Clique e assine a partir de 8,90/mês
Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Evandro Éboli, Mariana Muniz e Manoel Schlindwein. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Sem apoio explícito, candidatos buscam se associar à imagem de Bolsonaro

Estratégia já começou a ser adotada por Luiz Lima, que disputa o comando do Rio pelo PSL

Por Mariana Muniz - Atualizado em 21 set 2020, 12h16 - Publicado em 21 set 2020, 15h33

De olho no eleitorado bolsonarista — e sem declarações de apoio explícito por parte de Brasília — os candidatos às prefeituras devem começar a fazer uma ginástica em busca de associar suas imagens à de Bolsonaro.

Um exemplo do que deve ocorrer até novembro foi visto neste final de semana, no Rio de Janeiro. Em um evento com 77 candidatos a vereador, o postulante ao comando da Cidade Maravilhosa pelo PSL, ex-partido do presidente, usou a tática de Maomé que vai até a montanha. A lógica é a mesma: se Bolsonaro não diz que apoia, o candidato diz que apoia Bolsonaro.

“Sou 100% Jair Messias Bolsonaro. Gosto do nosso presidente. Quero ser um braço do governo federal na segunda maior cidade do país. O carioca é muito mais que uma religião. Somos todas. Antes de tudo, somos cariocas”, disse o deputado federal para a plateia reunida em São Conrado.

No Rio, a estratégia dos candidatos que buscam se associar ao bolsonarismo é ainda mais delicada, já que o senador Flávio Bolsonaro — do mesmo partido que Marcelo Crivella — proibiu que candidatos usem a imagem do presidente para impulsionar suas campanhas. 

Continua após a publicidade
Publicidade