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27/01/2011

às 16:02 \ Consultório

História x estória, um conflito histórico

“Oi, Sérgio! Qual sua posição sobre o uso de história x estória? Sei que as duas palavras existem, o Volp aceita ambas igualmente, mas o Aurélio (de antes e depois da reforma) recomenda apenas o uso de ‘história’, tanto para ciência histórica quanto para ficção. Pesquisando na internet, nenhuma outra fonte faz essa recomendação. Trabalho como revisora e tive problemas com isso hoje.” (Licia Matos)

É muito interessante a questão trazida por Licia. Antes de mais nada, minha posição pessoal: nessa eu fico com o Aurélio e com os portugueses. Como quase todos os escritores de qualquer época que conheço, uso apenas história, acho mesmo que nunca escrevi a palavra estória até este exato momento – pelo menos não que me recorde. Por quê? Algo a ver com velhas recomendações de professores, provavelmente, mas nesse caso nunca vi motivos para me rebelar contra eles e abraçar esse brasileirismo de jeitão anglófilo. A verdade é que a fronteira entre história real (história) e história inventada (estória) me parece fluida demais para tornar funcional a adoção de dois vocábulos. Todo mundo sabe – ou deveria saber – que a história, bem espremida, é cheia de “estórias”. E vice-versa. Acho mais inteligente deixar a distinção a cargo do contexto.

Um dado curioso é que, contrariando o que muitos imaginam, estória não é exatamente um anglicismo recente (do século 20), mas uma palavra mais antiga em nosso idioma do que história – e, a princípio, com o mesmo significado. É o que informa o Houaiss: estória foi registrada em Portugal no século 13 e história, no 14. O melhor dicionário brasileiro acrescenta que, como sinônimo perfeito da segunda, a primeira caiu em desuso. Estória sobrevive hoje apenas como uma peculiaridade brasileira que significa “narrativa de cunho popular e tradicional”. O que me parece ao mesmo tempo vago e restritivo.

Na língua real, a acepção de “estória” acaba sendo mesmo a que aponta Licia: história fictícia, frequentemente mirabolante e inverossímil. Resta a questão de sua origem, que o Houaiss, embora situando o fato sete séculos antes do que acredita o senso comum, confirma ser o inglês story, também esta uma palavra do século 13. No entanto, acrescento eu, vale a pena considerar a hipótese de estória ter derivado – do mesmo modo que story, aliás – do francês arcaico storie, entre outras razões por sua razoável precedência: data de 1105.

Os adeptos do uso de “estória” me parecem francamente minoritários. De todo modo, depois que Guimarães Rosa usou a palavra no título de seu livro “Primeiras estórias”, de 1962 – cujo primeiro conto começa com a frase “Esta é a estória” – não se pode dizer que estejam desprovidos de credenciais literárias. No fim das contas, trata-se de mais um daqueles casos em que cada um deve decidir com a própria consciência e o próprio gosto seu caminho no mundo da língua.

*

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95 Comentários

  1. Julio

    -

    03/11/2014 às 16:59

    Eu acho que tudo se iniciou na língua inglesa, com story, depois foi adicionado o pronome his para esclarecer que se tratava de uma history (estória dele). Por ser uma estória dele, seria algo verídico, e não só uma estória qualquer ou um conto. Eu acho que foi assim.

  2. Nelson Teixeira

    -

    23/09/2014 às 19:55

    Concordo com estória e história, pois apesar de ambas serem fascinantes, o que é ficção talvez um dia se torne história, talvez um dia quando a imaginação do ser humano nos construir os degraus que precisamos, que verdadeiros, um dia precisaram ser… fascinação?

  3. Fernanda

    -

    17/09/2014 às 12:46

    Mas e se fizermos a comparação com as palavras em inglês history e story? Não poderíamos justificar o uso de estória por aqui também?

  4. Thomas Charles

    -

    21/07/2014 às 11:55

    A primeira vez que li a palavra “estória” achei que a pessoa tivesse escrito errado. Mas a palavra existe e eu continuo usando “história”.
    Concordo com o autor do artigo, não faz sentido usar dois termos para determinar se a história é real ou se a história é um conto.

  5. Danilo Freitas

    -

    05/07/2014 às 4:27

    Sempre vou utilizar os dois: “estória” para ficção e “história” pra fatos reais. Foi assim que aprendi há mais de 40 anos atrás e não é que seja radical e fechado pra mudanças mas por ter sido este o modo que aprendi e realmente fazer mais sentido pra mim, ter as duas palavras enriquecendo assim nosso vocabulário luso-brasileiro.

  6. Leonardo

    -

    25/05/2014 às 19:08

    Olá Sergio
    Gostaria apenas de parabenizar pela publicação e agradecer por estar disseminando informação pela sociedade. É uma pena que existirem pessoas de alma pobre que não sabem discutir através de argumentos e referências, mas através de apelações. Não acrescentam, somente se importam em atrapalhar.

  7. nirta

    -

    08/05/2014 às 15:08

    Será que GUIMARÃES ROSA,não sabia?…rsrsrs

  8. Skeptikós

    -

    06/05/2014 às 18:55

    Esta foi boa Sergio, O Gerso poderia ter saído sem tomar uma dessas se tivesse um pouco mais de atenção antes de opinar sobre o que não entendeu direito. hehe

  9. sergiorodrigues

    -

    01/04/2014 às 19:13

    Caro Gerson, que a palavra história veio (via latim) do grego ‘historía’ é banalidade de almanaque. A dúvida da leitora era outra, e a esta tratei de responder da melhor forma que pude. A Wikipedia tem seu lugar, mas vale pouco para quem não consegue ler o que está escrito.

  10. Gerson

    -

    01/04/2014 às 18:29

    Caro colunista, até o Wikipédia informa melhor do que você. História deriva do grego Ἰστορἴαι, termo cunhado por Heródoto de Halicarnasso em, aproximadamente, 440 a.C. Sua “estória” passou longe. Bem longe…

  11. sergiorodrigues

    -

    21/03/2014 às 16:44

    Prezado Roberto, obrigado por enriquecer o debate com sua inteligência aguda e sua expressão elegante.

  12. Roberto

    -

    21/03/2014 às 16:02

    Se a moderação não aprovar foi porque está defendendo a pessoa quem respondeu. Daí, mandem o meu recado. Vá pastar Sr. Sérgio.

  13. Roberto

    -

    21/03/2014 às 15:55

    PALAHAÇADA!!! História é uma coisa e estória é outra. SEMPRE FOI ASSIM. Ele não sabe nem o motivo em que escrevia somente com “h”. Na verdade nunca soube a diferença entre elas. Sou historiador e escritor, e nunca deixarei de usar ambas (mas coloco nota de rodapé para demonstrar o porquê.). É assim que o povo fica cada vez mais “burro”.
    A MAIORIA DESTES POSTS ESTÃO SEGUINDO A BOIADA. É ASSIM QUE SE FAZ UM PAÍS. Reforma ortográfica? Só se for assim: Batatínha Quândo násce sê êsparrama pêlo Chão. Só precisamos estar vivos e saber ler para poder ver a tamanha IMBECILIDADE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  14. Marcelo Montes Penha

    -

    11/03/2014 às 15:53

    Gostei do seu ponto de vista. Uso constantemente a palavra “estória” e a vejo no meu pensamento quando a falo. Gosto da diferenciação e acho que as duas formas podem conviver mutuamente sem ferir ninguém. Já a possibilidade existe, cada um pode fazer a sua escolha pessoal.

  15. Ana Carolina

    -

    19/01/2014 às 19:01

    O artigo é bem “antigo”, mas merece ser discutido. Acho tão engraçado como as pessoas se recusam a evoluir, evoluir não significa esquecer o passado e a HISTÓRIA, e sim adaptar-se as transformações ao longo do tempo, claro que erros de grafia por preguiça de aprender não tem nada com isso. Imaginem se os japoneses tivessem o mesmo pensamento dos tupiniquins teimosos de plantão? Eles aliam tradição histórica à tecnologia, as salas de aula são equipadas com aparelhos e última geração e nem por isso deixam de aprender sua escrita, que é bem complicada, em comparação com a nossa, é praticamente um desenho artístico. Se escrevem demais no pc, é só compensar nas aulas de artes ou afins. Tá na hora dos brasileiros “cabeças quadradas” começare a evoluir e mudar sua HISTÓRIA. :-)

  16. ELTON DA FONTOURA

    -

    12/01/2014 às 18:23

    Gosto de diferenciar, ou tornar-me excêntrico. Os enredo do meu livro, conta a estória com pinceladas de história. Por isso, na sinopse, na quarta capa, uso “estória”. Não é história e nem ficção. É uma mescla, tornando-se portanto, estória, em minha humilde concepção.

  17. jhonatan

    -

    29/12/2013 às 11:42

    mas porque?

  18. catharina Pedrosa

    -

    03/12/2013 às 12:04

    Acredito que história deva ser usada somente com uma grafia. Os brasileiros não sabem mais escrever e cada vez mais modificam a gramática tornando-a mais difícil. Quando vamos nos acostumando, vem os “formadores” e pimba!!!!!!!! mudam tudo. Aliás, aproveito pra perguntar sob o prefixo “sub” e “sob”. Uma gramática vi sem hífen e outra com hífen. Como entender????????????? Fica meu comentário esperando uma resposta. Agradeço por este espaço.

  19. Heleno Nogueira

    -

    03/11/2013 às 7:55

    Como conclui o fundamental antes de 1993, não sei como está o ensino hoje, mas o que aprendi foi o básico: História = Fato real /estória = conto – ficção. Mas como já encontrei professores do fundamental que não sabem isso, nada assusta-me. A lingua portuguesa está deixando de ser viva, para ser preguiçosa. E esse dicionário Aurélio é podre, deveria ser banido.

  20. Geor gia

    -

    30/09/2013 às 12:41

    Nossa tomei um susto enorme ao ler um livro onde tinha a palavr a estoria sem acento está correto

  21. joaovitor

    -

    24/09/2013 às 15:23

    mt massa

  22. Rodrigo Bispo

    -

    12/09/2013 às 18:22

    Estória não pode, mas estressado, inicializar, tuitar, zipar etc. Podem? E são muitas outras, mas essas são as que eu me lembro no momento, as que mais doem nos ouvidos. Não podemos nos esquecer que as línguas sejam elas quais forem estão vivas, elas mudam e evoluem sem parar no intuito de tornar a comunicação mais fácil! Na minha opinião é muito mais fácil saber do que se trata um livro ou mesmo um texto se ele estiver definido como “ESTÓRIA” ou “HISTÓRIA”, só é preciso uma “validação da diferença” para serem usadas por todos, principalmente porquê são palavras que já existem na nossa língua!

  23. Roberto Santos

    -

    17/07/2013 às 3:03

    Não concordo com a posição do Sr. Sergio Rodrigues muito menos com a do Aurélio, pois o mesmo acha por colocar vícios de linguagem como sendo parte da língua portuguesa. Historia é a descrição de uma fato que pode ter sua veracidade atestada por testemunho de alguém ou prova documental, fotografada, digital, ou física. Estória descreve um conto ou um fato fictício sem provas materiais, que pode abranger uma cultura em âmbito folclórico ou popular urbano.

  24. sergiorodrigues

    -

    14/06/2013 às 18:34

    Exatamente, Miguel! É por isso que escrevi esse artigo relativamente longo. Se dissesse simplesmente que “estória” me desagrada porque não tem lastro vernacular algum, que é uma invencionice besta, teria o respaldo de muitos sábios, mas não faria justiça à história da palavra.

  25. Miguel

    -

    14/06/2013 às 18:26

    Estória: Pronuncia (ES) e contexto(fabula, conto ou ficção) e História: Pronuncia(IS) e contexto(Fato acontecido, real). As palavras da língua portuguesa precisa de uma lógica de existência e não simples interpretação uma individualista.

  26. Elis

    -

    04/06/2013 às 9:11

    Igor, se tudo fosse assim simplificado rsrsrs valeu!

  27. Igor

    -

    14/05/2013 às 18:34

    Simples história =passado ,matéria escolar
    estória =Conto fictício ou real

  28. Bruno

    -

    18/04/2013 às 21:51

    Esse SOCORROLOPES ta de sacanagem, né? Nem ler o texto ele leu! Putz

  29. Chalton

    -

    06/04/2013 às 8:19

    A língua portuguesa nunca foi de meu amplo domínio, mas me recordo bem do que me foi ensinado em escola sobre esta diferença. E para mim fica claro, pois por mais que história (dos fatos reais) esteja recheada de contos, ainda assim é como podemos nos referencia ao contexto do tempo e dos fatos, do que se espera que tenha sido ‘real’, ao contrário de estória que claramente nos direciona a se tratar da imaginação. Portanto, acredito que a diferença se faz jus, e não devem ser misturadas.

  30. Miriam

    -

    12/03/2013 às 8:14

    Amei sua exposição .Clara e bem colocada.
    Miriam

  31. LUIZ ANTONIO RIBAS

    -

    01/02/2013 às 20:22

    Devia ser proibido eliminar palavras dos dicionários. É para economizar papel de dicionário? Em um mundo cada vez mais digitalizado? Quando só existia papel, acumulávamos palavras; hoje, onde tudo é guardado em gigabytes, por que não deixam a palavra lá guardadinha para futuras referências? Vai fazer mal? Não, pelo contrário, eliminar palavras do vernáculo é que faz mal para a sociedade. Quem quer usar a palavra que use, quem não sabe, que não se atreva, mas, tirar palavras do vernáculo, não. Economizar cultura devia ser crime. Amanhã, quem busca cultura não vai se interessar em ler nenhuma obra antiga, desde o quinhentismo, até o neo-realismo; porque, caso se depare com alguma palavra desconhecida, que certamente serão muitas, no pobre dicionário aniquilador de palavras é que não vai encontrar a definição. Perde-se o interesse e quem perde é a sociedade e o país. Eu uso história e estória como a minha antiga professora de português(Vera do Pentágono da Homem de Melo) me ensinou: história para fatos históricos de conhecimento público e didático, e, estória para os acontecimentos particulares, sejam eles contos, mentiras, lorotas ou não. É sutil, mas a beleza está justamente na sutileza.

  32. SOCORROLOPES

    -

    29/01/2013 às 13:56

    QRO SABER O SIGNIFICADO DAS PALAVRAS ESTORIA X HISTORIA

  33. Sarah de Oliveira

    -

    31/12/2012 às 9:39

    Ótimo texto! Realmente sua explicação é bem plausível, uma vez que, chega a ser irônico definir histórias com “reais” ou “irreais”, uma vez que, grande parte dos acontecimentos históricos mais importantes da humanidade não possuem registros e também porque, não há, suponho eu, como averiguar a veracidade dos mesmos.

  34. Moema Barral Viana

    -

    22/12/2012 às 18:47

    Nossa! Sempre tive essa dúvida quanto usar história ou estória! Mas eu tinha uma lembrança errada das aulas de Português. Eu achava que História era usada para fatos históricos e estória para nossas estória pessoais e não para estória iinventada ou iverróssíve! Adorei o esclarecimento agora não vou mais ficar em dúvida, vou usar sempre história sem medo de errar. Sempre fico horrorizada com erros grotescos com a nossa língua na Intrenet! Ainda bem que a minha dúvida não era tão banal! Fico mais traquila agora! Muito Obrigado

  35. Rosam

    -

    17/11/2012 às 9:47

    PALAVRAS

    A história de tudo.
    A minha estória.
    Ou será a estória de tudo
    e a minha história?
    Pueril metafísica.
    Alimenta o ego, infla. Possui o poder de explicar tudo.
    A palavra é só um invólucro PET de letras.
    Descartável como nossas crenças.
    O invólucro tenta conter o conteúdo,
    para nossa segurança que precisa ver tudo no lugar,
    mas ao abrir-se o lacre dos lábios, movido pelas instâncias do coração,
    o conteúdo mostra-se muito mais vasto e inunda a imaginação.
    O que queremos?
    A secura da mente rígida
    ou a fluidez da vida que sempre passa?
    Quem está há mais tempo aqui?
    A palavra é uma referência apenas,
    não é a verdade.
    Quando falamos, não estamos sendo a verdade, mas dando uma referência cognitiva dela.
    Abstrações esculpidas por palavras.
    A brincadeira que podemos fazer com tudo isso é que é legal.
    Não querendo “ter” a verdade, mas criar “com” ela.
    O que vocês pensam?
    …Rosam…

  36. Jaime Nunes de Oliveira

    -

    19/10/2012 às 5:12

    Gostei da forma do aprendizagem espero que os meus valores, de formação neste processo seja comparativo da minha análise.

  37. silvane f.l.Medeiros

    -

    06/07/2012 às 10:27

    Gostei muito dessa definição! pois estou lendo um livro para fazer um trabalho para faculdade:Literatura infantil; e tem as duas definições. Fiquei na duvida, e esta resposta, tirou minhas duvidas.

  38. Rômulo Falabelo Pereira

    -

    06/06/2012 às 23:31

    Adorei essa explicação, sempre tive duvidas quanto a aplicação delas. E agora estou tendo que dar um titulo a um futuro livro e voltei a velha duvida, porém consegui soluciona-la.

    http://mrtyamiro.deviantart.com/ —- meu portfolio

  39. Renatão

    -

    06/06/2012 às 14:16

    Nasci em 1963 e aprendi na escola a diferença entre estória, história e História (com H maiúsculo). Moro fora do Brasil desde 88, e hoje cheguei aqui pelo google depois de ver o título do filme “Histórias Cruzadas”. Me incomodou não ser “estória”. Procurei no meu aurélinho instalado no laptop e para meu total susto não tinha essa forma! Total absurdo, já que há o uso na literatura, além de ser muito útil ter palavras com significados específicos: demonstra conhecimento da língua. Quem não conhece tem que se utilizar de mais palavras. Aproveito para deixar meu protesto contra o corrente abuso do gerûndio – coisa de paulista americanizado!

  40. Sabrina Schneider

    -

    05/06/2012 às 23:51

    Estou lendo uma obra sobre teoria da narrativa em que o autor faz referência à história enquanto disciplina (history) e à história enquanto narrativa, seja real ou fictícia (story). O tradutor do texto para o português, por usar apenas a palavra história, foi obrigado a colocar o termo em inglês (story ou history) depois de cada uma das vezes em que usa a palavra história. Ou seja: a leitura ficou superpesada. Sem falar que ele se equivoca algumas vezes, pois percebemos que alguns trechos não fazem sentido. Faço doutorado em Letras/Teria da Literatura e acho que o banimento do termo “estória” (que aprendi no colégio!) traz, sim, uma série de dificuldades!

  41. Carlos Augusto Lamego

    -

    20/05/2012 às 11:25

    Considero a nossa lingua um dos idiomas mas mais difícil para se aprender a escrever e falar, principalmente por parte de nosso povo. Alterar sinais ortográficos, subtrair os tremas (embora poucos usassem). Quanto a estória ou história, são histórias de vêem desde os séculos l3 e 14.

  42. Carlos Augusto Lamego

    -

    20/05/2012 às 11:14

    Usa-se ainda a palavra Des’que ?

  43. Gerson

    -

    26/04/2012 às 23:22

    Prefiro seguir os clássicos. Jamais vi a forma esdrúxula ‘estória’ ser empregada por Machado de Assis, por exemplo. Quase todas minhas professoras no antigo curso primário ensinavam o dogma das duas formas distintas e respectivos empregos. Atribuo isso à falta de preparo de alguns docentes do Ensino Fundamental, àqueles dias não tão crônica como hoje. A grafia ‘estória’ existiu por algum tempo nos primórdios da língua portuguesa, porém a forma vernácula acabou prevalecendo (como em tantos outros casos). Em pelo menos outras duas grandes línguas latinas da atualidade há apenas uma forma para ambos os sentidos. Em francês, por exemplo, se diz “L’histoire du Petit Chaperon Rouge” e “L’Histoire de la France”. Em italiano se diz “La storia di Cappuccetto Rosso” e “La Storia d’Italia”. Por que em português deveríamos dizer “A estória de Chapeuzinho Vermelho” e “História do Brasil”? O inglês diria “The story of Little Red Hood” e “History of Britain”, usando duas palavras que coexistem na língua, cada qual com sua semântica particular, há mais de setecentos anos. Por este motivo sou levado a acreditar que se trata realmente de um anglicismo e que este começou a vicejar na fecunda Terra Brasilis, onde em se plantando tudo dá, apenas no século passado, coincidentemente quando a língua inglesa se tornou mais influente que o francês. Mais ou menos como o espanholismo “seguir” (com o sentido de continuar), está se alastrando como praga por aqui, por influência da outra língua do Mercosul. Mas isso já é outra história…

  44. jose antonio vitorino

    -

    22/04/2012 às 16:56

    Comentários muito bem colocados e embasados sem poder deixar de mencionar é claro a colocação democrática ao final. Parabéns!

  45. Cibele

    -

    19/04/2012 às 16:09

    Desde o ensino fundamental (meados de 90), conheço as duas palavras e seus respectivos significados, sempre os utilizei e acho de extrema importância, estou fazendo um trabalho sobre mitos, e me parece óbvio que não utilizarei a palavra história, para discursar sobre a fábula em questão, ela é uma estória e é essa a palavra que define sua não autenticidade e classificação como mito, não abro mão de nenhuma das duas, sabendo usar são úteis e esclarecedoras.

  46. AndréB

    -

    15/04/2012 às 2:18

    Os detalhes linguísticos, são a razão de nosso idioma ser tão belo e interessante, por isso, prefiro usar a palavra estória para fatos fictícios e história para fatos reais.

  47. elda

    -

    08/04/2012 às 0:19

    História para fatos reais e estória para ficção sempre utilizei dessa forma e na altura dos acontecimento n mudarei.

  48. e bartlett

    -

    07/04/2012 às 1:23

    Prefiro ficar com historia para ambos.

  49. acyr de almeida (escritor)

    -

    04/03/2012 às 22:07

    Entendo e, tenho escrito as duas formas – são, à meu ver distintas uma da outra – ex. historia da pedagogia – estorias que contei p/ meus netos…-

  50. vanessa

    -

    02/03/2012 às 9:49

    concordo com vera lucia de lira q ñ devemos esquecer a norma cultura da linqua.a comunicação

  51. vanessa

    -

    02/03/2012 às 9:49

    tanbem concordo com vcs

  52. Vera Lucia Alencar de Lira

    -

    01/03/2012 às 14:46

    Não devemos esquecer a norma culta da lingua.a comunicação é importante, mas o uso da fala, da escrita é fundamental para determinaas áreas do conhecimento humano. Para tanto, nós precisamos de leitores, pessoas como as que estão aqui neste forum , professores que orientem , escolas capazes de realizarem um debate sobre o tema que para alguns são irrelevantes. EU, PARTICULARMENTE, ACHO DE EXTREMA UTILIDADE SABER USAR BEM O MEU IDIOMA, MEU UNIVERSO VOCABULAR QUE PASSOU A SER MELHOR AINDA QUANDO ESTUDEI

    INGLES, ESPANHOL, LATIM, FRANCES. NÃO POR FALAR ESCREVER OUTROS IDIOMAS, MAS, POR

    ENTENDER MUITO MAIS A ESTRUTURA E SIGNIFICADO DAS PALAVRAS. E QUANTO A ESTÓRIA SOBRE O
    INGLES STORY E HISTORY, TEM SIGNIFICAÇÃO SIM.

    VEJAMOS O PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO, LITERACY

  53. Maria das Dores

    -

    22/02/2012 às 9:18

    Concordo com Thalita,aprendi no meu ensino antigo e muito bom que História e estória seria diferentes gramaticalmente sim mas, depois que se chega a faculdade nos paramos com algumas noticias que nas histórias do mundo, existem umas estórias que nos chocam e ai perguntamos, será histórias? ou estórias.Sei lá vamos voltar para os bons livros da autora Olga Pereira Meting, pois a cupla disso tudo é dos linquisticos que tudo pode ai fica ai tudo podendo……….

  54. Thalita

    -

    17/02/2012 às 1:41

    Aprendi no ensino fundamental, no final dos anos 90 que se deve usar “estória” para definir fatos fictícios e “história” para fatos reais (ou ditos reais, como já comentaram e concordo plenamente, já que a história do mundo já provou ter muitos lados). Até hoje utilizo a palavra estória como sinônimo de conto, ficção, e há algum tempo fiquei incomodada por não encontrá-la no dicionário. A matéria da revista Veja foi esclarecedora.
    Gostaria de sugerir uma matéria que justifique a nova reforma ortográfica, porque, talvez eu esteja muito apegada, mas não consigo me acostumar com a retirada do trema, por exemplo e, provavelmente, sou a única pessoa no Brasil incomodada com isso, mas acho que essa mudança só conseguiu deixar as palavras mais complicadas (quando não se conhece exatamente a palavra, o trema podia ajudar a definir a pronúncia) e seminuas. Além disso, para (do verbo parar) sem acento, me faz ler um texto onde alguém escreve “para o carro na estrada”, e perguntar “para onde vai esse carro na estrada?”. Isso, sim, empobrece a língua portuguesa!

  55. Meton

    -

    06/02/2012 às 14:50

    Estou com o Guimarães!

  56. herika

    -

    06/02/2012 às 8:49

    A minha filha fez uma redação e aplicou a palavra estória pois se tratava de um conto. A professora corrigiu como se a minha filha tivesse cometido um erro. Quando questionada a professora informou-me que as duas formas de escrita estavam corretas, mas, sinceramente, se as duas formas estavam corretas, porque ela colocou a forma escrita pela minha filha como se estivesse errada?Bem, acredito que, em termos gramaticais há um prejuízo quando se utiliza a forma História para contar fatos que não são reais, ou quando aplicada a contos,citações em que há animais que falam, objetos…Didaticamente, creio que a utilização de um único termo é prejudicial e inadequado.

  57. Cláudia Carregosa

    -

    21/01/2012 às 17:56

    Fiquei surpresa no ano passado ao descobrir que a maioria das pessoas desconhecem a existência da palavra estória. Ao colocar em um trabalho uma colega me disse que escrevi errado, foi então que expliquei o porque do uso de tal palavra e ela ficou sem graça e disse que não sabia que existia. Acredito que ao invés de tentar simplificar e excluir muitas coisas importantes de nosso vocabulário, deveriam investir este mesmo tempo e dinheiro na melhora da educação. Acho um absurdo como as pessoas tentam matar o português, não sou tão radical, algumas coisas realmente podem ser simplificadas, mas outras, francamente. Como vou poder diferenciar o significado de certas palavras se outras deixarem de existir, ou se retirarem todos os acentos, nem sempre o contexto vai deixar claro e cada um vai interpretar de uma forma diferente. Neste ritmo o português vai afundar-se junto com o Brasil, e para mim ambos serão uma vergonha!

  58. Leonardo Cristofani

    -

    21/01/2012 às 9:43

    Sergio, gostei muito da sua resposta! Acho que devemos mesmo simplificar as coisas. Afinal, português, inglês, espanhol, japonês, mandarim, linguagem surdo-mudo, linguagem de internet, etc. tem o mesmo propósito: COMUNICAÇÃO!

  59. Ícaro

    -

    21/01/2012 às 0:51

    Agora faz sentido a escrita pela internet nas mãos do jovens estar como está, ous eja, vocês vão recomendando excluir palavras, significados, tentando simplificar tudo e daqui á pouco vamos nos comunicar com sílabas e grunidos, como se voltassemos às cavernas.

  60. Bruno Rovella

    -

    03/01/2012 às 16:02

    Tenho 30 anos, não sou um senhor apegado e ainda assim acho que devemos usar as duas palavras. Falo inglês tb e da mesma forma que eles têm 2 palavras para definir, pq deletar uma do nosso português??? Quem não quiser, use conto para definir uma estória, mas não fale em banir essa palavra…teoricamente seria errado usar história para definir um conto, uma estória de ficção, blá, blá

  61. Fernando J. Santos

    -

    02/01/2012 às 19:20

    Essa História tem estória, inclusive etimológica.

  62. Berg1710

    -

    26/12/2011 às 13:54

    Não gostei dessa conclusão! Penso que deva existir uma definição conclusiva sobre o fato e não deixar que cada um decida como fazê-lo. Qual é o posicionamento do Ministério da Educação? Veja: bastou que um literata chegasse na TV pra dizer que é errado expressar “RISCO DE VIDA” pra toda a mídia mudar o termo pra “RISCO DE MORTE”, como assim estipulou tal pessoa da qual discordo, afinal de contas está IMPLÍCITO que “RISCO DE VIDA” (é o risco de perder a vida) que tem o mesmo significado de “RISCO DE MORTE” (risco de morrer). O ruim é que a mídia é um bando de Maria vai com as outras, pois até hoje a expressão OBRIGADO(A),referindo-se a agredecimento por um favor recebido é usada por todos, sem se questionar. Mas como obrigado? Tal situação advém do português arcaido onde as pessoas, diante de um agrado, usavam o termo: “SINTO-ME OBRIGADO A RETRIBUIR-LHE PELO FAVOR RECEBIDO”, que com o tempo resumiu-se ao famoso “OBRIGADO”. Que não é o caso entre Estória e História, que a meu ver, não está definido dentro do cotexto de regras do uso da escrita.

  63. Monalisa Modolon

    -

    22/12/2011 às 20:09

    Realmente vivendo e aprendendo!!! Desconhecia a linguagem “estória”…

  64. Pedro

    -

    10/11/2011 às 13:08

    Eu acho que se a palavra “estória” não está no dicionário, devia estar… Porque deferenciar o conceito de “story” e “history” é importante!!! Se adicionam ao dicionário palavras inuteis como “bué”, deviam adiconar palavras uteis como “estória”.

  65. JORGE ASSIS DE SANTANA

    -

    18/10/2011 às 0:02

    Significado de Estória e História.
    Estória e a narrativa de ficção; exposição romanceada de fatos puramente imaginários, conto, novela, fábula, etc,.
    História: é baseada em documentos ou testemunhos. Ex: a História do Brasil.
    Outros autores acham que Estória e História ambos têm o mesmo Significado.

  66. Luis Gustavo

    -

    07/10/2011 às 9:46

    caea q comentario mais culto… pqp é até chato lê… o cara escreve, escreve, escreve um texto que pode ser resumido em 5 linhas! Ah va!!!

  67. Deivid do Vale

    -

    13/09/2011 às 15:11

    Quando vi pela primeira vez achei ate estranho.
    Apoio o uso de historia.

  68. BENILDA

    -

    03/09/2011 às 11:16

    Nunca me senti atraída pela palavra “estória”. Achei bem colocada a questão em pauta, já que sempre utilizei “história”. MUITO VÁLIDO.

  69. Esley

    -

    03/09/2011 às 1:56

    Por favor vamos simplificar o português. Já é cheio de regras. Pra que mais uma. História e pronto.

  70. marco

    -

    30/08/2011 às 2:31

    Eu uso apenas história.
    Estória soa meio cafona, coisa de velho que ficou preso às antigas formas de falar.
    pra que usar duas palavras se uma só ja resume bem?!

  71. Elisson

    -

    08/07/2011 às 10:31

    mesmo com o conteúdo que que informa a parte diversificada entre estória e história, podemos concluir que o mais apto na nossa língua é a grafia história? ou ainda podemos diferencia-la pelo referencial de um significado diferente?

  72. Carlos

    -

    25/05/2011 às 10:27

    O termo estoria está consagrados pelo uso e não vai ser um bando de gramáticos que vai suprimi-lo.

    Quiseram fazer o mesmo com o gerundio, ora gerundio tem nas principais líguas do ocidente, inglês e espanhol. Felizes são os norte-americanos que não dão muito ouvido a gramáticos, eles têm coisa mais útil a fazer, ganhar dinheiro e viver.

  73. Chris Jenkins

    -

    05/05/2011 às 9:37

    Caro Giorgio, tenho que discordar com tua idéia que é “Pura macaquice. Se em inglês se usa “story” e “history”, problema deles.”
    Sou professor de inglês, e muitos de ‘vocês’ (/nós, brasileiros) se confundem quando falam na ‘minha’ idioma (materna). Eu uso ‘estória’, mas também uso ‘conto’, pois tem (na minha opinião) um uso semelhante, e serve para distinguir entre um sentido e outro. Ou você prefere que ‘vocês’ parecem burrinhos quando falam com pessoas de outros países??

  74. Paulo Longobardi

    -

    18/04/2011 às 10:40

    Extinguir a palavra estória é empobrecer a lingua portuguesa.
    Na vida, uns fazem apenas estória, já outros, entram para a história.

  75. Davi Miranda

    -

    15/04/2011 às 17:08

    Quanto ao “esclarecedora e definitiva”, esqueça, meu caro: nada na língua é “definitivo”. NADA. Você não pode prever como falarão/escreverão as próximas gerações. Talvez ainda testemunhe isso, quando estiver bem velhinho.

  76. Davi Miranda

    -

    15/04/2011 às 17:06

    Giorgio disse:

    “Em português existe apenas ‘história’…”

    Conversa fiada. Se há quem use “estória”, então NÃO existe apenas “história”. Trata-se de uso que não se consagrou, mas dizer que “não existe” é frescura de purista metido a besta. E os demais comentários abaixo já esclareceram a conveniência de se usar “estória” para fins de distinção.

  77. Giorgio Martinelli

    -

    09/04/2011 às 12:13

    Renato, sua observação sobre “HQ” é esclarecedora e definitiva.

  78. Giorgio Martinelli

    -

    09/04/2011 às 12:12

    Isso é mais fácil.
    Em português não existe “estória”; é história, e pronto.
    É anglicanismo (ou anglicismo), sim!!!
    Pura macaquice. Se em inglês se usa “story” e “history”, problema deles. Em português existe apenas “história”; o resto é conversa mole e macaquice.

  79. João Gilberto De Vito

    -

    09/04/2011 às 11:18

    Não vejo dúvidas para estória: fato imaginário e história para fato real, mesmo contendo erros de narração.

  80. Renato

    -

    07/04/2011 às 8:43

    Sandro, o estranho é “estória” em quadrinhos, sendo que até existe a sigla HQ! ;)

  81. Sandro Albertini

    -

    05/04/2011 às 20:05

    Ao adotarmos uma única forma, como a proposta pelo “Aurélio”, história, como ficariam as expressões estória em quadrinhos (“história em quadrinhos” – estranho, não?), estória da carochinha, estória pra boi dormir, etc.?

  82. Eugenio Vale

    -

    05/04/2011 às 19:47

    História para fatos reais e estória para ficção.
    Na verdade o som já se tornou idêntico, ninguém mais, acredito eu, fala Estória e História. Portanto, apenas na escrita para diferenciar o verdadeiro da ficção usamos os termos.

  83. Joviano Caiado

    -

    01/04/2011 às 19:01

    Caro Sérgio, toda “história”, como nos enfiam pela “guela abaixo”, tem uma grande dose de “estória” inserida pelo partidão político da época. Se vc for até o PNDH-3, o plano de governo do PT, verá que eles já estão inserindo as “estórias” deles, jurando que é “história” que estão a nos contar. Visam anular aquelas que o antepassados portugueses nos impuseram durante séculos. Pretendem com suas “estórias” recontar a história do país… quem sabe assim seremos finalmente descobertos pelos fenícios ou, quem sabe, finalmente poderemos saber o destino dado ao dinheiro do cofre do Ademar e a aquele enorme volume “retirado” dos bancos para financiar a reação contra os militares, ou o destino da “mala de dólares” entregue por Fidel a um dos “revolucionários” brasileiros…

  84. Maria Helena

    -

    31/03/2011 às 11:48

    Sérgio, Veja soube escolher muito bem o dono deste “consultório”. Estão de parabéns ambos. Quanto à “estória”, eu a uso sempre que tenho em mente distar a importância da História da que estou falando. Questão de valores mesmo.

  85. LIMA

    -

    31/03/2011 às 10:32

    PROFESSOR SERGIO.
    OS APRESENTADORES DE TELEJORNAIS DIZEM “MUITO BOM DIA”. A EXPRESSÃO ESTA CORRETA? POR FAVOR, ESCLAREÇA A DÚVIDA.

  86. Fernando Montenegro

    -

    29/01/2011 às 22:37

    Concordo com Guimarães Rosa.
    A diferença entre “ história” (com o sem a maiúscula imposta pelas normas) e “estória” facilita a comunicação escrita.
    História: “fatos ditos reais” (boa frase, Sandro!). Perdoando o “ fatos reais”, entendo e concordo. Eventos narrados ou alegados com convicção de terem acontencido e interpretados pelo autor.
    Estória: Contos, anedotas, autos, relatos, ficção em geral, sem pretensão do autor de ser verdade, ou na ilusão de que é verdade.
    Mudando de assunto, “aberrações do dialeto sul americano da língua portuguesa” é comentário tão [... não encontro palavra cortês] que só merece uma palavra como resposta: Hilário.

    Sandro Feijó Carvalheira / 27/01/2011 às 19:42
    [...] Eu sempre explico [...] usamos “história” para fatos ditos reais e “estória” para ficção. // [...] Sempre que vejo a palavra “história” usada para textos de ficção me sinto incomodado. // Acho [...] uma ofensa alguém chamar a nossa língua de “dialeto sul americano” [...] e dizer que casos como “história e estória” são aberrações. Muito pelo contrário, isso prova a riqueza da nossa língua. [...]
    joaodoapex / 27/01/2011 às 18:16
    Essa é uma das muitas aberrações do dialeto sul americano da língua portuguesa. Outra de arrepiar os cabelos que consta nas normas da ABNT é a palavra copirrite. Hilário.

  87. Licia

    -

    28/01/2011 às 16:52

    Eu também sempre só usei história, por achar mais “oficial” (embora saiba da importância de neologismos e regionalismos) e não acho que uma palavra para vários significados seja pobreza de linguagem, aliás, não sei se acho que alguma coisa seja pobreza de linguagem.

    O que pega é quando a gente se mete a revisar texto dos outros e rola um estória. O que fazer? Mudar, respeitar? Depende? Sempre depende, né?

    Obrigada pela resposta!

  88. ERASMO SELVAGEM BRASILEIRO DE ROTERDAN

    -

    28/01/2011 às 12:00

    Tá legal, e qual o motivo de se usar tanto a palavra “que”!!!

    Qual o significado dessa palavra!!!

    Usa-se essa palavra para tudo, é tanto “que” e ninguém consegue entender os textos, o motivo? Bom, a palavra “que” não significa absolutamente nada, é apenas um nada qualquer!!!

    Apenas seguimos os analfabetos literários… Nos Autos da Devassa MG/RJ, naqueles bons tempos quando o nosso País ainda seria apenas analfabeto, sem escolas, sem ensino didático, se usava “que” para tudo; e isso impressiona mesmo, pois até hoje se usa “que” para tudo…

    Oh!!!

    que!!!

    Que!!! Um amigo me diz, se eu disser fui NA MÉDICA está errado.

    Mas se ligarem para mim, eu estiver com a Médica, posso dizer estou NA MÉDICA…

    fui…

  89. zarpe

    -

    27/01/2011 às 20:19

    Por todo este conteudo acho a revista veja um ‘ESPETÁCULO’ sempre nos acrescentando coisas maravilhoras e uma aula de noticias interessantes para quem gosta de estar atualizado com as coisas de nosso mundo.
    PARABÉNS REDATORES DA VEJA.

  90. Glaucia Altieri

    -

    27/01/2011 às 20:16

    Sérgio: devo ser u/as das poucas mortais q usam a palavra “estória” p/a casos pessoais c/o estória de vida; fulano é cheio de estória etc. E “história” qdo me refiro a história das artes; história de países, mundo etc. Tchau. Luz oscilando. Glaucia

  91. zarpe

    -

    27/01/2011 às 20:12

    Eu que ainda tinha alguma duvida sobre história e estória fiquei deverasmente muito satisfeito com a matéria.Agradecidamente agradeço (ops)

  92. Jaisla

    -

    27/01/2011 às 19:42

    Sou a favor dos dois modos, porém como o texto diz: História: realidae, Estória: ficção

  93. Sandro Feijó Carvalheira

    -

    27/01/2011 às 19:42

    Eu já presenciei algumas vezes, por incrível que pareça, essa discussão sobre o uso de “história” e “estória”. Eu sempre explico o mesmo que este texto de hoje da seção Consultório explica, ou seja, usamos “história” para fatos ditos reais e “estória” para ficção.

    Agora, sabe o que é mais engraçado disso tudo? É que eu aprendi isso na escola, no primário, lá nos anos 80 e não consigo usar essas palavras de forma diferente. Sempre que vejo a palavra “história” usada para textos de ficção me sinto incomodado.

    Acho, sinceramente, uma ofensa alguém chamar a nossa língua de “dialeto sul americano” (me parece coisa de pessoas americanizadas) e dizer que casos como “história e estória” são aberrações. Muito pelo contrário, isso prova a riqueza da nossa língua. Me parece aberração, isso sim, línguas onde há, por exemplo, uma palavra que pode significar 5 ou 6 coisas diferentes dependendo do contexto ou de alguma sutileza na pronúncia.

  94. Cristiana

    -

    27/01/2011 às 19:12

    Tema perfeito! Sempre tive minhas dúvidas sobre o assunto, apesar de usar somente ‘história’. Fiquei satisfeitíssima com os esclarecimentos históricos. Parabéns

  95. joaodoapex

    -

    27/01/2011 às 18:16

    Essa é uma das muitas aberrações do dialeto sul americano da língua portuguesa. Outra de arrepiar os cabelos que consta nas normas da ABNT é a palavra copirrite. Hilário.

 

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