Clique e assine com 88% de desconto
Augusto Nunes Por Coluna Com palavras e imagens, esta página tenta apressar a chegada do futuro que o Brasil espera deitado em berço esplêndido. E lembrar aos sem-memória o que não pode ser esquecido. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Sem saber o que fazer com Aécio, Gleisi foi passear na Rússia

Enquanto 70 senadores decidiam o destino de Aécio, Gleisi escolhia a melhor hora para visitar o túmulo de Lênin

Por Augusto Nunes - Atualizado em 18 out 2017, 19h43 - Publicado em 18 out 2017, 19h40

Designados para o cumprimento de “missões especiais” nos Emirados Árabes e na Rússia, nove senadores foram dispensados de absolver ou condenar Aécio Neves nesta terça-feira. “Missão especial”, para quem não sabe, é a expressão que camufla as frequentes excursões internacionais de luxo desfrutadas por pais (ou mães) da pátria e financiadas por quem paga imposto. Coerentemente, Gleisi Hoffmann, presidente do PT, optou pela visita ao antigo paraíso socialista.

Se estivesse no Brasil, Gleisi teria pela proa uma bifurcação feita de becos sem saída. Se absolvesse o colega tucano, confirmaria que a lealdade à sigla que preside é menos sólida que o compromisso com a bancada suprapartidária dos réus da Lava Jato. Se condenasse Aécio, a senadora paranaense desobrigaria de quaisquer remorsos os que resolvessem afastá-la do Congresso quando chegar a hora do julgamento da companheira conhecida no Departamento de Propinas da Odebrecht como Coxa ou Amante.

O problema foi resolvido pela agência de turismo do Senado. Enquanto 70 votantes decidiam o destino de Aécio, Gleisi escolhia a melhor hora para visitar o túmulo de Lênin.

Publicidade