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CPMF 1 – O balcão de negócios

Por Christiane Samarco, no Estadão:O governo chega ao final desta semana que antecede a votação da CPMF convencido de que é melhor arriscar do que administrar o prejuízo político de uma demonstração de fraqueza, não votando a proposta. O prazo regimental para negociar apoio, em tempo de aprovar a proposta este ano e garantir os […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 20h06 - Publicado em 8 dez 2007, 06h15
Por Christiane Samarco, no Estadão:
O governo chega ao final desta semana que antecede a votação da CPMF convencido de que é melhor arriscar do que administrar o prejuízo político de uma demonstração de fraqueza, não votando a proposta. O prazo regimental para negociar apoio, em tempo de aprovar a proposta este ano e garantir os R$ 40 bilhões em 2008, se encerra nas próximas 48 horas. Com isso, líderes aliados admitem que esses três dias serão dedicados a um “intenso balcão de negócios” para atrair os senadores e garantir os 49 votos necessários para dar vitória ao governo. “A questão não é mais de número, é de tempo. Tem de ter votação com vitória ou derrota”, resume um colaborador do presidente Lula. Segundo o interlocutor, o máximo que a circunstância atual permite, respeitando prazos e regras previstos no regimento do Senado, é adiar o exame da emenda por mais 24 horas, liquidando a questão na quarta-feira. No cálculo dos aliados do Planalto, se a CPMF não for votada até o dia 31, o governo já terá perdido a batalha. A partir da virada do ano, o Tesouro passa a amargar um prejuízo mínimo de R$ 15 bilhões – devido à noventena, período sem cobrança do imposto -, ainda que os aliados consigam aprová-lo para reiniciar a cobrança em 2008.
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