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Felipe Moura Brasil Por Blog Análises irreverentes dos fatos essenciais de política e cultura no Brasil e no resto do mundo, com base na regra de Lima Barreto: "Troça e simplesmente troça, para que tudo caia pelo ridículo".

Acredite: advogados de Marcelo Odebrecht alegam que “sobrepreço” indicado em e-mail é “termo técnico”

A coluna Painel, da Folha, informa: “No habeas corpus que impetrarão, os advogados da Odebrecht vão tentar desqualificar tanto o e-mail citado por [Sérgio] Moro para implicar Marcelo Odebrecht quanto o suposto pagamento de propina de US$ 300 mil a Pedro Barusco na Suíça. A defesa dirá que o ‘sobrepreço’ citado no e-mail é um […]

Por Felipe Moura Brasil Atualizado em 31 jul 2020, 01h07 - Publicado em 20 jun 2015, 05h16

A coluna Painel, da Folha, informa:

“No habeas corpus que impetrarão, os advogados da Odebrecht vão tentar desqualificar tanto o e-mail citado por [Sérgio] Moro para implicar Marcelo Odebrecht quanto o suposto pagamento de propina de US$ 300 mil a Pedro Barusco na Suíça.

A defesa dirá que o ‘sobrepreço’ citado no e-mail é um termo técnico (não superfaturamento), e que Barusco teria comprado títulos (bonds) da empresa.”

Até segunda ordem, no entanto, “sobrepreço” é um “termo técnico” do mundo da corrupção.

O e-mail “batom na cueca” de Marcelo, interceptado pela Polícia Federal, foi reproduzido pela Época, como segue abaixo.

Roberto Prisco Ramos, da Braskem, subsidiária petroquímica da Odebrecht, encaminhou uma mensagem em 2011 a Marcelo e Márcio Faria (ambos presos na sexta-feira pela Operação Lava Jato), na qual falava abertamente em sobrepreço no contrato de uma sonda e, na prática, em atrair a UTC e a OAS para um cartel.

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Pois é: o chefe não se fez de rogado diante do e-mail que falava em “sobrepreço”, concordou tacitamente, e respondeu que era para acelerar as tratativas com os concorrentes.

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No despacho que determinou sua prisão, segundo a Folha, o valor atribuído por delatores à propina paga por Odebrecht e Andrade Gutierrez a dirigentes da Petrobras e operadores de partidos políticos alcança, pelo menos, R$ 106 milhões.

Segundo a coluna Painel, os agentes apontam em relatório que “muitos pagamentos se sucederam” após Marcelo ter galgado o posto, “sendo certo que as atividades praticadas […] não poderiam passar ao largo do dirigente”.

O pagamento de propina estava entre as “atividades praticadas”. Mas “propina”, decerto, é um “termo técnico” também.

* Veja mais aqui no blog:
– Marcelo Odebrecht para Lula e Dilma: “É para resolver essa lambança. Ou não haverá República na segunda-feira”
– Marcelo Odebrecht aguarda Lula na prisão. Já pediu asilo a Fidel, ‘companheiro’?

* E na VEJA desta semana:

Veja Marcelo

Felipe Moura Brasil ⎯ http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil

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