Sérgio Rodrigues Sobre Palavras

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Este blog tira dúvidas dos leitores sobre o português falado no Brasil. Atualizado de segunda a sexta, foge do ranço professoral e persegue o equilíbrio entre o tradicional e o novo.

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Mineiro radicado no Rio de Janeiro, é escritor e jornalista. Tem diversos livros publicados, entre eles “What língua is esta?”, sobre o português brasileiro contemporâneo, e “O drible”, romance vencedor do prêmio Portugal Telecom 2014. Assina também a coluna Todoprosa de VEJA.com.

‘Vende-se casas’ ou ‘vendem-se casas’?

Por: Sérgio Rodrigues

Ver comentários (60)

“Em ‘vendem-se casas’, o termo ‘casas’ é o sujeito da oração. Mas outro dia li em uma apostila o seguinte: ‘Tal explicação da gramática normativa sobre a voz passiva sintética e a classificação do sujeito nesse tipo de frase tem sido criticada por muitos linguistas. Sendo, porém, regra gramatical cobrada em vestibulares, optamos por trabalhá-la na forma tradicional.’ Gostaria de saber qual é a crítica. Obrigada.” (Andréa Stancius Lima)

A crítica, Andréa, é simples: a interpretação de “vendem-se casas” como uma frase que se encontra na voz passiva sintética, à qual corresponderia “casas são vendidas” na voz passiva analítica, é denunciada por muitos linguistas como um exemplo claro de arbitrariedade – ou aversão ao método científico de compreender a língua – da gramática normativa.

Sustentam eles que faz mais sentido interpretar o “se”, nesse caso, como índice de indeterminação do sujeito. E argumentam que em “precisa-se de vendedores” o “se” é precisamente isso, como a própria gramática normativa admite: o verbo transitivo indireto não permite que se imagine um absurdo “vendedores são precisados”, certo? No entanto, a ideia é a mesma em “precisa-se” e “vende-se”, ou seja, alguém precisa, alguém vende!

Fica assim explícito o caráter arbitrário de uma análise que, diante de construções tão evidentemente semelhantes como “vende-se casas” e “precisa-se de vendedores”, aplica a cada uma um critério diferente – “casas” vira sujeito, mas “vendedores” é objeto indireto – e decreta que apenas a segunda está correta.

O linguista Marcos Bagno, um dos mais combativos do país na denúncia desse tipo de regra gratuita, chama uma frase como “vendem-se casas” de “pseudopassiva sintética”. Mas é interessante notar que até um gramático tradicional como Evanildo Bechara, filólogo de plantão da Academia Brasileira de Letras, aceita a tese do “se” como índice de indeterminação em sua “Moderna gramática portuguesa”:

…o ‘se’ como índice de indeterminação do sujeito – primitivamente exclusivo em combinação com verbos não acompanhados de objeto direto –, estendeu seu papel aos transitivos diretos (onde a interpretação passiva passa a ter uma interpretação impessoal: ‘Vendem-se casas’ = ‘alguém tem casa para vender’) … A passagem deste emprego da passiva à indeterminação levou o falante a não mais fazer concordância, pois o que era sujeito passou a ser entendido como objeto direto…

Bechara conclui o raciocínio dizendo que “vende-se casas” é uma frase “de emprego ainda antiliterário, apesar da já multiplicidade de exemplos” (grifo meu), mas reconhece que “ambas as sintaxes são corretas”.

Essa questão do “emprego ainda antiliterário” de “vende-se casas” merece ser desdobrada: acredito que Bechara quis alertar o leitor de sua gramática para o risco de usar tal construção em textos formais – entre eles, naturalmente, provas. A correlação de forças está mudando, mas, qualquer que seja o veredito de um filólogo da estatura de Bechara (“ambas as sintaxes são corretas”), ainda há lá fora um exército de professores, chefes e revisores dispostos a passar a caneta vermelha na frase.

Trata-se de uma cautela que também recomendo – o que, naturalmente, não impede ninguém de compreender a crítica que os linguistas fazem à gramática tradicional, e que neste caso me parece cheia de razão. De resto, o que vejo no campo “literário” é justamente a tendência de acatar cada vez mais a interpretação do “se” como índice de indeterminação do sujeito em construções como “vende-se casas”. Millôr Fernandes uma vez me repreendeu por não escrever assim. “Simplifiquei”, disse.

Se já ganha há algum tempo tal tipo de sanção culta, podemos ter certeza de que um uso como esse não demorará a ser pacífico. Mas cuidado com as provas!

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Comentários

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  1. […] passiva sintética exige o verbo no plural (“evitem-se”). No entanto, convém ler com atenção este artigo de abril do ano passado, no qual explico que a interpretação do “se” como índice de […]

  2. Letícia Figueiredo

    Eu ainda faço parte do exército que passa a caneta vermelha em uma frase como “vende-se casas” – a explicação é esclarecedora, porém não posso concordar e aceitar essa frase como correta. Se aceitarmos tudo que é imposto pela ‘acomodação’ de alguns em relação à nossa língua, daqui alguns anos será liberado o uso de palavras como: “pobrema”, “mortandela”, “salchicha” e outras atrocidades com o português. Isso, na minha concepção, é inaceitável!

  3. Aline Redes

    Gostei muito da explicação. No entanto, ao contrário da outra comentarista, não acho esse tipo de crítica uma “acomodação” imposta por alguns. Muito pelo contrário, acho muito pertinente e pontual, pois se parte de uma explicação lógica, e não arbitrária. Assim, não vejo relação entre o problema apontado no post e a liberação das ditas “atrocidades” com a nossa língua, nem razão para temer que isso aconteça.

  4. Henrique Jandro

    Letícia, uma análise lógica do sentido de uma norma é justamente o contrário da acomodação, é justamente a negação da acomodação. Se uma regra não faz sentido – ou seja, é pura abitrariedade -, é de ser revista e, sendo o caso, reformulada. É isso que se quer dizer com método científico de compreender a língua.

  5. PORCARIA

    QUER FALAR BONITO, COMENTAR DE AUTORES MAS NUM RESOLVEU NADA!! CONTINUA COM SEM SABER!!! DIDATICA ZERO!!!!!!! PERDI MEU TEMPO

  6. Geraldo Filho

    Continuo entendo que, se “casas” é bem diferente de “de vendedores”, nas frases que seguem: VENDEM-SE CASAS = “CASAS SÃO VENDIDAS”, NO MESMO TOM DE “CASAS ESTÃO DISPOSTAS À VENDA”, isto bem diferente de “PRECISA-SE DE VENDEDORES”, TAL FRASE SERA BEM SUBSTITUÍDA PELA SEGUINTE: “NECESSITAMOS DE VENDEDORES”, ou ainda: “NECESSITA-SE DE VENDEDORES”, ou ainda mais: “A EMPRESA TEM VAGAS PARA VENDEDORES”. E por aí vai a questão. Não sou linguista, nem tampouco, um superexperiente em gramática, mas tenho a sensibilidade suficiente para perceber que muita discussão sem nexo de alguns que se dizem os tais doutores da língua, muitas das vezes têm tropeçado em seus próprios saberes, ou defesas sem nexo.

    Resposta
    1. sergiorodrigues

      Caro Geraldo, ninguém diz que as ditas construções são idênticas, apenas que são suficientemente semelhantes para caracterizar a arbitrariedade de uma regra. Paráfrases desencontradas como as que você apresenta são sempre possíveis, mas nada esclarecem. Um abraço.

  7. […] http://veja.abril.com.br/blog/sobre-palavras/consultorio/%E2%80%98vende-se-casas%E2%80%99-ou-%E2%80%… […]

  8. Francesco

    Acho uma bobagem se preocupar com isso. É que a nossa língua tem sido tão agredida, e as autoridades nem ligam, pelo que é melhor deixar bagunçar de vez. Se alguém ouve ou lê e entende está bom demais. Vejam: quase todas as vezes que se usa “a maioria”, o verbo aparece errado. E ainda: “nenhum de nós (ou nem um de nós) podemos reclamar”. E assim, são asneiras aos montes. Melhor mesmo é deixar do jeito que está pra ver como fica. Ou,se compra uma briga pra silvar nossa língua. Desencadear uma campanha de vacinação contra essa grave doença, que é o mau uso da língua.

  9. Prof. Vilson José de Souza

    Só que na oração ” Precisa-se de vendedores” há a preposição “de”, portanto não poderia “logicamente” ser passiva, além disso, o verbo está no singular e a palavra ” vendedores”, no plural, e sabemos que o sujeito de uma oração sempre concorda em número com o seu verbo. Observe que na oração “vendem-se casas” nada disso acontece!
    Isso é gramática normativa elementar e está dito no texto. A controvérsia começa justamente aí e não pode, portanto, ser encerrada por tal argumento.

  10. Prof. Vilson José de Souza

    “vende-se casas”: sujeito indeterminado, alguém vende.
    “vendem-se casas”: sujeito “casas”, o mesmo que “casas são vendidas”, voz passiva.

  11. Donata

    Se a intenção foi esclarecer dúvidas, o propósito não foi atingido!

  12. MARGOT FETTER COSTA

    “VENDEM-SE” CASAS, OU: CASAS “SÃO VENDIDAS” !

  13. Francesco

    Do jeito que a coisa vai é melhor deixar pra lá. Não adianta estudar e ver a desgraça que cometem contra a nossa língua. Ou o governo compra uma briga pra salvar a língua, ou, sei lá! As próprias autoridades são as mais cruéis. Por que não varrer as placas e outdoor com grafia errada. Por que não criticar cada fala errada na tv e cada erro nos textos das revistas e jornais? A concordância parece ser a mais séria! O uso de “a maioria”, “alguns de nós”, sempre dá em erro. Ai, ai

  14. Daniel

    Já fazia tempo que eu não voltava a pensar nisso. Bacana rever as vozes passiva analítica e sintética. Acho que tem mais discussão pela frente.

  15. Joe Silva

    Excelente artigo ! Realmente, a lógica manda ir primeiro na sequência sujeito>>objeto. Sempre achei essa história de voz passiva sintética uma explicação totalmente artificial.

  16. Wilson Costa

    Defendo a pronúncia “vende-se casas” por uma razão simples; o sujeito está oculto, pois “casas” não é o sujeito; “alguém vende casas” não pode ser substituído por “alguém vendem casas”. Na construção “casas são vendidas”, onde está o sujeito? Pois como “casa” não tem poder de ação, logo, não pode ser o sujeito.
    Esclareço que esta é apenas a opinião de um observador e defensor da língua, sem diplomas.

  17. NELIO ROSELY

    no meu entender, se é uma só pessoa que esta vendendo a forma correta deveria ser : vendo casa

  18. MARGOT FETTER COSTA

    VENDEM-SE CASAS !!! (Na voz “passiva”: CASAS SÃO VENDIDAS !)

  19. Walter Fecci

    e se escrevermos “vendemos casas” OU “vendo uma casa”?

  20. Dimas K. Deus

    Explicação muito enrolada. Sempre pensei que quando um só é quem vende, escreve-se “vende-se casas”, e quando são mais vendedores, “vendem-se casas”. Creio que não é isso, mas como é mesmo? Daria para explicar por favor?

    Resposta
    1. sergiorodrigues

      Realmente não é isso, Dimas. Recomendo ler o artigo de novo, com mais vagar. Um abraço.

  21. valdir

    a casa é minha, e não estou vendendo !!!!

  22. Gilberto Camargos

    Ségio, obrigado pela clara e excelente explicação. Para quem tem dúvida sugiro reler o texto, como sempre faço.

  23. Egmont

    Finalmente, depois de muito tempo, alguém apareceu para por ordem na casa. O sujeito é indeterminado e não “casas”.

  24. Dionisio Mitridates

    Certa vez vi numa calçada um sujeito atrás de uma bancada com uma placa: “amola-se facas e tesouras”. “Meu amigo”, perguntei, “se é vc quem amola, por que não põe na placa: “amolo facas…”. “É que não sou só eu”, disse, “meu filho me ajuda no período da manhã e um sócio, nos fins de semana”. “Então por que não põe ‘amolam-se facas…”. Olhou-me com ar de espanto “amolam-se?”, e rindo: “então as facas se amolam sozinhas!?”.
    Saí convencido de que o “se”, na fala do povo, é e sempre será índice de inderminação do sujeito. Isso de “partícula apassivadora” é firula de gramáticos.
    Porém, dei com esta frase de Rui Barbosa denunciando, no senado, o processo e prisão contra colegas durante o estado de sítio em 1905:
    “No curso desta ação criminal, se conculcaram as prerrogativas parlamentares”, bradou.
    Rui se indignava com as prerrogativas pisoteadas. Se tivesse dito “se conculcou” naquela frase, ficaria bem? Não, não ficaria bem. Rui não está aqui preocupado com um sujeito indeterminado que conculcou (governo, polícia, carcereiro). Está preocupado com o pisoteamento das prerrogativas. É essa imagem que vem ao espírito.
    As prerrogativas são o sujeito da frase, e a partícula é apassivadora, sim.
    Os exemplos mostram que o “se” tem AS DUAS FUNÇÕES. Quem é que disse que é preciso escolher uma função em detrimento da outra? Por que não ficar com as duas? Quem estabelece a norma é o falante, o escritor, o usuário da língua. O estilo é a norma.
    Said Ali, em seu livro “Dificuldades da Língua Portuguesa” (1957), defendendo o uso do “se” indeterminador e afirmando incorrer em erro os que o combatiam como galicismo, ironizou: “nossos pintores de taboletas e letreiros não se recrutam de entre os conhecedores do idioma de ZOLA e DAUDET”. E poderia acrescentar que tampouco nossos amoladores de facas.
    Êpa! Ele disse “não se recrutam”, à Rui. E fez muito bem! O sujeito da frase são os pintores de taboletas mesmo. São eles que importam naquele contexto.
    Conclusão: o “se” é apassivador ou indeterminador segundo aquilo que se queira enfatizar. Quem manda é o contexto, quem manda é o falante, o escritor, o dono da língua.

  25. Roberto

    Eu fico pasmo diante da capacidade destes “linguístas” de complicar as coisas, de questionar sem necessidade. Sinceramente, sem querer ofender, eles não nada melhor pra fazer não? “Precisa-se de” é OBVIAMENTE diferente de “vende-se” simplesmente porque “precisar” é transitivo INDIRETO e “vender” é transitivo DIRETO! Aquela pergunta tradicional que se faz para encontrar o sujeito, “o que”, é a mesma que se faz para encontrar o objeto direto, por isso que no caso de um verbo transitivo INDIRETO não funciona, logo é tratado diferentemente. Não é uma questão do significado de um e outro verbo ser parecido, da ideia de um e de outro ser semelhante, mas sim do fato de serem diferentes quanto ao complemento.
    Agora, o uso do “se” como índice de indeterminação do sujeito também em verbos transitivos diretos já é outra coisa, trata-se de uma mudança coletiva, causada pelo uso geral, e tem de ser respeitada, se bem que eu não concorde, pois a norma tem de ser seguida, pode-se falar ou escrever de formas diferentes, porém deve-se saber e respeitar a norma tal qual ela é.

  26. ROBERTO COSTA

    ?!?!?… o portugues é demais para os simples mortais. ou será protuguês?

  27. Wânia

    È incrível…, quanto mais tentam explicar, mais confundem e no final do texto percebe-se que nada ficou claro, chego a pensar nas razões obscuras para se dificultar tanto o entendimentos dos pobres mortais, como eu, claro.

  28. Roberto

    Suas explicações são inutilmente complexas, bastaria dizer, qual é o correto, em vez, de encher de baboseiras que ninguém entende. Ser culto, é ser simples, para os que não são possam entender. Entendeu?
    Não. Pode desenhar?

  29. João Paulo da Fontoura

    Eu faço de tudo para não ser preconceituoso em nada: sexo, política, etnia, futebol, etc. Mas, perdão, perdão, mil perdões, não aguento ouvir um carioca a falar na TV, no rádio: “e dai, mermão, tuido cerrrto? E o Biebieto,continua meixxmu jogando? Dói, por favor, dói!
    O tal do “comentarista esportivo” Roger, da SportTv, quando fala eu fico desesperado a tentar regular o som do equipamento, pois é uma “chiadeira” monumental!

  30. Ex-petista

    Em Curitiba, um (pretenso) crítico literário de um grande jornal local – quando pego no flagra errando na voz passiva – disse que o erro não era erro, era “licença poética”. Patético. Assim como o tal “crítico literário” iletrado erra, a patuléia é que não acerta mesmo na voz passiva. Em vez de se corrigirem os erros, aceitam-se como normais, e são incorporados às gramáticas. O Brasil anda pra trás. :(

  31. Francisco Marques

    Não consigo compreender a impaciência de alguns leitores com os debates e análises sobre uma questão que causa dúvidas. Ninguém é obrigado a acompanhar os debates, se tiverem mais o que fazer, não façam cerimônia… Debates são importantes para se encontrar o procedimento certo. Outro assunto: me parece que o amolador tem sua razão. “Vendem-se casas” seria o mesmo que dizer “Casas vendem-se sozinhas” e não “Casas são vendidas”, como sempre se procura exemplificar. Espero que se chegue a um bom resultado e cumprimento a todos que se preocupam com nosso rico idioma. Para surpresa de muitos, ele é um dos símbolos do nosso país: a Seleção de Futebol, não!

  32. Carlos R. Barretto

    Tenho 67 anos. Há mais de 50 manifesto minha indignação com a expressão “vendem-se casas”. Para mim, o correto sempre foi “vende-se casas”, tendo o “se” a função de índice de indeterminação do sujeito.Vejo, agora, que linguistas estão defendendo esse entendimento. Nunca é tarde!

  33. Troll

    A palavra impessoal tem três ss no excerto retirado do livro do Bechara.

    Resposta
    1. sergiorodrigues

      Já corrigido, obrigado.

  34. Diego Ferreira

    Sei lá não consigo concordar com “vendem-se casas” não sou formado em nada,mas sei que casas não podem se vender sozinhas !! hehehe pelo menos é a idéia que todo mundo tem ao ler a expressão! “vende-se casas” parece correto! ,mas tão dizendo que não é !fazê uke u purtugueis é pra ser siguido não intindido! kkk

  35. gisela

    vendo casa, alugo casa, arrendo casa. O assunto é sério, o sujeito tem que se comprometer! não é um qualquer que vende a casa a um aqueloutro…há um compromisso e um contrato de compra e venda. Devemos ser directos, objectivos e sérios quando negociamos um bem. Valeu?

  36. Márcio

    É, parece que também a língua portuguesa, graças aos nossos linguistas, vai indo pouco a pouco pro s…. Isso no Brasil, claro. Vai ver se em Portugal alguém dá alguma confiança pra esses caras.

  37. Mpmotta

    Quem vende, vende alguma coisa…vende o quê vende casas. Então casas é o objeto direto e não o sujeito. A casa NÃO SE VENDE e sim é vendida.
    O fulano de tal vende as casas…a imobiliária vende as casas… assim eu vejo que VENDE-SE casas é o correto.

    Imagine um crematório, o anúncio seria “Crema-se mortos” pois é o crematório que crema os corpos.

    O sujeito está oculto, mas existe…e o verbo deve concordar com o número DO SUJEITO e não do objeto.

  38. Almério Almeida

    As duas formas são corretas. Os gramáticos tradicionais preferem “Vendem-se casas”, pelo desdobramento de “Casas são vendidas por alguém”. A linguística atual vê uma outra forma, isto é, “Alguém vende casas”. Recomendamos que em provas, concursos, redações escreva-se “Vendem-se casas”, conforme a recomendação da gramática normativa. Pelo menos, por enquanto.

  39. "marco" LETRAS

    Observar se ao plural…então:Vendem-“se”,(outra análise),CASAS.

  40. Ana P Gomes

    Gostei muito das discussões e comentários deste site. Muitas vezes, até quem trabalha como professor na área apresenta certas dúvidas. Adorei. Agora vou pesquisar sempre por aqui.

  41. josé francisco nunes antonino

    Pergunto-me sempre como um país tão grande e belo como o nosso, pode tolerar que pessoas como Lula e Dilma governem o país, subestimando a inteligência e a boa -fé do povo brasileiro, está na hora de nos unirmos e por com nossas mãos e consciências pormos essa excreção para fora da politica

  42. Francisco Marques

    José Francisco, meu caro, acho que você anda assombrado com o PT. Recomendo que, antes de dormir, olhe bem embaixo da cama, pode haver algum militante escondido lá…

  43. Gilberto Gaia

    Iça kkkk eu propugnava pelo ALUGA-SE CASAS, VENDE-SE APARTAMENTOS, desde sempre! Minha compreensão é esta mesmo, que alguém se encarrega destas vendas. Mas alguém para mim sempre é singular, mesmo que haja mais pessoas envolvidas nesta parte da transação. Daí não entender o último quadro (ou box, como é na linguagem da minha turma, publicitários kkk) dizendo que VENDEM-SE CASAS = ALGUÉM TEM CASA PARA VENDER.

  44. Camila

    “Empregou-se as técnicas de observação” está certo?
    Camila, vale o mesmo que está dito sobre ‘vende-se casas’ na coluna acima.

  45. Greicy

    Concordo com Eduardo que diz ser sábio aquele que simplifica, auxiliando aqueles que sábios não são.
    Assim, diante de toda análise aqui feita, qual o correto, POR FAVOR!!

  46. francisco peracelli

    não fiquei sabendo ainda o que é correto usar… vende-se casa… ou vendo casa… ou vende casa….

  47. Gabriel

    Me lembrei de uma ocorrência: Certo dia um cara estava dirigindo um carro e o mesmo ficou atolado na lama. O motorista disse ao passageiro: O carro atolou-se. O passageiro o corrigiu dizendo: O carro se atolou. Começaram a discutir: atolou-se, dizia um; se atolou, dizia o outro. Um terceiro aproximou-se e perguntou: o que houve? eu estou dizendo que o carro se atolou e esse cara tá dizendo que o carro atolou-se. O cara perguntou: foram as rodas dianteiras ou foram as traseiras? o motorista respondeu: foram as quatro rodas. o cara então disse: o carro se atolou-se, kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  48. Paulo Terracota

    Entrei no texto não sabendo e sai não entendendo. Sergio, você parece mineiro só.

  49. Gabriel

    Eu tinha uma dúvida, li o texto e agora tenho três dúvidas. Esse cara, Sergio Rodrigues, é professor?

    Resposta
    1. sergiorodrigues

      Na boa, pessoal: reparem que a consulta da Andrea, que motivou este texto, não é rasteira, isto-ou-aquilo. É sofisticada e mobiliza pontos de vista distintos sobre a língua (gramática normativa x linguística). Dentro dessa dificuldade dei a resposta mais clara que pude encontrar. No fundo, não é um bicho de sete cabeças para quem domina um repertório gramatical básico. Agora, se uma releitura atenta não resolver a sua dúvida, pode ser o caso de trabalhar um pouco mais o básico primeiro. Abraços a todos.

  50. nilton

    É preciso ter o domínio de transitividade verbal, ou seja, vtd+se= cadê o sujeito, e vti+se= verboa na 3° pessoa do singular.
    No caso vender é verbo bitransitivo, tanto vtd quanto vti.
    vender o que?=vtd vender a quem?=vti
    No argumento do professor e na visão de tantos outros, vender é intransitivo e vti+se o sujeito indeterminado, o verbo deve vir no singular.
    Corrijam-me se estou errado.
    abraço!