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Felipe Moura Brasil Por Blog Análises irreverentes dos fatos essenciais de política e cultura no Brasil e no resto do mundo, com base na regra de Lima Barreto: "Troça e simplesmente troça, para que tudo caia pelo ridículo".

Medo de enfrentar Temer em 2018 atravanca impeachment, como este blog antecipou

Tuitei em 2 de abril, quase três meses atrás: Tuitei então em 20 de abril: Agora que Ricardo Pessoa delatou o dinheiro sujo repassado à campanha de Dilma Rousseff – ou seja: à chapa do vice Michel Temer -, o PMDB resolveu me escutar. Um dos problemas é que o PSDB de fato teme a concorrência de Temer nas próximas […]

Por Felipe Moura Brasil - Atualizado em 31 jul 2020, 01h03 - Publicado em 29 jun 2015, 20h21

Tuitei em 2 de abril, quase três meses atrás:

Captura de Tela 2015-06-29 às 17.53.59Tuitei então em 20 de abril:

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Agora que Ricardo Pessoa delatou o dinheiro sujo repassado à campanha de Dilma Rousseff – ou seja: à chapa do vice Michel Temer -, o PMDB resolveu me escutar.

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Um dos problemas é que o PSDB de fato teme a concorrência de Temer nas próximas eleições, como eu havia antecipado. Mas não só os tucanos. Os peemedebistas também.

O Antagonista apurou que o vice-presidente vinha conversando discretamente com políticos de (quase) todos os partidos, fazendo a pergunta básica: “No caso de Dilma ser saída com a minha ajuda, vocês garantirão apoio ao meu governo?”

A resposta, inclusive no seu partido, foi que o apoio estaria condicionado à promessa de que ele não se candidataria em 2018.

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Diz o site, com informações que confirmam a minha análise (em negrito) e retratam a situação atual:

“Como é fato que, uma vez que Dilma Rousseff caia fora, a economia recobrará fôlego, ele seria um nome fortíssimo. Poderia vender-se como o homem que recolocou o Brasil nos trilhos.

No seu partido, Renan Calheiros não quer Michel Temer, porque suas diferenças com ele são históricas. Eduardo Cunha, por sua vez, acha que tem chance de ser o nome do PMDB para o Planalto, apesar de estar envolvido na Lava Jato. Para ele, o ideal seria manter Dilma em fritura permanente. Em território tucano, Aécio Neves e Geraldo Alckmin, em luta aberta pela candidatura do PSDB, temem que Michel Temer largue com muita vantagem no páreo.

Até a semana passada, o vice-presidente havia interrompido as conversas com esses figurões. Elas foram retomadas por força das circunstâncias. Mas a pressão para que ele renuncie à possibilidade de se candidatar em 2018 ainda representa uma dificuldade, visto que Michel Temer não quer abrir mão do seu direito – direito que ele não quer ver revogado por nenhuma emenda constitucional.”

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Nessas circunstâncias de disputa de interesses, em que o Brasil fica em último lugar, o ideal é o PSDB pressionar Temer com a ameaça de cassação para que ele acate a condição imposta pelos colegas e ajude a derrubar Dilma Rousseff via impeachment, na esperança de não cair junto também.

Ricardo Pessoa será ouvido em 14 de julho pelo corregedor geral eleitoral do TSE, ministro João Otávio de Noronha, no processo aberto pelos tucanos contra a chapa Dilma-Temer.

Repito o conselho: agarre o impeachment, PMDB.

Michel Temer e Aécio Neves

Eu vou por aqui. Eu, por ali. Ok.

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Felipe Moura Brasil ⎯ http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil

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