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Janira, a vivandeira do PSOL, faz hoje o que Jaques Wagner fez em 1991 e 2001; o Brasil precisa de uma Lei Antiterror para punir os dois

No post abaixo, vocês lêem trecho da entrevista da deputada estadual Janira Rocha (PSOL-RJ), que claramente insufla a greve das polícias militares. Num dado momento, ela delira, sonhando, quem sabe?, com a revolução: “Se num ensaio de mobilização que agora aconteceu, houve uma crise institucional, imagine se houvesse organização”. Ela quer a organização, que fique […]

No post abaixo, vocês lêem trecho da entrevista da deputada estadual Janira Rocha (PSOL-RJ), que claramente insufla a greve das polícias militares. Num dado momento, ela delira, sonhando, quem sabe?, com a revolução: “Se num ensaio de mobilização que agora aconteceu, houve uma crise institucional, imagine se houvesse organização”. Ela quer a organização, que fique muito claro. Logo…

Ainda são, sim, obscuras as circunstâncias em que essas gravações foram feitas e divulgadas. No bojo de qual investigação da Polícia Federal? Quem estava sendo investigado? Qual era a operação? Janira é uma parlamentar. É preciso que fique claro que não era ela a monitorada. Ou a coisa muda de patamar: de um Estado que assiste a greve de policiais para um Estado policial. Dito isso, sigamos.

A irresponsabilidade da deputada Janira é assustadora, mas explicável. Afinal, ela é do PSOL, não é? Os militantes desse partido investem no “quanto pior, melhor” onde quer que estejam, especialmente nas universidades. No Rio, o partido tem um bom garoto- propaganda: o também deputado estadual Marcelo Freixo. Leva adiante um combate meritório contra as milícias e os desmandos da polícia, o que não quer dizer que não diga uma porção de bobagens. Mas virou o queridinho de atores descolados da Globo — que acabam, em último caso, fazendo campanha para o PSOL. E o PSOL faz isso que a gente vê.

– A greve da PM da Bahia não é contra Jaques Wagner, por mais irresponsável que ele tenha sido (e foi!!!). É contra o povo baiano.
– Uma greve da PM do Rio não seria contra o faroleiro Sérgio Cabral, mas contra o povo fluminense. E o mesmo se diga sobre os outros sete estados em avançado estágio de mobilização.

Mas e daí? Dona Janira, a “Vivandeira dos Vermelhos”, não está nem aí. Que importa que tenham morrido quase 150 pessoas em nove dias na Grande Salvador? Que importa que o mesmo pudesse acontecer no Rio? Ela está naquela categoria que considera que isso será sempre culpa dos outros ou dano colateral.

Eu sou favorável a que se façam duas coisas: a) que se apurem com rigor as circunstâncias, sim, da gravação feita pela Polícia Federal e de sua divulgação; é uma questão que interessa ao estado de direito; b) que esta senhora seja, ao menos, denunciada ao Conselho de Ética da Assembléia. O que ela fez não tem desculpa! Precisa ter o mandato cassado. É, por enquanto, o que dá para fazer.

Lei antiterrorismo
Que fique claro: isso que fez a tal Janira no Rio não é muito diferente do que fizeram os parlamentares do PT em São Paulo. Se insuflaram a greve da Polícia Civil em 2008, participando mesmo de sua organização, como a psolista, isso não sei porque não há gravações. Que tenham apoiado a greve de servidores armados, isso é um fato. Já mostrei aqui que a CUT, braço sindical do PT, emprestou total solidariedade ao movimento. Mais: Janira repete, com um pouco mais de comprometimento, o comportamento do então deputado Jaques Wagner em 1991 e 2001. O deputado Nelson Pellegrino (PT-BA), que ontem lotou um avião da FAB para dar apoio ao governador, fez o mesmo há 11 anos. Agora candidato à Prefeitura de Salvador, virou um legalista.

O Brasil precisa, isto sim, de uma Lei Antiterrorismo, que só não é votada porque os petistas, associados a esquerdistas menores, não deixam. Precisa da lei para se proteger de ameaças externas e internas. O país já prendeu terroristas com notórias ligações com a Al Qaeda e teve de soltá-los. Já escrevi a respeito algumas vezes. Ora, por mais irresponsáveis que Lula, Dilma e Wagner tenham sido —  E FORAM —, é inadmissível que milhões de pessoas sejam feitas REFÉNS —  e a palavra é essa—  de homens armados. Foi o Estado que lhes botou uma arma na cintura. Antes disso: foram eles que se apresentaram para essa função, conhecendo todos os riscos e dificuldades. Não vivemos numa sociedade de castas profissionais. Ninguém nasce policial; as pessoas se tornam policiais por vontade.

Isso quer dizer que devam ser impedidas de reivindicar? Claro que não! Mas há limites. E O LIMITE QUE NÃO PODE SER ATINGIDO, MUITO MENOS ULTRAPASSADO, É AMEAÇAR A PAZ DAQUELES QUE JURARAM PROTEGER. O que é que há? É evidente que militares não podem fazer greve e não é menos evidente que as leis que temos são insuficientes para coibi-las. Mas não adianta! A companheirada não quer saber de lei antiterror, não! Até porque ela atingiria alguns de seus caros aliados. Há táticas de ação do MST, por exemplo, que facilmente se enquadrariam num texto minimamente decente a respeito.

Concluindo
O atual movimento das Polícias Militares, reitero, tem uma origem: Medida Provisória 426, assinada pelo Apedeuta (aquela sobre os vencimentos da PM do Distrito Federal) e PEC 300, de Arnaldo Faria de Sá. Ganhou impulso com a campanha eleitoral de Dilma Rousseff, que passou a acusar abertamente o adversário José Serra de ser contra a proposta, sugerindo que era a favor. Eleita, passou a sabotá-la. Tudo isso se deu num caldo de cultura de estímulo — de petistas e esquerdistas associados —  à movimentação sindical de policiais militares. E chegamos ao ponto de hoje: forças armadas e sindicalizadas sem uma legislação que responde ao risco.

Tumo somado, mais uma obra da companheirada.

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