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17/11/2011

às 16:15 \ Consultório

Saudade ou saudades? Felicidade ou felicidades?


Comumente ouço as palavras saudade, ciúme e felicidade sendo empregadas no plural. Confesso que acho estranho por não conseguir imaginar como possa haver mais de uma felicidade, ou como alguém possa sentir mais de um ciúme… Por isso sempre digo que estou com saudade, ou desejo felicidade no aniversário de alguém. Qual a forma mais adequada? (Rodrigo Bersot)

Em primeiro lugar, Rodrigo, você tem o direito de ser fiel ao singular das palavras saudade, felicidade e ciúme. Não há erro nisso. Mas saiba que também não haveria erro se você as empregasse no plural.

A condenação dos tradicionalistas a uma flexão consagrada como “saudades” se baseia num único argumento: a palavra exprime uma “noção abstrata” e, como tal, não é enumerável. Isso é uma ideia tão antiga e furada – e contrariada por séculos de uso – que até um prócer do conservadorismo gramatical como Napoleão Mendes de Almeida (1911-1998) mostrou-se em dúvida sobre ela.

Em seu “Dicionário de questões vernáculas”, o famoso professor observou que ia ocorrendo com saudade o mesmo que ocorrera com parabém e pêsame, palavras cujo singular caiu em desuso e que hoje só existem no plural. “Já não dizemos que um dia só o plural se venha usar”, concluiu, “mas por ora nada há que opor ao emprego da flexão numérica.” (Sobre isso, vale a pena ler o que diz o professor Paulo Hernandes, discípulo de Napoleão, aqui.)

Tudo resolvido, então? De certa forma, sim. Como ficar à direita de Napoleão Mendes de Almeida em questões gramaticais acarreta a desclassificação sumária do debatedor, poderíamos passar ao próximo item da conversa. Mesmo assim, vale a pena falar um pouco mais sobre essa história.

A “regra” de não levar para o plural substantivos que exprimem “noções abstratas”, se pensarmos bem, é inaplicável de saída: tais substantivos – como a maioria das palavras – tendem a um certo esparramamento semântico sobre a superfície das coisas. No caso do substantivo liberdade, ideia pura, a concretização do plural é clara e pode evocar desde ares escandalosos, libertinos (“tomou liberdades com a jovem”) até o verniz jurídico de cláusulas num contrato político-social (“liberdades civis”). No caso da palavra amor, que nomeia ainda o objeto do amor, também soa natural a flexão: “fulano estava dividido entre dois amores”. Até aí os tradicionalistas vão. O problema, segundo eles, são os abstratos que permanecem abstratos.

O problema verdadeiro, claro, são os tradicionalistas. Porque simplesmente não existe um dique capaz de separar abstração e concretude com tanta segurança. “Felicidades” pode querer dizer “votos de felicidade”. E não é difícil perceber que saudades podem ser enumeradas: de você, das crianças, dos nossos passeios dominicais, da infância, da comida da vovó…. Essa expansão do sentido nuclear das palavras se dá por metonímia e é tão banal – e incontrolável – que tende a passar despercebida.

Isso bastaria para fazer picadinho de uma regra besta, mas nem sempre a lógica da metonímia está por trás do plural de substantivos abstratos. Um outro caminho é o da fórmula convencional, que cristaliza a palavra numa dureza de lugar-comum, moedinha que as pessoas trocam várias vezes ao dia. Foi o que ocorreu com pêsames e parabéns, como observou o professor Napoleão, e é o que ocorre em frases como “mando lembranças”, “estou com saudades”, “desejo felicidades”. Um intuito de intensificação por multiplicação parece estar na origem de tal uso, mas o clichê tem o efeito oposto, de atenuamento. Declarar saudades, num plural difuso, compromete menos do que se dizer com saudade, no singular pessoal. E desejar felicidades talvez soe mais elegante e discreto do que desejar felicidade (como se alguém pudesse saber o que é a felicidade para o outro). Etc.

O plural de ciúme, também bastante usado, é um caso curioso em que as duas tendências, a da metonímia e a da fórmula, parecem se fundir, negando-se mutuamente. Não sendo bem um lugar-comum da convivência social, ciúme no plural ainda assim tem algo de clichê, de marcação dramática. E não sendo coisificado pelo objeto, como amor, quem pode garantir que não guarde um eco da multiplicidade de faces do ciúme, de seu jeito infinito-enquanto-dure de doer?

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57 Comentários

  1. JoseMoreira

    -

    23/10/2014 às 20:43

    iva lopes – 09/09/2014 às 8:41
    Adorei esse site,(trocar por ponto) encontrei por acaso no google e já adicionei como favorito. (inserir espaço)Aprender sempre é meu lema .(tirar o espaço) Qual foi o erro em meu comentário (acrescentar vírgula)por favor ?

  2. JoseMoreira

    -

    23/10/2014 às 20:40

    Não concordo com a tendência da análise. Para mim não é mesmo correto saudades nem felicidade. Não vou explicar o porque, pois iria só gastar tempo. Continuarei a cantar ” muita felicidade, muitos anos de vida”.

  3. Cyro Passos

    -

    22/10/2014 às 5:49

    Sempre li esta questão de Saudade ou Saudades, Felicidade ou Felicidades tomando como base que “não se pode haver plural quando se trata de estado de espírito”. Pensem nisto.

  4. Maria de Fátima Santos Rocha

    -

    16/10/2014 às 17:41

    Hoje pela primeira vez estou acessando esta página. Gostei muito. Vivendo e aprendendo.

  5. Nelson Teixeira

    -

    23/09/2014 às 20:03

    Qual amor mora em seu coração, suas almas?
    Parece pouco?
    É muito.
    Compreendeu?

  6. Giovanna

    -

    17/09/2014 às 8:49

    Adorei a maneira como abordam as questões. Sempre considerei fundamental mostrar as diferentes visões e interpretações de uso de certos termos,que, apesar de já consagrados na linguagem informal, ainda nos deixam em dúvida sobre a sua correção.

  7. Brazilian

    -

    11/09/2014 às 14:48

    Reconhece-se aqui pelos comentários o nível(louvável) de quem acessa esse site. Pena (e muita) que nossos estudantes não sabem ou não querem saber da riqueza disponível para enriquecer a nossa comunicação.

  8. iva lopes

    -

    09/09/2014 às 8:41

    Adorei esse site, encontrei por acaso no google e já adicionei como favorito.Aprender sempre é meu lema . Qual foi o erro em meu comentário por favor ?

  9. manoel mariano de oliveira

    -

    15/08/2014 às 21:12

    Posso estar errado, mas não concordo com SAUDADES e FELICIDADES. Saudade e felicidade no singular já significa tudo. Obrigado

  10. Francisco

    -

    03/08/2014 às 7:33

    Ótimo artigo. Vivendo e aprendendo.

  11. Leir Lemos

    -

    27/06/2014 às 17:05

    Olá, professor.
    Sempre fui muito interessado na etimologia das palavras e, quando encontro uma palavra desconhecida, trato de encontrar sua origem e derivados.
    Existe algum curso para etimologista?

    Grato:

    Leir.

  12. Luann Alves

    -

    21/06/2014 às 11:50

    Prezada Hilma Caetano, bom dia. O comentário que você cita (Luís Alfredo Paulin)não se trata de erros de grafia,visto que ele citou o poema na época em que ele foi escrito, e na época a grafia correta era esta mesmo.

  13. Afonso Mommensohn

    -

    18/06/2014 às 8:58

    Muito interessante esta página sobre palavras. Esclarece dúvidas sobre problemas corriqueiros da escrita. Muito bem!

  14. Hilma Caetano

    -

    16/06/2014 às 14:55

    Esse comentário do Luís Alfredo Paulin tem erros de acento em palavras que não levam acentos e outras que levam acentos, ele não acentuou, e vários outros erros.

  15. Leidivânia Mendes de Araújo Melchuna

    -

    16/06/2014 às 9:04

    Uma análise bastante interessante acerca do uso do plural ou não de palavras usadas em nosso cotidiano. “Sem preconceito linguístico”, eu costumo usá-las no singular, todavia aceito os argumentos apresentados.
    Leidivânia.

  16. eliézer marra

    -

    06/06/2014 às 14:43

    muito bom, discorreu sucintamente, agradável e embasado. parabém…\9/0
    pode mandar para meu e mail? agradeço a deferência

  17. Anne

    -

    30/05/2014 às 13:39

    A palavra costas foi resultado do uso assim como parabém e pêsame?

  18. Jotabe

    -

    19/05/2014 às 21:42

    Mais uma aula excelente sobre um tema que passa despercebido pela maioria no dia a dia. Quanto à palavra SAUDADE, palavra que dizem, só existe em português, a melhor definição que já li é: SAUDADE É O AMOR QUE FICA. Não sei que é o autor.

  19. Luiz Alfredo Paulin

    -

    11/05/2014 às 21:38

    Apenas para registro, Fernando Pessoa usou tanto “saudade” como “saudades” no texto em que afirmou ser sua pátria a língua portuguesa. Reproduzo: Não chóro por nada que a vida traga ou leve. Há porém paginas de prosa me teem feito chorar. Lembro-me, como do que estou vendo, da noute em que, ainda creança, li pela primeira vez numa selecta, o passo celebre de Vieira sobre o Rei Salomão, “Fabricou Salomão um palacio…” E fui lendo, até ao fim, tremulo, confuso; depois rompi em lagrimas felizes, como nenhuma felicidade real me fará chorar, como nenhuma tristeza da vida me fará imitar. Aquelle movimento hieratico da nossa clara lingua majestosa, aquelle exprimir das idéas nas palavras inevitaveis, correr de agua porque ha declive, aquelle assombro vocalico em que os sons são cores ideaes – tudo isso me toldou de instincto como uma grande emoção politica. E, disse, chorei; hoje, relembrando, ainda chóro. Não é – não – a saudade da infancia, de que não tenho saudades: é a saudade da emoção d’aquelle momento, a magua de não poder já ler pela primeira vez aquella grande certeza symphonica. Não tenho sentimento nenhum politico ou social. Tenho, porém, num sentido, um alto sentimento patriotico. Minha patria é a lingua portuguesa. (Fernando Pessoa)

  20. Roberto Sarmento Lima

    -

    08/02/2014 às 7:28

    Prezado Sérgio, muito boa a sua explicação sobre o plural dos abstratos. Mas, no caso de “ciúme”, tem sido muito difundida por aí a forma “o ciúmes” (como “o pires”) e não tanto “os ciúmes” (como “as saudades”). Ou seja, o abstrato “ciúme” tem sido tratado como um substantivo de dois números, alterando-se apenas a forma do artigo que o acompanha: “o ciúmes” e “os ciúmes”. O singular “ciúme” tem sido pouco praticado (no sentido gramatical, é claro).

  21. João Damascena

    -

    14/01/2014 às 16:04

    Gostei muito destes esclarecimentos, haja vista que mesmo sendo Pedagogo com Especialização em Educação e Linguagem encontro, certas dificuldades ao escrever como também em falar. Parabéns e obrigado.

  22. Lorenzo Serrano

    -

    05/01/2014 às 17:15

    Amigo Sergio Rodrigues , excelente esta página . sou estrangeiro (bem que moro ha 49 anos no Brasil) falo e escrevo dois idiomas de forma correta sem misturar, mas tem muito brasileiro que até nos meios de comunicação não sabem expressar o Portugues.
    Parabéns . vou estar sempre de olho , sempre aprendendo.Um abraço Lorenzo Serrano.

  23. Clovis P

    -

    03/01/2014 às 18:05

    Respondendo à Teresa, já ouvi muitas vezes ‘o ciúmes’. Nada mais pavoroso.

  24. Clovis P

    -

    03/01/2014 às 18:03

    Prefiro a simplicidade do singular. Complicar para quê? As crianças ouvem e saem falando coisas como ‘uma balas kids’ (quando existia essa bala). Adultos confundem o falar com elegância com falar no plural, advindo daí o famoso ‘chops’, coisa de paulista.

  25. Roque borges

    -

    25/12/2013 às 22:30

    Aprender russo e falta de orientação. Tem gosto para tudo. Quem quer duas linguas deve optar inglês. O espanhol, com poucos se aprende.

  26. ancof

    -

    18/12/2013 às 18:18

    Desconsiderar post anterior…….não é Regininha e sim ….regrinha….ESTOU PRECISANDO DE ÓCULOS, SOCORROOOO !….

  27. ancof

    -

    18/12/2013 às 18:16

    Pois a Regininha jurou para mim que ela era Virgem!….. Meu deus! em quem acreditar nos dias de hoje !… HUMMMMMMMM !…

  28. Meiri

    -

    11/12/2013 às 18:53

    Parabéns pelo texto! Feliz com a explicação. Lembra-nos o quanto a LP é rica e dinâmica.

  29. Alfredo Domingos

    -

    10/12/2013 às 14:09

    Outro exemplo do que foi escrito acima é a palavra “queixume” (plural – queixumes), que, no meu entendimento, enquadra-se.

  30. juliano nune souza

    -

    05/12/2013 às 16:21

    É evidente que quando queremos dizer que estamos com saudades. estamos querendo dizer que, passaram-se vários dias desde que aquela coisa aconteceu ou se foi, e por ter ocorrido isso, ao passar de cada dia lembramos dessas eventualidades da vida.

    Mas inesperadamente, devemos pensar também que ao longo da vida nós deixamos de ver muitas coisas. É a infância que passou, o sorriso que deu quando foi ao circo pela primeira vez, o primeiro beijo, a primeira vez, são essas coisas que numeram saudades.

  31. GUIOMAR

    -

    27/11/2013 às 20:44

    Muito bom, o texto está claro pude entender perfeitamente as diferenças de uso e o motiv
    o do plural, todavia prefiro usar o classico, me soa mal tanto modernismo,
    lingua belíssima e rica onde a palavra saudade , só a nós pertence.

  32. Elany Pereira Morais

    -

    22/11/2013 às 8:21

    gostei

  33. Anildo Dall'Igna Rosa

    -

    25/09/2013 às 14:28

    Sinceramente, eu não tenho receio de entender que em “saudades” estão implícitas as saudosas lembranças que expressamos quando nos referimos a uma série de fatos ocorridos no passado. Mais do que uma saudade. Saudade da minha professora, saudade do meu pai, saudade do meu amigo, por exemplo. Quantas saudades!

  34. sergiorodrigues

    -

    21/09/2013 às 19:34

    Hediondo, Teresa. Mas é sério que vc já ouviu isso? Eu, nunca.

  35. Teresa Rivero

    -

    21/09/2013 às 9:20

    Perfeito,mas e terrível quando dizem “O ciúmes” ,não?

  36. Soaroir

    -

    20/09/2013 às 14:08

    Agora entendo pq meu filho optou por russo como 2ª língua (lol)

  37. paulo

    -

    15/09/2013 às 3:22

    sensacional!!! parabem!

  38. ilena aparecida schenkel

    -

    08/09/2013 às 12:59

    oi,não ficou claro para mim o uso Antártida ou Antártica,tenho uma gramática que afirma como Antártica,pois o Pólo é Ártico.E ficou confuso segundo o texto que li,um abraço,Ilena

  39. Girlene

    -

    09/04/2013 às 0:20

    Ótimo texto. Dúvidas esclarecidas!
    Parabém! haha

  40. SONIA MAURA PERES

    -

    29/03/2013 às 19:37

    perfeito. Aconselho aos querem se aprimorar que busquem por.
    Tem que ou tem de – Sua ou tua . e outros básicos como ex; duzentos gramas-meio – dia e meia – Eu ou mim? Ora ou hora?

  41. SONIA MAURA PERES

    -

    29/03/2013 às 19:32

    perfeito

  42. Erick

    -

    15/01/2013 às 18:11

    Só posso concordar; ficou muito bem escrito. Ainda bem que há nuâncias interessantes no jeito de falar e se expressar na nossa língua, eu penso. Se mesmo não for, não há o que fazer sobre isso! =]

  43. Edson

    -

    15/11/2012 às 10:06

    Magnífico texto! Tirei minhas dúvidas! Grato pela compartilha!! O autor está de parabéns!

  44. Auro Alexandre Castro Guarulhos

    -

    01/10/2012 às 20:33

    Não se respeita o “singularia tantum” latino? Será que “mataram” o latim?

  45. Auro Alexandre Castro Guarulhos

    -

    01/10/2012 às 20:30

    Considerando que seja um dos que gostam da língua portuguesa (um dos que gosta?), como faria em um concurso público que só aceita uma resposta simples?

  46. Auro Alexandre Castro Guarulhos

    -

    01/10/2012 às 20:27

    Gostei muito da explanação. Porém, fica difícil aceitar saudade e felicidade pluralizadas.

  47. Si

    -

    25/07/2012 às 23:57

    Mas o quê eu responderia numa pergunta de concurso??? O que diz a regra?

  48. Mariah

    -

    20/07/2012 às 12:09

    Muito bom !!! nota 1000

  49. Priscila

    -

    15/07/2012 às 16:16

    Texto inteligentíssimo! Parabém! rs…

  50. Helena Andreazzi

    -

    29/06/2012 às 12:04

    Achei essa dica valiosa,gosto de tdas. Muito obg!

  51. vilmar xavier

    -

    29/06/2012 às 8:54

    Gostei muito da matéria, a nossa língua nos permite um cabedal de possibilidades, contanto que tenhamos uma ideia clara da regra.

  52. José Hamilton Marson

    -

    28/06/2012 às 19:25

    VERSÃO ORIGINAL:
    ♫♫ “Parabéns a Você nesta data querida. Muita felicidade! Muitos anos de vida!” ♫♫

    E o povão canta:
    ♫♫ “Parabéns prá Você nessa data querida. Muitas felicidades! ‘Muitozanos’ de vida!” ♫♫

    E Você pergunta:- IUQUICO?

  53. Ana

    -

    28/06/2012 às 18:53

    amei, sou professora de língua portuguesa e confesso que se fosse uma pergunta de aluno…eu iria pesquisar. Muito obrigada !

  54. Norleide

    -

    28/06/2012 às 18:41

    Como professora de Língua Portuguesa, gostei muito da explicação.Aliás,como todas as dicas que estou recebendo e que agora posso compartilhar pelo facebook.Obrigada

  55. Fabiana

    -

    07/03/2012 às 16:38

    Adorei o texto

  56. Reno

    -

    17/11/2011 às 19:23

    Texto útil, curioso e encantador.
    -
    Parabém!

  57. Mauro Oliveira

    -

    17/11/2011 às 17:46

    A riquesa de nossa gramatica deveria ser explorada e divulgada bem mais pelos meios de comunicação para que a os leitores fiquem bem informados e conhecedores da gramática pátria.

 

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