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Europa deve perder 126 bilhões de euros até 2029 com ondas de calor, secas e enchentes

Itália, Espanha e França concentram os maiores prejuízos, enquanto países menores como Malta e Chipre sofrem impactos desproporcionais

Por Ernesto Neves 16 set 2025, 12h06 • Atualizado em 16 set 2025, 12h28
  • O impacto das mudanças climáticas já está deixando marcas profundas na economia europeia.

    Um estudo divulgado nesta segunda-feira (15) prevê que as ondas de calor, secas e enchentes registradas no verão de 2025 vão gerar perdas de 126 bilhões de euros, cerca de 790 bilhões de reais, até 2029 para a União Europeia.

    Segundo a pesquisa, liderada por Sehrish Usman, da Universidade de Mannheim, em colaboração com economistas do Banco Central Europeu (BCE), ao menos um quarto das regiões da UE sofreu com eventos climáticos extremos neste verão.

    Apenas em 2025, os prejuízos somaram 43 bilhões de euros (R$ 270 bilhões), o equivalente a 0,26% do PIB europeu.

    Impactos escondidos e de longo prazo

    O levantamento alerta que os custos reais podem ser ainda maiores. Isso porque os cálculos oficiais costumam se restringir a infraestrutura destruída, enquanto os efeitos se espalham para cadeias produtivas, turismo, produtividade e saúde.

    Os custos verdadeiros das mudanças climáticas emergem lentamente, porque os impactos afetam vidas e meios de subsistência por múltiplos canais, diz o estudo.

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    Mediterrâneo é o mais afetado

    Países do sul da Europa lideram as perdas. A Itália deve acumular prejuízos de 12 bilhões de euros (R$ 75 bilhões) em 2025, subindo para 34 bilhões de euros (R$ 214 bilhões) até 2029.

    A França registra perdas de 10 bilhões de euros (R$ 63 bilhões) neste ano e pode chegar a 34 bilhões de euros (R$ 214 bilhões) no fim da década.

    A Espanha, afetada por calor, seca e enchentes, enfrenta perdas de 12 bilhões de euros (R$ 75 bilhões) em 2025 e 35 bilhões de euros (R$ 220 bilhões) até 2029.

    Economias menores, como Malta, Chipre e Bulgária, também sofrem impactos desproporcionais: em cada caso, os danos já superam 1% do valor agregado bruto (GVA), medida semelhante ao PIB.

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    Setores mais vulneráveis

    Calor extremo: reduz a produtividade, sobretudo na construção civil e no turismo, ao limitar as horas de trabalho.

    Seca: afeta diretamente a agricultura e pode comprometer cadeias de abastecimento.

    Enchentes: destroem infraestrutura e edifícios, além de provocar perdas indiretas prolongadas, como paralisação de fábricas.

    Embora os prejuízos relativos sejam menores em países do norte e centro da Europa, como Alemanha, Dinamarca e Suécia, a frequência e a gravidade de enchentes vêm aumentando.

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    Em termos absolutos, os custos já não podem ser considerados “negligenciáveis”, alertam os pesquisadores.

    Adaptação custosa

    Os autores afirmam que os números são conservadores e não incluem incêndios florestais, que bateram recordes neste ano, nem tempestades de granizo e ventos.

    Para além da redução urgente de emissões, os cientistas pedem maior investimento em adaptação: cidades com proteção contra calor extremo, melhor gestão de recursos hídricos e infraestrutura resiliente.

    No entanto, alertam que essas medidas também têm custos elevados e nem sempre são a aplicação mais eficiente dos recursos públicos.

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