Clique e Assine por apenas R$ 0,50/dia
Matheus Leitão Blog de notícias exclusivas e opinião nas áreas de política, direitos humanos e meio ambiente. Jornalista desde 2000, Matheus Leitão é vencedor de prêmios como Esso e Vladimir Herzog

Os desafios da CPI da Covid para confirmar relevância

Vários depoentes pedem tratamento diferenciado, mas o grande teste é o general Pazuello

Por Matheus Leitão Atualizado em 11 Maio 2021, 14h21 - Publicado em 11 Maio 2021, 11h06

A CPI da Covid-19 começou a segunda semana com o presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres. Terá na quarta-feira, 12, o momento mais tenso da semana, que será o depoimento do ex-secretário de Comuncicação, Fabio Wajngarten. Na quinta, 13, a Pfizer já está pedindo para ser tratada de forma diferente.

A grande sombra que paira sobre a CPI atende pelo nome do general Eduardo Pazuello. O ex-ministro já deu vários sinais de que usou a informação de que teve contato com contaminados para ganhar tempo. A autoridade da CPI ficará em cheque se Pazuello conseguir qualquer outra vantagem. 

A Pfizer pediu que o ex-diretor da América Latina entre por videoconferência, e que a atual presidente seja dispensada. A CPI já indicou que não aceitará esse tratamento diferenciado porque pode ser o começo de outras fugas.

Há pedidos que claramente podem ser aceitos. A presidente da Fiocruz, Nisia Trindade, pediu para antecipar em um dia a ida dela, porque a data marcada, 26 de maio, será o aniversário de 121 anos da instituição e há uma programação  de comemoração. Isso não é um privilégio. É um ajuste de agenda. 

Mas qualquer outra flexibilização que for concedida será o começo do enfraquecimento, principalmente outra vantagem a mais dada ao general Pazuello. Se isso acontecer, será um passo perigoso no enfraquecimento da Comissão Parlamentar.

Continua após a publicidade
Publicidade