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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Conselheiro de Bolsonaro, Osmar Terra vive em universo paralelo

Depoimento na CPI da Pandemia teve apenas um mérito até agora: expor a precariedade do guia do Planalto no combate ao vírus

Por Robson Bonin Atualizado em 22 jun 2021, 11h33 - Publicado em 22 jun 2021, 11h32

O depoimento de Osmar Terra na CPI da Pandemia teve apenas um mérito até agora: o de evidenciar o despreparo, o descolamento da realidade e a precariedade dos conselheiros que guiaram Jair Bolsonaro e o Planalto no combate ao vírus até aqui.

Vem de Terra boa parte das falas replicadas por Bolsonaro com argumentos absurdos para atacar o isolamento social, defender a imunidade de rebanho e esquivar-se da responsabilidade pela inércia na vacina.

Por mais de uma vez Terra lançou dúvidas sobre as vacinas ao dizer, por exemplo, que laboratórios “não testaram tudo o que deveriam” antes de aprovar o uso das doses, “mas tudo bem”.

Terra usou um argumento fantasioso de que mortes em asilos revelam a ineficácia do isolamento social para conter a pandemia. Afirmou que sua previsão de que a pandemia acabaria em julho de 2020 foi pautada numa experiência registrada em um navio com infectados.

Realidades paralelas como a de Osmar Terra encontraram terreno fértil em Bolsonaro. A dupla repetiu no passado que tudo não passaria de uma gripezinha que mataria 800 pessoas.

Terra, ao que tudo indica, é o principal mentor de Bolsonaro na pandemia.

 

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