Genial/Quaest: como seria a disputa ao governo de Minas Gerais sem o favorito Cleitinho
Saída do senador do páreo, anunciada nesta segunda-feira, espalha indefinição na corrida pelo comando do segundo maior colégio eleitoral do país
A saída do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) do páreo na disputa pelo governo de Minas Gerais espalha indefinição na corrida ao comando do segundo maior colégio eleitoral do país.
A decisão do senador, que era franco favorito na eleição, foi anunciada nesta segunda-feira, 3, em vídeo postado nas redes sociais, em que, ao lado dos presidentes nacional do Republicanos, Marcos Pereira, e estadual, Euclydes Pettersen, ele disse que estava psicologicamente abalado pela morte do irmão mais novo, Matheus, no sábado, 18, e que não poderia assumir uma campanha eleitoral neste momento.
Cleitinho liderava os três cenários prospectados pela Genial/Quaest na pesquisa feita entre 22 e 25 de julho, com percentuais que variavam de 34% a 35%, mais de vinte pontos à frente do segundo colocado. No segundo turno, também era franco favorito contra qualquer adversário.
Agora, sem ele, o cenário fica muito mais embolado, segundo a mesma Genial/Quaest, que pesquisou dois cenários sem Cleitinho. Em ambos, os ex-prefeitos de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) e Patrus Ananias (PT) aparecem empatados, com 15% e 13%, respectivamente. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Na sequência aparece o governador Matheus Simões (PSD), com 9%, também em ambos os levantamentos – ele está empatado com Patrus no limite da margem de erro (veja os dois cenários sem Cleitinho abaixo).
CENÁRIO 1
Alexandre Kalil (PDT) – 15%
Patrus Ananias (PT) – 13%
Matheus Simões (PSD) – 9%
Gabriel Azevedo (MDB) – 6%
Flávio Roscoe (PL) – 4%
Ben Mendes (Missão) – 2%
Maria da Consolação (PSOL) – 1%
Indecisos – 27%
Branco/nulo/não vai votar – 23%
CENÁRIO 2
Alexandre Kalil (PDT) – 15%
Patrus Ananias (PT) – 13%
Matheus Simões (PSD) – 9%
Gabriel Azevedo (MDB) – 6%
Vittorio Medioli (PL) – 3%
Ben Mendes (Missão) – 2%
Maria da Consolação (PSOL) – 1%
Indecisos – 27%
Branco/nulo/não vai votar – 24%
O cenário ainda poderá mudar em razão da desistência de Cleitinho. A hipótese mais provável é que o ex-secretário da Casa Civil Marcelo Aro (PP) saia candidato ao governo em uma coligação que teria também o União Brasil, o Republicanos e o PL.
Aro era ligado ao governador Romeu Zema (Novo), de quem foi secretário, mas caminha para liderar uma candidatura de direita contra o candidato governista Matheus Simões e abrir palanque para o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) no estado.







