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Márcia Goldschmidt luta para trazer corpo de brasileira morta em Portugal

"Um absurdo o governo não arcar com custos de traslado"

Por João Batista Jr. - Atualizado em 8 out 2019, 16h30 - Publicado em 8 out 2019, 16h13

Moradora de Portugal há oito anos, a apresentadora Márcia Goldschmidt entrou na luta para que o corpo da brasileira Camila da Silva Mendes, de 30 anos, seja enviado de Arruda dos Vinhos para Ipatinga. Camila foi esquartejada pelo namorado e primo de primeiro grau, o também brasileiro Robson Mandela, de 38 anos. Ele está preso. Para realizar o traslado do corpo é necessário arrecadar 30.000 reais.

O que aconteceu? Uma brasileira foi cruelmente esquartejada, posta em uma mala e jogada no lixo por seu namorado e primo, até então ser descoberta. Ela foi morta há uma semana. O que a família dela quer é a dignidade de enterrar a filha. Eu não me conformo que o governo brasileiro não paga 30 000 reais para o corpo dela ser enviado ao Brasil. Sabe o que é 30 000 reais para o governo? Nada. Esse valor é o que o Itamaraty gasta para dar um almoço ou jantar. Nós precisamos ajudar.

Márcia e as filhas gêmeas Victoria e Yanna: moradoras de Algarve por uma questão de saúde Reprodução/VEJA

E como ajudar? Foi criada uma vaquinha online para arrecadar fundos, mas até o momento foi levantado 4 000 reais. Trata-se de uma situação lastimável. Onde está a ministra Damares Alves neste momento? Vale deixar claro: foi um caso ocorrido entre brasileiros, não um crime entre portugueses. O feminicídio, de toda forma, é uma realidade em todos os lugares.

Como avalia as últimas eleições de Portugal, onde o Partido Socialista obteve 36,6% dos votos nas eleições legislativas? Portugal é socialista e protege demais seu cidadão. Há educação, saúde e segurança, o que é excelente. Por outro lado, não tenho visto aquela energia e vontade de trabalhar por parte da população. A proteção em excesso pode atrasar o país e não incentivar o empresário a investir.

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Onde a senhora reside em Portugal? Morei em Lisboa e Porto, mas hoje resido em Algarve. Uma filha minha (Yanne, de 6 anos) precisou fazer um transplante de fígado, e Porto tem temperatura mais fria, com muito vento. Nos mudamos para Algarve pelo clima ameno. Eu amo muito Portugal, acertei na decisão de vir para cá. Em momentos como este, onde quero ajudar a família da brasileira assassinada brutalmente, sinto saudades do programa de TV para usar a minha voz. Mas hoje tem a rede social, me mobilizo de outra forma.

 

 

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