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Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

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A canalha no Brasil é sentimental. Alimenta-se do ódio, que é uma paixão. Concedi uma entrevista ao Observatório da Imprensa sobre o fim de Primeira Leitura. Os petistas entraram na seção de comentários e aparelharam o OI. Eles são assim mesmo: tomam de assalto até velório. Quando Luíza Erundina foi eleita prefeita de São Paulo, […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 23h32 - Publicado em 24 jun 2006, 19h57

A canalha no Brasil é sentimental. Alimenta-se do ódio, que é uma paixão. Concedi uma entrevista ao Observatório da Imprensa sobre o fim de Primeira Leitura. Os petistas entraram na seção de comentários e aparelharam o OI. Eles são assim mesmo: tomam de assalto até velório. Quando Luíza Erundina foi eleita prefeita de São Paulo, houve uma disputa renhida para ver quem tomava conta do serviço funerário. Se não me engano, os presuntos acabaram na mão do ainda Partidão. Até hoje, me informam, há militantes de todos os gostos puxando os cadáveres pelo pé. Eles nos perseguem até depois de mortos. Vejam só: este é um post de estréia. Quem comemorou precocemente o fim de Primeira Leitura perdeu seu tempo. O site permanecerá no ar para consulta por pelo menos mais um ano. Os textos podem ser reproduzidos à vontade. Como eles diziam naqueles velhos tempos, “a luta continua”. E vai se dar em várias frentes. Recebi um telefonema de um ministro de Lula lamentando o fim da revista. Foi uma atitude gentil. Mas não quero que ele fique triste comigo. Nem ele nem seus companheiros. Não adianta botar água no feijão para a minha volta. Eu odeio feijão. Estamos apenas no começo. O blog terá outras seções. O que se vai ler aqui? Tudo o que se lia em Primeira Leitura e um pouco mais. Estou como Brás Cubas, de Machado. Morri e agora estou mais solto. Vão ter de me agüentar opinando também sobre literatura, cinema, culinária, futebol e furacões. Qual o tempo das atualizações? A qualquer hora do dia ou da noite, num intervalo qualquer entre o diazepan e um discurso do Lula.

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