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Política com Ciência Por Sérgio Praça A partir do que há de mais novo na Ciência Política, este blog do professor e pesquisador da FGV-RJ analisa as principais notícias da política brasileira. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Eduardo Cunha, o impeachment não te pertence!

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), é um estrategista. Desde que começou a comandar a Câmara dos Deputados, formou em torno de si uma tropa de choque de deputados fiéis. Se a presença em seu aniversário é um indicativo, eles são cinquenta. Considerando suas derrotas em temas como a implementação do “distritão” […]

Por Sérgio Praça Atualizado em 31 jul 2020, 00h18 - Publicado em 16 out 2015, 13h55

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), é um estrategista. Desde que começou a comandar a Câmara dos Deputados, formou em torno de si uma tropa de choque de deputados fiéis. Se a presença em seu aniversário é um indicativo, eles são cinquenta.

Considerando suas derrotas em temas como a implementação do “distritão” e a continuidade do financiamento empresarial para campanhas, Cunha é muito menos poderoso do que parece. Sua força vem da fraqueza de um governo que tem Sibá Machado (PT-AC), defensor de José Dirceu, como líder na Câmara dos Deputados.

E agora Cunha está encurralado. De um lado, a oposição não consegue garantir sua sobrevivência política caso o processo de impeachment seja iniciado – decisão que está exclusivamente em suas mãos. Do outro lado, firmar um acordo com o governo para que ambos se salvem poderá valer apenas algumas semanas, pois a maioria dos deputados pode virar-se contra ele após pressão popular.

O acordo com o governo parece mais bizarro ainda se considerarmos que é na comissão que tratará do impeachment Dilma poderá, enfim, prestar contas claras à sociedade sobre como interpretou a Lei de Responsabilidade Fiscal. É possível que, uma vez iniciada esta comissão, o governo consiga persuadir a população de que a presidente não cometeu crime de responsabilidade ao desobedecer a LRF.

Que vençam os melhores argumentos.

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