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‘A falsa boa ideia’, por Carlos Brickmann

Publicado na Coluna de Carlos Brickmann Hemingway dizia que, para escrever um livro, levava determinado tempo; e, para cortar o texto até chegar à versão definitiva, um tempo muito maior. Uma reportagem não é um apanhado de fatos que se passam por realidade; uma reportagem é algo trabalhado, pensado, articulado, hierarquizado, com mais espaço para […]

Publicado na Coluna de Carlos Brickmann

Hemingway dizia que, para escrever um livro, levava determinado tempo; e, para cortar o texto até chegar à versão definitiva, um tempo muito maior. Uma reportagem não é um apanhado de fatos que se passam por realidade; uma reportagem é algo trabalhado, pensado, articulado, hierarquizado, com mais espaço para o que é mais importante, tudo dentro do panorama geral dos acontecimentos. Como ensinava o Jornal do Brasil dos bons tempos, o fato mais importante vinha no lead, o segundo no sub-lead, e a história se seguia no restante da matéria. Fazer uma reportagem não é amontoar fatos, mas dar-lhes sentido.

E os ninjas? Os ninjas são um fenômeno relativamente novo (os repórteres-abelha, lançados por Fernando Meirelles no TV-Mix, da TV Gazeta, faziam algo semelhante, embora mais bem trabalhado, mesmo não dispondo dos equipamentos hoje existentes). Foram importantíssimos para mostrar as imagens das manifestações de rua, num momento em que as principais tevês, por motivos diversos, não conseguiam cobri-las; levaram grandes emissoras a trabalhar mais ou menos da mesma maneira, com repórteres utilizando câmeras leves e links nas mochilas; mas, excetuando-se os maníacos da telinha, que ficavam horas assistindo às passeatas, era difícil encontrar muita gente com disposição para assistir à movimentação constante, aos ruídos, à gritaria ─ e, especialmente, à quantidade de informações partidárias com rótulo de apartidárias.

Nada contra os ninjas: que busquem seu lugar ao sol, abrindo possivelmente uma nova fórmula, que ainda será preciso desenvolver, de telejornalismo. Mas tudo a favor da reportagem que, feita por profissionais talentosos e bem equipados, possam mostrar não apenas as imagens da correria, mas o que está de fato acontecendo. A cobertura ninja não mostrou, por exemplo, nem poderia mostrar, quais correntes políticas apoiavam cada uma das manifestações, e com que interesses. Mostrou, o que foi ótimo, várias tentativas de policiais de incriminar manifestantes; mostrou, o que foi ainda melhor, pelo menos um manifestante que, depois de jogar coquetéis Molotov e provocar incêndios, correu em direção aos policiais, foi recebido por eles, que lhe deram um uniforme para cobrir as roupas civis, e misturou-se ao grupo que reprimia a manifestação. Ficou claro, ali, algo que parecia evidente, mas que ainda não havia sido comprovado: a presença de agentes provocadores, sabe-se lá com que objetivos. Mas, muitas vezes, a cobertura ninja lembrou um famoso juiz de futebol, Alcebíades de Magalhães Dias, que virou uma lenda no nosso futebol.

Num jogo há muitos e muitos anos entre o Botafogo do Rio e seu time de coração, o Atlético Mineiro, o botafoguense Santo Cristo e o atleticano Afonso discutiam quem tinha direito a repor a bola que saíra pela lateral. O juiz decidiu: “Bola nossa! Afonso, é bola nossa”. Ficou conhecido como Cidinho Bola Nossa.

No caso dos ninjas, não há dúvida sobre o partido que apoiam, embora insistam (tanto eles quanto seus financiadores, o grupo Fora do Eixo) em garantir que não têm qualquer ligação com partido algum.

Mas não desviemos o assunto: independentemente de quem apoiem ou não, o problema é que a exibição desordenada de imagens e fatos pode até representar uma franja do jornalismo, mas definitivamente não é nem revolução nem tendência a ser seguida.

Da mesma forma que dicionário, embora contenha milhares de palavras, mais palavras do que qualquer outro livro, não é literatura.

A força da marca
A família Graham, que nos tempos da matriarca Katherine desafiava o The New York Times e o Wall Street Journal com seus Washington Post e Newsweek, chegou à conclusão de que não tem condições de manter-se na luta dos jornais impressos. “Depois de anos de desafios como indústria familiar de jornais, imaginamos que um novo proprietário seria melhor para o Post“, disse Donald Graham, supremo dirigente da empresa, da quarta geração de donos do jornal. “A tecnologia e o talento para negócios do sr. Bezos, sua visão de longo prazo e sua honradez pessoal o tornam um proprietário ideal para o Washington Post” .

Mas, se a coisa está tão complicada, por que Jeff Bezos, criador e comandante da Amazon, a rede virtual de livrarias que revolucionou o mercado, decidiu entrar no negócio? Para perder dinheiro, mesmo em nome da preservação de um patrimônio do jornalismo mundial, do jornal que revelou o caso Watergate e foi o principal responsável por Richard Nixon ter deixado a Presidência americana, é que não é. E por que justo ele, que mostrou que é possível vender livros que não usam papel, investe num jornal impresso, cuja circulação caiu 7% neste primeiro semestre, cuja receita operacional caiu 44% nos últimos sete anos?

Ao que tudo indica, Bezos pensa em manter e fortalecer ao máximo a edição impressa do Washington Post ─ menos pelo potencial de gerar receita do jornal, mais pela utilização de uma das marcas mais valiosas do mercado jornalístico internacional. E como irá ele utilizar essa marca? Excelente pergunta ─ e, se este colunista soubesse respondê-la, certamente estaria em situação financeira bem melhor que a atual (e não esqueceria nenhum de seus amigos, claro). Mas, com certeza, ao remar na direção oposta à que quase todos dizem ser uma tendência de mercado, Bezos acredita na sobrevivência do jornal de papel por tempo suficiente para, pelo menos, recuperar o investimento e ganhar alguma coisa.

A propósito, esta é a segunda vez em que o Washington Post enfrenta uma crise que o obriga a trocar de donos. A última ocorreu em 1933, quando o jornal, falido após a grande crise de 1929, foi a leilão. O financista Eugene Meyer o comprou por pouco mais de US$ 800,00. Não dá nem dois mil reais.

Batendo duro
O jornalista e professor Cláudio Tognolli, observador atento do panorama jornalístico, acha que empresários como Jeff Bezos vão cada vez mais comprar jornais. “Vão ser a garantia de imparcialidade contra a compra de blogs por governos”.

Comentários
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  1. Comentado por:

    Renan

    O manifestante que aparece no video tacando molotov não é o policial do outro video, a evidencia está no relógio que o policial usa e na estampa da camisa que possui borda arredondada.

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  2. Comentado por:

    Oliver

    CARACA, QUE ÔNIBUS ERRADO !!!
    De modo geral eu gosto das rapidinhas do Brickmann, mas hoje ele errou a mão federal.
    Alçar os Mijas Níndias à categoria de experimento em telejornalismo chega a ser estúpido. Os caras não passam de um braço armado de uma seita, dentro de outra que lhes pagam as contas. Nem de longe o que eles fazem é jornalismo. Se é, então o jornalismo está mesmo é com seus dias contados. Isso aí é o embrião das milicias bolivarianas, meu caro. O dedodurismo armado. Por enquanto, armado só de câmeras digitais. Pras carabinas falta só um pouquinho mais de sem vergonhice mesmo. Eles chegam lá. Já quanto ao Bezos e sua iniciativa, a velhice do articulista fica ainda mais evidente. Riqueza em espaços digitais é tão volátil quanto ações da Petrobras, meu caro jorna. Para que elas sejam riquezas palpáveis, precisam “comprar” alguma coisa física, para não se desfazerem no ar. É óbvio que estamos falando de uma marca de apelo mundial, de importância inquestionável no mercado jornalístico. O Didi ( não o humorista; o outro ) já tinha solucionado essa parada. Sua TV não dá audiência nem status, mas dá PENETRAÇÃO. É do que ele precisa, hehehe. Convite para um clube onde só entra quem tem cacife, entendeu ? É isso o que Bezos pretende. Entrar num clube novo. Aliás, num velho; novo só pra ele. Ou alguém aqui acha que jornalismo e internet não combinam ? Vão achando. Você consegue embrulhar tainha com uma tablet ?

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  3. Comentado por:

    Osvaldo Aires Bade Comentários Bem Roubados na “Socialização” – Estou entre os 80 milhões

    VEJAM DIRCEU COM PABLO CAPILÉ, O PATROCINADOR DA MÍDIA NINJA. E NÃO FOI O PM QUE LANÇOU O COQUETEL MOLOTOV
    http://cinenegocioseimoveis.blogspot.com.br/2013/07/vejam-dirceu-com-pablo-capile-o.html

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  4. Comentado por:

    Antonio Vieira

    Prezado Augusto, prestando um pouco mais de atenção à figura do tal Capilé, essa caricatura do Raoni, assaltou-me uma suspeita sobre o quê estaria encantando multidões de fanáticos: é o bodoque do cacique, o mesmo que tanto seduziu o Sting. Capilé manipula bem, a seu favor, o estigma pavoroso que ostenta nos beiços. Goffman, antigo pesquisador desses casos, tem estudo memorável a respeito. Lula também é craque em aproveitar uma desvantagem positivamente. Apela à má consciência daqueles que no fundo, no fundo, sentem repulsa por ele, tachando-a de preconceito. Numa era onde o “certo” é o politicamente correto, aventureiros e manipuladores costumam ser muito bem sucedidos. O horror e o monstruoso podem ser também tão fascinantes quanto o belo e o virtuoso (vide os museus de cera e suas arrepiantes figuras). A humanidade, meu caro, inclusive nós, é realmente muito estranha.
    Abração.

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  5. Comentado por:

    J. Freire

    Augusto,
    acredito que chegaremos ao dia que expurgaremos os blogs de esgoto. A ideia de preservar a marca e ter uma linha jornalística competente e séria, também acredito manterá jornais e revistas vivos e equilibrados financeiramente. A Veja que o diga. O Grupo Abril pode até deixar de publicar algumas revistas mas, a Veja nunca.

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  6. Comentado por:

    AVezdaLei

    Como sempre, muito boa analise.Deixo uma questão. Será que existe uma relação direta entre a redução crescente dos impressos, em especial jornais e a descaracterização da chamada classe política, que ao mesmo tempo que ganha ferramentas de comunicação pessoais, independente dos meios, mas seu conteúdo é reduzido a frases bajulativas para seu leitores e piadas demagógicas.Parece haver uma relação entre a redução da força da imprensa escrita e a perda de representatividade política.

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  7. Comentado por:

    Ferreira Pena

    Esse porco da foto ao lado toma banho? Creio que não toma, pois apareceu no Planalto para reunião dom a Dilminha do Lula. Estamos fritos!

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  8. Comentado por:

    Adriano

    Augusto olha isso:
    A fábrica brasileira de dinheiro que serve quase que
    exclusivamente para alimentar a corrupção!!!
    A fábrica brasileira de Dinheiro !
    IBPT – INSTITUTO BRASILEIRO DE PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO
    Percentual de Tributos sobre o ” Preço Final “!
    PRODUTO % Tributos/preço final
    Passagens aéreas
    8,65%
    Transporte Aéreo de Cargas
    8,65%
    Transporte Rod. Interestadual Passageiros
    16,65%
    Transporte Rod. Interestadual Cargas
    21,65%
    Transp. Urbano Passag. – Metropolitano
    22,98%
    Vassoura
    26,25%
    CONTA DE ÁGUA
    29,83%
    Mesa de Madeira
    30,57%
    Cadeira de Madeira
    30,57%
    Armário de Madeira
    30,57%
    Cama de Madeira
    30,57%
    Sofá de Madeira/plástico
    34,50%
    Bicicleta
    34,50%
    Tapete
    34,50%
    MEDICAMENTOS
    36,00%
    Motocicleta de até 125 cc
    44,40%
    CONTA DE LUZ
    45,81%
    CONTA DE TELEFONE
    47,87%
    Motocicleta acima de 125 cc
    49,78%
    Gasolina
    57,03%
    Cigarro
    81,68%
    PRODUTOS ALIMENTÍCIOS BÁSICOS
    Carne bovina
    18,63%
    Frango
    17,91%
    Peixe
    18,02%
    Sal
    29,48%
    Trigo
    34,47%
    Arroz
    18,00%
    Óleo de soja
    37,18%
    Farinha
    34,47%
    Feijão
    18,00%
    Açúcar
    40,40%
    Leite
    33,63%
    Café
    36,52%
    Macarrão
    35,20%
    Margarina
    37,18%
    Molho de tomate
    36,66%
    Ervilha
    35,86%
    Milho Verde
    37,37%
    Biscoito
    38,50%
    Chocolate
    32,00%
    Achocolatado
    37,84%
    Ovos
    21,79%
    Frutas
    22,98%
    Álcool
    43,28%
    Detergente
    40,50%
    Saponáceo
    40,50%
    Sabão em barra
    40,50%
    Sabão em pó
    42,27%
    Desinfetante
    37,84%
    Água sanitária
    37,84%
    Esponja de aço
    44,35%
    PRODUTOS BÁSICOS DE HIGIENE
    Sabonete
    42,00%
    Xampu
    52,35%
    Condicionador
    47,01%
    Desodorante
    47,25%
    Aparelho de barbear
    41,98%
    Papel Higiênico
    40,50%
    Pasta de Dente
    42,00%
    MATERIAL ESCOLAR
    Caneta
    48,69%
    Lápis
    36,19%
    Borracha
    44,39%
    Estojo
    41,53%
    Pastas plásticas
    41,17%
    Agenda
    44,39%
    Papel sulfite
    38,97%
    Livros
    13,18%
    Papel
    38,97%
    Agenda
    44,39%
    Mochilas
    40,82%
    Régua
    45,85%
    Pincel
    36,90%
    Tinta plástica
    37,42%
    BEBIDAS
    Refresco em pó
    38,32%
    Suco
    37,84%
    Água
    45,11%
    Cerveja
    56,00%
    Cachaça
    83,07%
    Refrigerante
    47,00%
    CD
    47,25%
    DVD
    51,59%
    Brinquedos
    41,98%
    LOUÇAS
    Pratos
    44,76%
    Copos
    45,60%
    Garrafa térmica
    43,16%
    Talheres
    42,70%
    Panelas
    44,47%
    PRODUTOS DE CAMA, MESA E BANHO
    Toalhas – (mesa e banho)
    36,33%
    Lençol
    37,51%
    Travesseiro
    36,00%
    Cobertor
    37,42%
    Automóvel
    43,63%
    ELETRODOMÉSTICOS
    Sapatos
    37,37%
    Roupas
    37,84%
    Aparelho de som
    38,00%
    Computador
    38,00%
    Fogão
    39,50%
    Telefone Celular
    41,00%
    Ventilador
    43,16%
    Liquidificador
    43,64%
    Batedeira
    43,64%
    Ferro de Passar
    44,35%
    Refrigerador
    47,06%
    Vídeo-cassete
    52,06%
    Microondas
    56,99%
    MATERIAL DE CONSTRUÇÃO
    Fertilizantes
    27,07%
    Tijolo
    34,23%
    Telha
    34,47%
    Móveis (estantes, cama, armários)
    37,56%
    Vaso sanitário
    44,11%
    Tinta
    45,77%
    Casa popular
    49,02%
    Mensalidade Escolar
    37,68% (ISS DE 5%)
    ALÉM DESTES IMPOSTOS, VOCÊ PAGA DE 15% A 27% DO SEU SALÁRIO A TÍTULO DE IMPOSTO DE RENDA, PAGA O SEU PLANO DE SAÚDE, O COLÉGIO DOS SEUS FILHOS, IPVA, IPTU, INSS, FGTS ETC.
    Isso está aí há muitos anos e ninguém faz nada para mudar!!!
    A fábrica brasileira de dinheiro que serve quase que
    exclusivamente para alimentar a corrupção!!!
    A fábrica brasileira de Dinheiro !
    IBPT – INSTITUTO BRASILEIRO DE PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO
    Percentual de Tributos sobre o ” Preço Final “!
    PRODUTO % Tributos/preço final
    Passagens aéreas
    8,65%
    Transporte Aéreo de Cargas
    8,65%
    Transporte Rod. Interestadual Passageiros
    16,65%
    Transporte Rod. Interestadual Cargas
    21,65%
    Transp. Urbano Passag. – Metropolitano
    22,98%
    Vassoura
    26,25%
    CONTA DE ÁGUA
    29,83%
    Mesa de Madeira
    30,57%
    Cadeira de Madeira
    30,57%
    Armário de Madeira
    30,57%
    Cama de Madeira
    30,57%
    Sofá de Madeira/plástico
    34,50%
    Bicicleta
    34,50%
    Tapete
    34,50%
    MEDICAMENTOS
    36,00%
    Motocicleta de até 125 cc
    44,40%
    CONTA DE LUZ
    45,81%
    CONTA DE TELEFONE
    47,87%
    Motocicleta acima de 125 cc
    49,78%
    Gasolina
    57,03%
    Cigarro
    81,68%
    PRODUTOS ALIMENTÍCIOS BÁSICOS
    Carne bovina
    18,63%
    Frango
    17,91%
    Peixe
    18,02%
    Sal
    29,48%
    Trigo
    34,47%
    Arroz
    18,00%
    Óleo de soja
    37,18%
    Farinha
    34,47%
    Feijão
    18,00%
    Açúcar
    40,40%
    Leite
    33,63%
    Café
    36,52%
    Macarrão
    35,20%
    Margarina
    37,18%
    Molho de tomate
    36,66%
    Ervilha
    35,86%
    Milho Verde
    37,37%
    Biscoito
    38,50%
    Chocolate
    32,00%
    Achocolatado
    37,84%
    Ovos
    21,79%
    Frutas
    22,98%
    Álcool
    43,28%
    Detergente
    40,50%
    Saponáceo
    40,50%
    Sabão em barra
    40,50%
    Sabão em pó
    42,27%
    Desinfetante
    37,84%
    Água sanitária
    37,84%
    Esponja de aço
    44,35%
    PRODUTOS BÁSICOS DE HIGIENE
    Sabonete
    42,00%
    Xampu
    52,35%
    Condicionador
    47,01%
    Desodorante
    47,25%
    Aparelho de barbear
    41,98%
    Papel Higiênico
    40,50%
    Pasta de Dente
    42,00%
    MATERIAL ESCOLAR
    Caneta
    48,69%
    Lápis
    36,19%
    Borracha
    44,39%
    Estojo
    41,53%
    Pastas plásticas
    41,17%
    Agenda
    44,39%
    Papel sulfite
    38,97%
    Livros
    13,18%
    Papel
    38,97%
    Agenda
    44,39%
    Mochilas
    40,82%
    Régua
    45,85%
    Pincel
    36,90%
    Tinta plástica
    37,42%
    BEBIDAS
    Refresco em pó
    38,32%
    Suco
    37,84%
    Água
    45,11%
    Cerveja
    56,00%
    Cachaça
    83,07%
    Refrigerante
    47,00%
    CD
    47,25%
    DVD
    51,59%
    Brinquedos
    41,98%
    LOUÇAS
    Pratos
    44,76%
    Copos
    45,60%
    Garrafa térmica
    43,16%
    Talheres
    42,70%
    Panelas
    44,47%
    PRODUTOS DE CAMA, MESA E BANHO
    Toalhas – (mesa e banho)
    36,33%
    Lençol
    37,51%
    Travesseiro
    36,00%
    Cobertor
    37,42%
    Automóvel
    43,63%
    ELETRODOMÉSTICOS
    Sapatos
    37,37%
    Roupas
    37,84%
    Aparelho de som
    38,00%
    Computador
    38,00%
    Fogão
    39,50%
    Telefone Celular
    41,00%
    Ventilador
    43,16%
    Liquidificador
    43,64%
    Batedeira
    43,64%
    Ferro de Passar
    44,35%
    Refrigerador
    47,06%
    Vídeo-cassete
    52,06%
    Microondas
    56,99%
    MATERIAL DE CONSTRUÇÃO
    Fertilizantes
    27,07%
    Tijolo
    34,23%
    Telha
    34,47%
    Móveis (estantes, cama, armários)
    37,56%
    Vaso sanitário
    44,11%
    Tinta
    45,77%
    Casa popular
    49,02%
    Mensalidade Escolar
    37,68% (ISS DE 5%)
    ALÉM DESTES IMPOSTOS, VOCÊ PAGA DE 15% A 27% DO SEU SALÁRIO A TÍTULO DE IMPOSTO DE RENDA, PAGA O SEU PLANO DE SAÚDE, O COLÉGIO DOS SEUS FILHOS, IPVA, IPTU, INSS, FGTS ETC.
    Isso está aí há muitos anos e ninguém faz nada para mudar!!!

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  9. Comentado por:

    Fernando X

    Que saudades do falecido Jornal do Brasil.

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  10. Comentado por:

    Makepeace

    Concordo com as ressalvas do comentarista Oliver quanto ao entusiasmo pelas malas artes dos “ninjas” chapa branca, serviçais do petralhismo. O lado sectário foi mostrado por Reinaldo Azevedo, e a filiação ao terrorismo-de-intelectuais, por Demétrio Magnoli.
    E 800 dólares continuam a ser uma pechincha, mas devem ser convertidos pelo câmbio da época, o que daria muito mais do que R$ 2.000,00.

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