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Educação Sentimental Por Betty Milan Nós hoje tendemos a focalizar só os fatos. Com isso, perdemos de vista a vida que, sendo o nosso maior bem, é efêmera. Como a vida tanto depende da atualidade quanto dos sentimentos, vou andar na contramão e falar sobretudo deles

Quem morre não deixa de existir

A gente só não perde o que já está perdido, me disse uma amiga, procurando me consolar quando perdemos um amigo comum. Mas foi ao escrever o romance Consolação que eu encontrei consolo. Ao perceber que perder não é deixar de ter e que quem morre pode continuar a existir graças à memória. Desde então, eu […]

Por Katia Perin Atualizado em 30 jul 2020, 22h55 - Publicado em 25 abr 2016, 10h27
Reuters

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A gente só não perde o que já está perdido, me disse uma amiga, procurando me consolar quando perdemos um amigo comum. Mas foi ao escrever o romance Consolação que eu encontrei consolo. Ao perceber que perder não é deixar de ter e que quem morre pode continuar a existir graças à memória. Desde então, eu vivo com os meus mortos queridos. Penso no que eles me diriam quando me sinto só ou quando preciso tomar uma decisão.

nadinha

Curioso que nós possamos ignorar a história das plantas, das quais nós tanto dependemos. Aprendi, numa visita guiada ao Jardin des Plantes, em Paris, que o teixo tem folhas venenosas e, por isso, os cavalos morriam no cemitério, onde só se plantava esta árvore. Um dia, os americanos descobriram no teixo uma substância para a cura do câncer – e florestas inteiras foram abatidas no sudeste dos Estados Unidos. Talvez para evitar o desflorestamento, os franceses descobriram que a dita substância pode ser obtida só com as folhas. A história do teixo também conta a história dos homens e dos animais.

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