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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Evandro Éboli, Mariana Muniz e Pedro Carvalho. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

O compromisso da Defensoria do Rio com a família de Marielle

Federalização do assassinato da vereadora do PSOL e de seu motorista será analisada no STJ

Por Mariana Muniz - 22 nov 2019, 15h39

A Defensoria Pública do Rio nega que sua atuação vá atrasar o processo de federalização do caso Marielle. Nesta semana, o Radar mostrou que o pedido da instituição para ter vista e participar do processo pode atrasar o julgamento previsto para ocorrer na Terceira Seção do STJ. 

O recurso da Defensoria foi apresentado em nome de Marinete Silva, mãe da vereadora do PSOL brutalmente assassinada em março de 2018, e de Agatha Arnaus Reis, viúva do motorista Anderson Gomes.

“Em momento algum a ação penal em curso ou a investigação sobre os responsáveis pelo crime foram suspensas por força do incidente de deslocamento de competência para a esfera federal. A Defensoria Pública reitera seu compromisso com as famílias de Marielle Franco e Anderson Gomes na busca por verdade, justiça e reparação”, disse a DPRJ, em nota.

Ainda segundo a Defensoria, a 4ª Vara Criminal da Comarca da Capital do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro não acolheu, até o momento, o pedido da defesa dos acusados da execução do crime para suspender a ação penal enquanto tramita a ação que visa a federalização do caso.

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Por outro lado, a instituição afirma que a investigação sobre os mandantes do assassinato, na esfera estadual, teve seu curso retomado desde que a Procuradoria-Geral da República arquivou as informações que citavam o nome do Presidente da República no caso em questão.

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