Blogs e Colunistas

Houaiss

28/07/2011

às 15:59 \ Consultório

A origem africana da palavra fofoca

“Segunda feira (25/07), assistindo ao CQC, o apresentador Marcelo Tas disse que iria ‘fofocar’ com seus dois amigos de bancada a respeito da matéria que iria ao ar logo após fofocarem. Quando falou ‘fofocar’, logo pensei em qual seria a origem da palavra ‘fofoca’. Diga para mim qual a origem dessa palavra tão apreciada pelas mexeriqueiras de plantão. Um abraço.” (Fernando Barricatti)

Tudo indica que a origem de fofoca é africana. O Houaiss cita como sustentação dessa tese a pesquisa da etnolinguista baiana Yeda Pessoa de Castro, publicada inicialmente no livro acadêmico De l’integration des apports africains dans les parleurs de Bahia, au Brésil , editado em 1976 pela Universidade Nacional do Zaire, onde ela se doutorou. A professora Yeda lançou posteriormente no Brasil o livro “Falares africanos na Bahia” (Academia Brasileira de Letras/editora Top Books).

Fofoca teria nascido numa das línguas do grupo banto, que inclui o angolano e o congolês, entre outras, embora não fique claro em qual delas. O fato de a palavra existir com o mesmo sentido no português falado em Angola e em Moçambique reforça a tese.

Curiosamente, o consagradíssimo termo fofoca – com seus derivados fofocar, fofoqueiro e fofocada – é de penetração relativamente recente no vocabulário brasileiro. Mexerico é do século 15. Futrica e fuxico, do século 19. E o primeiro registro oficial de fofoca data apenas de 1975, segundo Aurélio Buarque de Holanda.

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26/07/2011

às 12:51 \ Curiosidades etimológicas

Do mercenário grego ao ladrão dos cofres públicos

A palavra que deu origem ao termo ladrão, o latim latro/latronis, foi importada do grego com um sentido diferente: o de soldado mercenário, ou seja, aquele que não devia lealdade a nenhum senhor, mas estava disposto a matar e saquear por quem lhe pagasse mais.

O caráter nefasto de tais indivíduos acabou por gerar no próprio latim uma extensão semântica que logo abarcava os sentidos de “salteador, bandido, bandoleiro, ladrão, malvado” (Saraiva).

Quando a palavra chegou ao português, ainda no século 11, com a grafia ladrones, a memória do mercenário já estava perdida. O ladrão era então, como hoje, “aquele que furta, rouba, se apodera do alheio” (Houaiss).

De todo modo, é uma prova da sutil permanência de certas ideias que políticos ladrões sejam sobretudo os mercenários, aqueles que não devem lealdade a nenhuma ideologia, mas estão dispostos a engordar a base de apoio de quem lhes pague mais.

02/07/2011

às 9:00 \ Palavra da semana

O que quer dizer o ‘idiota’ do Jobim?

Não, ninguém tem a menor dúvida sobre o significado de idiota, que o ministro da Defesa, Nelson Jobim, transformou na palavra da semana em discurso polêmico. “Diz-se de ou pessoa que carece de inteligência, de discernimento; tolo, ignorante, estúpido”, ensina o Houaiss. “Pouco inteligente, estúpido, ignorante, imbecil”, reforça o Aurélio.

A questão é saber a quem – dentro do próprio governo a que pertence, como parece provável – Jobim dirigia palavra tão dura. E no plural.

Nesta coluna, o que interessa é a palavra em si, que importamos do latim no século 15 já com o sentido atual. É curioso observar, porém, que o grego idiotes, onde o idiota tem suas raízes profundas, tinha significado diferente: era o leigo, o plebeu, o “homem privado” (em oposição ao homem público, instruído, socialmente atuante). O que, se não chegava a ser um elogio, tinha carga negativa muito menor do que aquela que o termo acabaria por ganhar no latim.

Esse sentido de “privado, particular, fechado em si” que está contido no grego idiotes é a marca genética do parentesco de idiota com palavras aparentemente muito distantes, como idioma e idiossincrasia. Antes de adquirir a acepção – por provável influência do francês ou do italiano – de “língua falada por um povo”, idioma foi sinônimo de estilo próprio, característica pessoal de expressão. E idiossincrasia, como se sabe, é uma característica peculiar de comportamento.

Resta decidir o que, e por qual idiossincrasia, idiota significa no idioma de Nelson Jobim.

11/06/2011

às 9:00 \ Palavra da semana

Bombeiros explodem sua bomba

A bomba que deu origem à palavra da semana, bombeiro, é a máquina de bombear água usada pelos profissionais de combate a incêndios, anterior à bomba como artefato explosivo – aquilo que, metaforicamente, estourou no colo do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral.

Recuando na história, vamos encontrar a primeira origem de bomba e bombeiro no grego bómbos, “estrondo seco, trovão”, uma palavra de origem onomatopaica, isto é, de imitação de um som natural. Ao migrar para o latim como bombus, o termo ganhou o sentido adicional de zumbido, além de explosão, e daí se espalhou pelo mundo: bombe (francês), bomba (italiano), bomb (inglês) etc.

Acredita-se que o português foi buscar a palavra no espanhol bomba. Tanto lá quanto aqui, a acepção de máquina de bombear água surgiu primeiro – em nosso idioma, foi registrada em 1567, enquanto a bomba explosiva teria que esperar mais alguns anos para estrear em 1572 num verso de “Os Lusíadas”, de Luís de Camões:

As bombas vêm de fogo, e juntamente
As panelas sulfúreas tão danosas.

Segundo o Houaiss, a palavra bombeiro com a acepção de “membro de corporação que se destina a prestar socorro em casos de incêndio ou de sinistro” é de 1844, meio século depois de sua estreia em nossa língua com o sentido de encanador.

O que a bomba dos bombeiros tem em comum com a bomba explosiva é, como se vê, apenas o fato de fazer um barulhão. Como diz o Houaiss: “Embora alguns etimologistas separem as acepções ligadas à arma e ao artefato hidráulico em entradas autônomas, o melhor é uni-las num verbete comum, por terem a mesma origem… em que subjaz a noção do ruído que provocam ao funcionar ou explodir”.

07/05/2011

às 9:00 \ Palavra da semana

Casal gay? Isso está certo? Está

Hoje a “palavra da semana” é uma expressão que, em uso há muito tempo na língua das ruas, foi trazida ao centro do palco pela decisão do Supremo Tribunal Federal de reconhecer a união estável de parceiros do mesmo sexo: casal gay. Por sua atualidade, reproduzo abaixo a coluna publicada neste espaço no dia 1º. de agosto do ano passado, a propósito do primeiro casamento gay celebrado na Argentina.

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“Dois homens, que estão juntos há 27 anos, se tornaram nesta sexta-feira o primeiro casal gay a celebrar uma união civil na Argentina”, leio aqui em VEJA.com.

Está certo. Quem diz – e muita gente diz – que “casal gay” é um contrassenso, argumentando que casal implica necessariamente os dois sexos, externa uma restrição moral ou religiosa embrulhada numa análise linguística pobre.

A acepção mais corrente de casal exclui mesmo os gays: “par composto de macho e fêmea, ou marido e mulher” (Aurélio). Mas esta é só uma das acepções de casal, que uma ampliação semântica transformou faz tempo em sinônimo de par, dupla, sem referência a gênero: “duas coisas iguais; par, parelha” (Houaiss). Atenção para “iguais”.

Há outras formas de aparar esse golpe do gato-mestrismo linguístico. O sentido original de casal era casa pequena e rústica ou conjunto de habitações desse tipo. Depois, por extensão de sentido, a palavra passou a nomear também quem ali morava. “No sentido de par de animais de sexos diferentes, (casal) vem da idéia de viverem eles juntos no mesmo casal”, diz o etimologista Antenor Nascentes. Ou seja, o foco é o endereço, não o gênero. Na Idade Média, quando surgiu a palavra, leis e costumes não permitiam aplicá-la a parceiros do mesmo sexo. Mas não estamos na Idade Média.

As escolhas que cada um faz em sua linguagem pessoal são soberanas, um direito inalienável. Melhor assumi-las do que partir à caça de “erros” que não estão lá, tentando legitimar tecnicamente uma opção que no fundo é política.

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22/02/2011

às 17:14 \ Curiosidades etimológicas

O presente que o presente nos dá

No dia do aniversário de uma pessoa para lá de querida, mergulho nos livros para entender por quais caminhos a palavra presente – do latim praesentis, “que está à vista, ao alcance da mão; manifesto, imediato” – chegou a ter sentidos tão diferentes quanto “tempo atual”, que é óbvio, e “oferenda, regalo, mimo”, que é bem menos evidente.

Os etimologistas que consultei, como Antenor Nascentes e Silveira Bueno, não explicam essa ampliação semântica – e o Houaiss, habitualmente um atento compilador etimológico, também se cala. Tais consultas me informaram apenas o que eu já supunha: que a palavra é uma só, com acepções diversas.

Segundo o clássico dicionário Saraiva, não foi no próprio latim que o presente ganhou de presente o sentido de regalo. Sendo assim, é curioso que a palavra present tenha desembarcado no inglês com esse significado mais de dois séculos antes de, por volta de 1500, passar a significar também “tempo atual”.

A explicação parece estar no francês. Data de cerca de 1140 o emprego de présent com o sentido de oferenda, substantivo formado regressivamente a partir do verbo présenter, “apresentar”. Ou seja: tornar presente, por ao alcance da vista e da mão, como se viu no primeiro parágrafo ali em cima.

O que fecha o círculo dos sentidos tão bem quanto um laço de presente.

17/02/2011

às 16:57 \ Consultório

Ter de fazer ou ter que fazer?

“Sempre usei o verbo ‘ter’, quando necessário, seguido de ‘que’, como por exemplo em ‘tenho que escrever um e-mail’, e nunca tive problemas com isso. Entretanto, comecei a reparar que muitas pessoas utilizam o ‘de’ no lugar do ‘que’, ficando ‘tenho de escrever um e-mail’. Existe uma forma errada e outra certa ou ambas são aceitáveis? Seria uma questão de regionalismo, já que moro em Porto Alegre e a maioria das pessoas aqui usam o ‘que’?” (Bruno Grisci)

Não existe uma forma mais correta ou sequer preferencial entre “ter que” e “ter de”. Trata-se de duas opções à disposição do falante, que provavelmente estará sujeito (quase sempre está) a algum tipo de inclinação regional, familiar ou educacional por uma ou outra. Isso não muda o fato de que elas dizem rigorosamente a mesma coisa – ou seja, “estar obrigado a” – e que ambas contam com suficiente tradição de uso por bons autores para serem tratadas como iguais.

A título de curiosidade, vale ressaltar que nem sempre foi assim. Um olhar histórico sobre a expressão revela que “ter de” não é apenas anterior a “ter que”, mas já foi considerada pelos gramáticos a única forma culta, ao passo que a outra, derivada dela, era (mal)vista como “popular”. Até o século 17, ensina Said Ali, usava-se exclusivamente nesses casos a forma “haver de”, hoje antiquada e sobrevivente apenas em clichês como “hei de vencer”. Do século 18 em diante, completa ele, foi ganhando espaço o “ter de”.

Note-se que as observações acima, publicadas em livro por Ali em 1921, ainda nem consideravam a possibilidade do “ter que”. E bem poderiam fazer isso – para não dizer que teriam que fazer isso. Afinal, Machado de Assis, para ficar num exemplo suficiente, era um de seus adeptos e saiu-se com um “teve que concordar” num dos “Contos fluminenses”, como registra Francisco Fernandes em seu “Dicionário de verbos e regimes”. Rui Barbosa foi atrás.

O Houaiss explica que o “ter que” vem sendo usado “modernamente” em lugar de “ter de”, que ele chama de “castiço”. Tal uso cria uma irregularidade gramatical, o emprego do pronome relativo “que” numa função anômala – prepositiva para o Houaiss, conjuntiva na visão de Sousa Lima – que denunciaria uma contaminação do “ter de”. Mas isso é detalhe técnico.

De uma forma ou de outra, nem Bruno nem ninguém tem que falar “tem de”, assim como não tem de falar “tem que”. Eu tendo a preferir esta forma, mas tenho de reconhecer que, no combate à praga invencível da proliferação dos “ques”, a alternativa que o Houaiss chama de castiça é muitas vezes uma mão na roda.

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27/01/2011

às 16:02 \ Consultório

História x estória, um conflito histórico

“Oi, Sérgio! Qual sua posição sobre o uso de história x estória? Sei que as duas palavras existem, o Volp aceita ambas igualmente, mas o Aurélio (de antes e depois da reforma) recomenda apenas o uso de ‘história’, tanto para ciência histórica quanto para ficção. Pesquisando na internet, nenhuma outra fonte faz essa recomendação. Trabalho como revisora e tive problemas com isso hoje.” (Licia Matos)

É muito interessante a questão trazida por Licia. Antes de mais nada, minha posição pessoal: nessa eu fico com o Aurélio, uso apenas história, acho mesmo que nunca escrevi a palavra estória até este exato momento – pelo menos não que me recorde. Por quê? Algo a ver com velhas recomendações de professores, provavelmente, mas nesse caso nunca vi motivos para me rebelar contra eles. A verdade é que a fronteira entre história real (história) e história inventada (estória) me parece fluida demais para tornar funcional a adoção de dois vocábulos. Todo mundo sabe – ou deveria saber – que a história, bem espremida, é cheia de “estórias”. E vice-versa. Acho mais inteligente deixar a distinção a cargo do contexto.

Um dado curioso é que, contrariando o que muitos imaginam, estória não é um anglicismo relativamente recente (do século 20), mas uma palavra mais antiga do que história – e, a princípio, com o mesmo significado. É o que informa o Houaiss: estória foi registrada no século 13 e história, no 14. O melhor dicionário brasileiro acrescenta que, como sinônimo perfeito da segunda, a primeira caiu em desuso, sobrevivendo hoje como um regionalismo brasileiro que significa “narrativa de cunho popular e tradicional”. O que me parece ao mesmo tempo vago e restritivo.

Na língua real, a acepção de “estória” acaba sendo mesmo a que aponta Licia: história fictícia, frequentemente mirabolante e inverossímil. Resta a questão de sua origem, que o Houaiss, embora situando o fato sete séculos antes do que acredita o senso comum, confirma ser o inglês story, também esta uma palavra do século 13. No entanto, acrescento eu, vale a pena considerar a hipótese de estória ter derivado – do mesmo modo que story, aliás – do francês arcaico storie, entre outras razões por sua razoável precedência: data de 1105.

Os adeptos do uso de “estória” me parecem, num cálculo impressionista, francamente minoritários. De todo modo, depois que Guimarães Rosa usou a palavra no título de seu livro “Primeiras estórias”, de 1962 – cujo primeiro conto começa com a frase “Esta é a estória” – não se pode dizer que estejam desprovidos de credenciais literárias. No fim das contas, trata-se de mais um daqueles casos em que cada um deve decidir com a própria consciência e o próprio gosto seu caminho no mundo da língua.

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11/01/2011

às 17:20 \ Curiosidades etimológicas

Galera: uma gíria, duas teorias

A origem da consagradíssima – mas ainda “jovem” – gíria brasileira “galera” é controversa. O Aurélio aposta que derivou de “galeria” na sua acepção teatral: “Localidade de ingresso mais módico, ordinariamente situada na parte mais alta do recinto; torrinha”. Ou melhor, não exatamente dela e sim do sentido que a palavra ganhou por extensão: “Conjunto das pessoas que se acham na galeria”. Galera seria, com o i devidamente engolido, a turma que se aboleta nos setores mais baratos de um auditório ou arquibancada. Dada a frequência com que se emprega a palavra para designar torcedores num estádio de futebol, a teoria parece boa. Porém…

O Houaiss toma um caminho bem diferente e apresenta argumentos que me parecem mais sólidos. Diz que a gíria veio de galera mesmo, ou galé, isto é, “embarcação de guerra movida a remo ou vela”. Em francês, informa, galère sofreu uma ampliação de sentido para abarcar o de “grupo de pessoas condenadas a remar nas galeras”, o que veio a dar, no inglês do século 18, na ideia de “grupo de pessoas que têm em comum uma qualidade marcada ou um relacionamento” – gente que rema para o mesmo lado, pois é. De fato, dicionários de inglês registram esse galicismo ainda hoje, com acento afrancesado e tudo. Diz o Webster’s: “grupo de pessoas do mesmo tipo ou classe”.

E então, galera? Teatro ou navio? Aurélio ou Houaiss?

17/10/2010

às 8:17 \ Crônica

Os dicionários, esses subversivos

Uma das formas mais ridículas de censura é aquela que se tenta fazer aos dicionários, como se lhes coubesse um papel de invenção – e não de simples registro – do vocabulário de uma língua. A última piada perigosa do gênero vem do sul da Califórnia, nos EUA, onde exemplares da décima edição do prestigioso Merriam-Webster foram recolhidos das salas de aula depois que um grupo de pais de alunos se escandalizou com sua definição de “sexo oral”, considerada “sexualmente gráfica”.

Cheguei a imaginar que o lexicógrafo tivesse se excitado, abusando do colorido vocabular, mas não. A tal definição não podia ser mais, digamos, hmm, seca: “estimulação oral dos órgãos genitais”. Será possível dizer menos do que isso sem trair a função básica de um dicionário?

O caso me lembrou a denúncia feita por um grupo de cidadãos brasileiros de origem judaica ao Ministério Público Federal, alguns anos atrás, contra os conselhos editoriais dos dicionários Houaiss e Aurélio, alegando que uma das acepções do vocábulo “judeu” registrada por ambos era ofensiva: “indivíduo mau, avarento, usurário, papa-terra” (Aurélio) e “pessoa usurária, avarenta” (Houaiss).

Acho a reação desses cidadãos brasileiros muito mais compreensível que a dos pais californianos, pela razão simples de que a dignidade cultural ou étnica é um valor elevado, enquanto o puritanismo não é. Mas isso não quer dizer que a reação se justifique. No desfile de vilezas culturais embutidas na língua – que os dicionários não inventaram, mas são obrigados a registrar – judeu é usurário como polaca é prostituta, japonês é parasita, portuga é grosso e baiano é ignorante.

Tudo isso é feio, não se discute, tanto que os lexicógrafos destacam o caráter pejorativo dessas acepções. Mas não é mais feio do que achar que a realidade ficará mais bonita (ou casta!) se censurarmos dicionários.


 

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