no primeiro turno afirmam que a decisão já está tomada e não vai mudar, enquanto 12% dizem que ainda podem mudar. O índice de decisão consolidada é o maior registrado pela Nexus.

Dentro dos 12% que ainda admitem uma mudança, a distribuição das preferências alternativas mostra um cenário fragmentado. Lula lidera numericamente com 18%, mas a diferença para Augusto Cury e Flávio Bolsonaro é de apenas um ponto percentual.

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A pesquisa também mediu a intensidade dessa possibilidade de mudança. Entre os eleitores que admitem rever o voto, 34% dizem que a probabilidade de mudar é alta e 26% afirmam que é muito alta. Outros 26% consideram baixa a possibilidade de mudança, enquanto 8% dizem que ela é muito baixa.

O que acontece com os votos que ainda estão em aberto?

O levantamento permite dimensionar o espaço de movimentação que permanece na disputa do primeiro turno. Embora apenas 12% dos eleitores estejam abertos a uma mudança, suas escolhas alternativas estão distribuídas por diferentes candidaturas.

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Depois de Lula, Cury e Flávio aparecem empatados numericamente, com 17% cada. Caiado registra 14% e Renan Santos, 11%. Zema aparece com 4%, enquanto Samara tem 2%. Os demais candidatos citados na pesquisa registram 1% ou menos como segunda opção.

O levantamento também mostra que, entre os eleitores que podem mudar de voto, 18% não apontam nenhuma segunda opção, branco ou nulo, enquanto 7% não souberam ou não quiseram responder.

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Como está a disputa?

No cenário estimulado, Lula aparece com 42%, contra 37% de Flávio Bolsonaro. Augusto Cury e Ronaldo Caiado registram 5% cada, e Renan Santos, 4%. Zema tem 1%, enquanto os demais candidatos somam percentuais menores.

O dado sobre a segunda opção ajuda a mostrar, portanto, que a parcela ainda aberta a mudanças não está concentrada em uma única candidatura. Ao mesmo tempo, ela representa uma fatia minoritária do eleitorado, diante dos 87% que afirmam já ter tomado sua decisão.

No segundo turno, Lula aparece com 46%, e Flávio com 44%.

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A pesquisa BTG/Nexus foi realizada pela Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados por telefone, entre os dias 25 e 27 de setembro, com 2.000 eleitores. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para um intervalo de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07557/2026.

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