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Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

Tarso Genro agora pratica auto-homenagem

Então, vejam bem, a coisa tem a sua graça. Tarso Genro (PT), governador do Rio Grande do Sul, já foi um poeta de mão cheia. Produziu versos inesquecíveis, como estes: “Quanto te esperei e quanto sêmen inútil derramei até o momento”. É o que se chama “auto-erotismo” do “eu poético” (ah, que tentação pra fazer […]

Por Reinaldo Azevedo - Atualizado em 18 fev 2017, 19h47 - Publicado em 22 nov 2011, 06h27

Então, vejam bem, a coisa tem a sua graça. Tarso Genro (PT), governador do Rio Grande do Sul, já foi um poeta de mão cheia. Produziu versos inesquecíveis, como estes:
“Quanto te esperei e quanto sêmen

inútil derramei até o momento”
.

É o que se chama “auto-erotismo” do “eu poético” (ah, que tentação pra fazer um trocadilho aqui, mas resisto…). Para o bem da literatura, Tarso decidiu migrar para a auto-homenagem, agora num sentido bem mais, sei lá como dizer, burocrático. Leiam o que informa Felipe Bächtold, na Folha:

O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), assinou um decreto concedendo a si próprio uma medalha de homenagem.  O documento, publicado ontem no “Diário Oficial”, determina a entrega da insígnia “Cruz de Ferro”, da Brigada Militar (equivalente à PM de outros Estados), a oito pessoas que se destacaram no apoio à corporação. O governador petista foi o único civil homenageado. Na lista de condecorados do decreto, é mencionado o nome completo dele: Tarso Fernando Herz Genro. No fim do texto, o próprio governador o assina, apenas como Tarso Genro. O chefe da Casa Civil também subscreve o ato. O decreto informa que a lista dos agraciados foi proposta pelo comandante-geral da Brigada. A “Cruz de Ferro” é concedida anualmente no aniversário da instituição.

Segundo seu regulamento, é dada a brigadianos com méritos ou a civis que cooperaram com a Brigada Militar. De acordo com a corporação, a homenagem ao governador ocorreu pelo apoio na ampliação de seus quadros e na compra de equipamentos. A relação de Tarso com os policiais, no entanto, esteve longe da cordialidade em seu mandato, iniciado em janeiro. Em agosto e setembro, cabos e soldados fizeram dezenas de bloqueios com fogo em estradas em protestos por reajustes salariais.
(…)
Por favor, só comentários acima da linha da cintura, certo?

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