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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

O dilema de Bolsonaro: defender Regina ou avalizar ataques olavetes?

Atriz assume a Secretaria de Cultura logo mais, em cerimônia no Palácio do Planalto

Por Robson Bonin Atualizado em 4 mar 2020, 10h43 - Publicado em 4 mar 2020, 10h22

Horas depois de o Diário Oficial da União ter estampado, na manhã desta quarta, as demissões do cabidão de empregos dos olavetes na Cultura, Regina Duarte foi formalmente nomeada no governo de Jair Bolsonaro.

A atriz já é, em suas primeiras horas na política, a secretária de Cultura mais odiada nas redes sociais dos seguidores de Olavo de Carvalho. É um dilema ao presidente. Ele precisará escolher o lado de Regina, se quiser que a auxiliar prospere na função de chefe da Cultura de seu governo.

Se não defender, no discurso de logo mais, sua nova secretária dos ataques da ala ideológica do seu governo, terá aberto a porteira para o movimento que tumultuará e poderá abreviar a gestão técnica de Regina na Cultura.

Na cerimônia no Planalto, a atriz, como revelou o Radar, fará um discurso de pacificação na Cultura. Entre seus convidados, representantes de todos os setores foram chamados justamente para transmitir esse recado de conciliação. Regina vai ignorar os ataques olavetes.

Além dela, discursará o chefe do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, que fará um discurso de improviso sobre a valorização da Cultura, mas sem quebra os ovos nem fazer omeletes.

A defesa da atriz, portanto, sobrará para Bolsonaro. Se ele não reforçar a posição de Regina, ninguém o fará. E o sangue na água continuará atraindo olavetes. Alguma chance de dar certo?

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