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‘Clash’ observa crise no Egito a partir da cisão entre o povo

Filme se passa dentro de veículo blindado durante manifestações de 2013

Por Da redação 6 Maio 2017, 06h30

Em 2013, os egípcios foram às ruas protestar contra o presidente Mohamed Morsi, da Irmandade Mulçumana, o primeiro democraticamente eleito após 30 anos de uma longa ditadura. Com a queda de Morsi, o cargo foi ocupado pelo general e atual líder do país, Abdel Fatah al-Sisi. Não mais louvável que seus antecessores, acusado de comandar um governo ultra-extremista. A animosidade política local causada por tamanha instabilidade é a matéria prima do filme Clash, do cineasta Mohamed Diab (de Cairo 678).

Com baixo orçamento, mas muita criatividade, o diretor observa os diferentes pontos de vista dentro de um veículo blindado durante as manifestações, que acabaram inclusas da Primavera Árabe. Ali, no espaço restrito, estão apoiadores e opositores de Morsi, cristãos, membros da Irmandade e jornalistas, todos detidos no carro que percorre as ruas de Cairo. As diferenças são apresentadas com elegância por Diab, que não toma partido, mas joga luz nas razões de cada um e na necessidade de convivência. O filme em cartaz no Brasil arrebatou elogios no Festival de Cannes, na mostra paralela Um Certo Olhar.

https://www.youtube.com/watch?v=N1UdSjvbP0E

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