A parcela do eleitorado que pode mudar de voto na reta final da eleição, segundo nova pesquisa
Levantamento mostra que 12% dos eleitores que escolheram um candidato admitem mudar de ideia; entre eles, Lula, Flávio e Cury aparecem como alternativas
Uma parcela cada vez menor do eleitorado admite mudar de candidato até o primeiro turno, mas, entre os que ainda podem rever a escolha, não há uma segunda opção dominante. É o que mostra a 16ª rodada da pesquisa BTG/Nexus: 12% dos eleitores que escolheram um candidato dizem que podem mudar de voto, e esse grupo se divide principalmente entre Lula, Augusto Cury e Flávio Bolsonaro.
Lula aparece como segunda opção de voto para 18% desse eleitorado. Na sequência, estão Augusto Cury e Flávio Bolsonaro, com 17% cada, Ronaldo Caiado, com 14%, e Renan Santos, com 11%. Outros nomes aparecem com percentuais menores.
Quem ainda pode mudar de voto?
O contingente de eleitores que admite rever a escolha é restrito e vem diminuindo ao longo da série histórica da pesquisa BTG/Nexus. Na rodada atual, 87% dos eleitores que optaram por algum candidato no primeiro turno afirmam que a decisão já está tomada e não vai mudar, enquanto 12% dizem que ainda podem mudar. O índice de decisão consolidada é o maior registrado pela Nexus.
Dentro dos 12% que ainda admitem uma mudança, a distribuição das preferências alternativas mostra um cenário fragmentado. Lula lidera numericamente com 18%, mas a diferença para Augusto Cury e Flávio Bolsonaro é de apenas um ponto percentual.
A pesquisa também mediu a intensidade dessa possibilidade de mudança. Entre os eleitores que admitem rever o voto, 34% dizem que a probabilidade de mudar é alta e 26% afirmam que é muito alta. Outros 26% consideram baixa a possibilidade de mudança, enquanto 8% dizem que ela é muito baixa.
O que acontece com os votos que ainda estão em aberto?
O levantamento permite dimensionar o espaço de movimentação que permanece na disputa do primeiro turno. Embora apenas 12% dos eleitores estejam abertos a uma mudança, suas escolhas alternativas estão distribuídas por diferentes candidaturas.
Depois de Lula, Cury e Flávio aparecem empatados numericamente, com 17% cada. Caiado registra 14% e Renan Santos, 11%. Zema aparece com 4%, enquanto Samara tem 2%. Os demais candidatos citados na pesquisa registram 1% ou menos como segunda opção.
O levantamento também mostra que, entre os eleitores que podem mudar de voto, 18% não apontam nenhuma segunda opção, branco ou nulo, enquanto 7% não souberam ou não quiseram responder.
Como está a disputa?
No cenário estimulado, Lula aparece com 42%, contra 37% de Flávio Bolsonaro. Augusto Cury e Ronaldo Caiado registram 5% cada, e Renan Santos, 4%. Zema tem 1%, enquanto os demais candidatos somam percentuais menores.
O dado sobre a segunda opção ajuda a mostrar, portanto, que a parcela ainda aberta a mudanças não está concentrada em uma única candidatura. Ao mesmo tempo, ela representa uma fatia minoritária do eleitorado, diante dos 87% que afirmam já ter tomado sua decisão.
No segundo turno, Lula aparece com 46%, e Flávio com 44%.
A pesquisa BTG/Nexus foi realizada pela Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados por telefone, entre os dias 25 e 27 de setembro, com 2.000 eleitores. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para um intervalo de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07557/2026.







