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Augusto Nunes Por Coluna Com palavras e imagens, esta página tenta apressar a chegada do futuro que o Brasil espera deitado em berço esplêndido. E lembrar aos sem-memória o que não pode ser esquecido. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

O castigo aplicado à doutora que prendeu uma menina na cela dos machos não é punição. É piada

A vilã do caso que horrorizou o Brasil civilizado foi condenada a 24 meses de vida mansa

Por Augusto Nunes - Atualizado em 30 jul 2020, 21h35 - Publicado em 13 out 2016, 16h15

Na história de horror protagonizada há nove anos  por uma menina de 15, escondida no noticiário pelas iniciais L.A.B., duas mulheres lideraram o elenco de vilões. Uma foi a delegada Flávia Monteiro Teixeira, que trancafiou na cadeia de Abaetetuba, no interior do Pará, a garota acusada de tentativa de furto. A outra encarnação da sordidez foi a juíza Clarice de Andrade.

Graças à doutora, que manteve a menor de idade na cela lotada por um bando de machos, a fêmea de 38 quilos e 1m50 foi torturada e estuprada por quase quatro semanas ─ pelo menos cinco vezes por dia. Nesta quarta-feira, o Conselho Nacional de Justiça enfim resolveu condená-la: Clarice ficará afastada do cargo durante dois anos, recebendo normalmente o salário.

Não é castigo: é piada. Ainda vale a pena ser canalha nos grotões do Brasil.

http://videos.abril.com.br/veja/id/03d1a2d86829bd8cbbe86516853eb22b?

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