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A explosão do crime digital durante a quarentena

Aumentaram os problemas de injúria, calúnia e perturbação durante o isolamento social

Por João Batista Jr. Atualizado em 17 abr 2020, 09h38 - Publicado em 17 abr 2020, 06h00

Aumentaram os crimes de injúria, calúnia e perturbação durante o isolamento social. As razões: há mais gente em casa e, com delegacias e juizados fechados ou funcionando em esquema de plantão, muitos querem “fazer Justiça” com o celular — e não pelo caminho correto. “No meu cálculo, esses crimes cresceram na casa de 35%”, diz Newton Dias, advogado especializado em crimes digitais que tem o chef Alex Atala e o apresentador Luiz Bacci como clientes. Dois exemplos de casos que Dias pegou na semana passada: o cantor Devinho Novaes, com 2,3 milhões de seguidores no Instagram, postou o telefone da ex-namorada como vingança pelo término da relação (ela recebeu mais de 2 000 ligações com ataques em menos de 24 horas); e o prefeito Wilker do Posto, de Casa Nova, na Bahia, foi alvo de um grupo de WhatsApp destinado a dizer que ele esconde dados sobre o coronavírus no município. “E, como os bandidos estão em casa também, aumentaram os casos de perfis de redes sociais hackeados com o objetivo de pedir ‘resgate’ ”, diz.

Publicado em VEJA de 22 de abril de 2020, edição nº 2683

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