Clique e assine a partir de 9,90/mês
Letra de Médico Por Adriana Dias Lopes Orientações médicas e textos de saúde assinados por profissionais de primeira linha do Brasil

Osteoporose: quando devo me preocupar com isso?

Na osteoporose, o osso fica fraco e frágil, favorecendo fraturas. A condição se torna um problema sério após os 55 anos de idade

Por Claudia Cozer Kalil - 18 abr 2018, 12h52

A osteoporose é uma condição de perda de massa óssea e alteração da microarquitetura do osso, favorecendo as fraturas em mínimos traumas. Isto é, o osso fica fraco e frágil! A osteoporose é um problema sério após os 55 anos de idade. Em torno de 50% dos homens e mulheres têm osteopenia ou osteoporose nessa faixa etária, com alto risco de fraturas. No Estados Unidos chegam a 1,5 milhões de fraturas por ano.

A prevalência em mulheres é duas vezes maior que em homens, assim como na raça branca e após a menopausa. Uma a cada seis mulheres caucasianas sofre de fratura de fêmur e a mortalidade chega a 20% no primeiro ano. A maior causa de mortalidade é a embolia de pulmão, mas muitas sofrem pelas limitações ortopédicas pós trauma.

A fratura mais frequente é a do fêmur, ocasionando uma qualidade ruim de vida, com dependência física e dores

Como formar um bom osso?

A história natural dos ossos é o ganho de massa óssea até o fim da adolescência e início da fase adulta. Uma alimentação balanceada e atividade física são fundamentais para maior atividade das células formadoras de osso (osteoblastos).

Continua após a publicidade

Depois vamos gradativamente deteriorando o osso com o envelhecimento, sendo que esse quadro piora na falta dos hormônios sexuais (mais comum no período da menopausa e andropausa) e maior atividade das células que absorvem o osso (osteoclastos).

O que propicia a perda óssea?

Algumas causas secundárias de perda óssea como: doenças endócrinas (hipertireoidismo, prolactinoma, hiperparatireoidismo), doenças gastrointestinais (deficiência vitamina D, doença celíaca, síndrome má absorção), medicamentos (corticoides, antivirais, anticonvulsivantes), alcoolismo, anorexia nervosa, cirurgia bariátrica e mieloma, dentre outras, devem ser lembradas.

Essas condições, sem dúvida, fragilizam o osso do indivíduo por causarem um desbalanço entre a atividade das células formadoras do osso (osteoblasto) e das células de reabsorção óssea (osteoclastos) favorecendo o aparecimento da osteoporose.

Apesar disso, sem dúvida nenhuma, o risco de fraturas está muito mais associado a história familiar e ao estilo de vida do indivíduo do que uma doença em si e alguns fatores são relevantes: idade maior que 50 anos, tabagismo, baixo peso corpóreo (IMC menor 18kg/m2), baixa ingesta de cálcio, deficiência de vitamina D, inatividade, menopausa precoce, demência, alcoolismo e excesso de cafeína.

Continua após a publicidade

O diagnóstico pode ser feito por meio de um exame de densitometria óssea, que mede a massa óssea do indivíduo e compara com os indivíduos jovens para quantificar essa perda. Se o paciente não tem os fatores de risco citados acima e nem história familiar, o exame só está indicado após os 50 anos.

Como prevenir?

O tratamento deve ser específico para cada causa, mas a prevenção é a maior arma, visto que hoje a expectativa de vida ultrapassa os 80 anos.

Quem não está sujeito a um escorregão ou uma queda ocasional? Por isso, exercícios físicos de fortalecimento para manter massa muscular e óssea, como musculação, natação e pilates são fundamentais após os 40 anos de idade.

A alimentação deve atentar as exigências de uma ingesta de cálcio em torno de 1.000 mg/dia (equivalente a 3-4 iogurtes ou copos de leite/dia) para mulheres acima dos 50 anos e homens acima 70 anos, pouca cafeína e suplementação de vitamina D.
Medicamentos mais específicos e reposição hormonal ficam a critério de cada caso específico.

 

Continua após a publicidade
Claudia Cozer Kalil
Ricardo Matsukawa/VEJA.com

 

Continua após a publicidade

Quem faz Letra de Médico

Adilson Costa, dermatologista
Adriana Vilarinho, dermatologista
Ana Claudia Arantes, geriatra
Antonio Carlos do Nascimento, endocrinologista
Antônio Frasson, mastologista
Artur Timerman, infectologista
Arthur Cukiert, neurologista
Ben-Hur Ferraz Neto, cirurgião
Bernardo Garicochea, oncologista
Claudia Cozer Kalil, endocrinologista
Claudio Lottenberg, oftalmologista
Daniel Magnoni, nutrólogo
David Uip, infectologista
Edson Borges, especialista em reprodução assistida
Fernando Maluf, oncologista
Freddy Eliaschewitz, endocrinologista
Jardis Volpi, dermatologista
José Alexandre Crippa, psiquiatra
Ludhmila Hajjar, intensivista
Luiz Rohde, psiquiatra
Luiz Kowalski, oncologista
Marcus Vinicius Bolivar Malachias, cardiologista
Marianne Pinotti, ginecologista
Mauro Fisberg, pediatra
Miguel Srougi, urologista
Paulo Hoff, oncologista
Paulo Zogaib, medico do esporte
Raul Cutait, cirurgião
Roberto Kalil, cardiologista
Ronaldo Laranjeira, psiquiatra
Salmo Raskin, geneticista
Sergio Podgaec, ginecologista
Sergio Simon, oncologista

Publicidade