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TCE-RJ exonera assessor de Jonas Lopes citado em delação

A história se repete

Por Da Redação Atualizado em 19 abr 2017, 15h41 - Publicado em 19 abr 2017, 11h18

O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro exonerou na última segunda (17) o chefe de gabinete da presidência Giorgio Oliboni. Ele é apontado na delação do ex-diretor da Andrade Gutierrez, Marcos Vidigal do Amaral, como responsável por intermediar os pagamentos de propina da construtora ao ex-presidente da entidade, Jonas Lopes.

Oliboni foi seu assessor pessoal, a quem Lopes tratava como “sobrinho”. E aos poucos foi crescendo no TCE.

Mas o curioso mesmo é seu grau de parentesco.

O jovem advogado é filho de Antônio Oliboni, que viera a ser secretário de Justiça de Anthony Garotinho. Junto com Jonas Lopes, então secretário de governo, formaram a “turma do chuvisco” — grupo acusado de favorecer empresas em concorrência pública e firmar contratos sem licitação.

Afastado nos anos 2000 da secretaria por um escândalo envolvendo as refeições em presídios flumineses, Oliboni pai foi casado ainda com a sobrinha de Lopes, Marcella, irmã do hoje desembargador do TJ Francisco Assis Peçanha, o Kiko.

Anos se passaram e, em delação, Lopes revelou um esquema envolvendo novamente as quentinhas das prisões. De volta às origens, o TCE teria cobrado 15% dos pagamentos feitos pelas fornecedoras das refeições.

 

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