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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Evandro Éboli, Mariana Muniz e Manoel Schlindwein. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

VÍDEO: Deputado do PSL quebra placa com negro morto por PM e gera revolta

Parlamentares da oposição acusam o Coronel Tadeu (PSL-SP) de ter destruído a placa

Por Evandro Éboli - Atualizado em 19 Nov 2019, 18h03 - Publicado em 19 Nov 2019, 17h04

O painel com imagem de um jovem negro morto por um policial militar, que estava numa exposição sobre Dia da Consciência Negra na Câmara, foi quebrada e jogada no chão.

O autor desse gesto foi o  Coronel Tadeu (PSL-SP), que é da Polícia Militar. Incomodado, ele passou pelo local e quebrou. Radar ainda não conseguiu contato com o parlamentar.

Tadeu disse ao Radar que fez um “protesto contra o protesto”, e disse que a imagem do policial militar foi atingida pelo painel. E que a PM é que foi alvo de racismo.

“Me manifestei contra o racismo da exposição contra a PM. Não sou racista, se não teria destruído tudo. Foi só esse quadro. A mensagem é de um PM executando um negro. Isso não é verdade. Sou defensor dos policiais. Não vou permitir isso. Estamos falando de uma instituição que protege a sociedade. Fiz um protesto contra o protesto. Não somos racistas, mas uma corporação honrada. Não tenho receio de consequência alguma”, disse o Coronel Tadeu.

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Deputados da oposição chamaram seguranças da Polícia Legislativa e pediram providências. E disseram que vão levá-lo ao Conselho de Ética.

“Se trata de uma exposição oficial da Câmara dos Deputados. É inaceitável”, disse Jandira Feghali (PCdoB-RJ).

A Bancada da Bala já havia se incomodado. O deputado Daniel Silveira (PSL-RJ), que se envolveu ano passado no episódio da quebra de uma placa com o nome de Marielle Franco, também se incomodou.

O trata do genocídio da população negra e traz a imagem de um jovem negro morto, envolto numa bandeira do Brasil, pelo disparo de um policial. O texto traz dados do Atlas da Violência, do Ipea, que aponta os negros jovens como o perfil mais frequente das vítimas de homicídio no Brasil e da ação letal as polícias.

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