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Instituto Royal

28/10/2013

às 15:30 \ Tema Livre

Perguntar não ofende: os defensores radicais dos animais não dão remédios aos seus, quando doentes? E em quem acham que os remédios foram testados?

Beagles (Foto: stuffpoint.com)

Beagles (Foto: stuffpoint.com)

A enorme polêmica gerada pela retirada de 178 cães beagle do Instituto Royal de pesquisas, em São Roque (SP), por militantes fez virem à tona inúmeras informações sobre a utilização de animais para pesquisas de medicamentos.

Constatou-se, entre outros pontos, que diminuiu drasticamente nos últimos anos a extensão da utilização de animais, em muitos casos substituídos por simulações complexas de computadores, bem como o percentual de cães ainda empregados para esse fim — algo como 1% do total de animais envolvidos.

Foi reafirmado, também, o compromisso de grandes instituições de pesquisas com a utilização de anestésicos e outros meios para reduzir ao máximo o sofrimento dos animais.

Da mesma forma, ficou evidente, pela palavra de pesquisadores e médicos respeitados de diferentes universidades e hospitais, que, para o combate a determinadas doenças, é por ora impossível evitar os testes de medicamentos em diversos tipos de cobaias.

Como animais domésticos ficam doentes e veterinários prescrevem remédios para uma enorme gama de doenças, pergunta-se aos opositores mais intransigentes aos testes em cobaias: em quem eles imaginam que os remédios que seus bichinhos tomam para curar-se foram testados antes de ir para o mercado?

18/10/2013

às 20:38 \ Política & Cia

Instituto Royal acusa ativistas de furto de animais

Grupo de ativistas invadiu o Instituto Royal, em São Roque, São Paulo na madrugada desta sexta-feira em protesto ao uso dos animais para realização de testes em laboratório (Foto: Avener Prado / Folhapress)

Grupo de ativistas invadiu o Instituto Royal, em São Roque, São Paulo na madrugada desta sexta-feira em protesto ao uso dos animais para realização de testes em laboratório (Foto: Avener Prado / Folhapress)

Publicado no site de VEJA

INSTITUTO ROYAL ACUSA ATIVISTAS DE FURTO DE ANIMAIS

Ativistas recolheram os animais do prédio do laboratório suspeito de praticar maus tratos; polícia percorre clínicas veterinárias para recapturar cães

O Instituto Royal, investigado pelo Ministério Público pelo uso de cães em testes para a indústria farmacêutica, registrou um Boletim de Ocorrência de furto na Delegacia de São Roque, no interior de São Paulo, contra os cerca de cem ativistas que invadiram o laboratório na madrugada desta quinta-feira e recolheram os 178 animais da sede do instituto. A direção do Royal pretende processar os ativistas na Justiça supostas depredações e saques.

De acordo com o diretor científico do instituto, João Antônio Pegas Henriques, serão usadas imagens da invasão para identificar os líderes.”Estamos acionando nosso departamento jurídico para responsabilizar nas esferas civil e criminal os autores dessa invasão, pois houve saques e danos.” Segundo Henriques, além de retirar e levar os animais, os invasores arrombaram portas, depredaram instalações e furtaram computadores e documentos.

Os ativistas percorreram os três andares do prédio e recolheram os animais. A ação foi comandada por um grupo que estava acampado na frente do prédio. A Polícia Militar impediu que o grupo deixasse o local, mas muitos ativistas já tinham saído do estabelecimento levando animais em seus veículos.

Segundo os protetores de animais, não há como precisar o número de animais retirados do laboratório, já que ONGs diferentes participaram do recolhimento. A maioria dos ativistas diz que mais de 250 cães da raça beagle, cinquenta coelhos e alguns gatos foram recolhidos. Não sobrou nenhum animal no estabelecimento.

A direção do instituto classificou a invasão como “ato de terrorismo” e informou que suas atividades são acompanhadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A Agência informou por meio de nota que “as regras para o uso de animais em pesquisa não são definidas pela Anvisa e não são objeto de fiscalização”. A Anvisa informou ainda que firmou uma cooperação com o Centro Brasileiro de Validação de Métodos Alternativos (Bracvam) para que sejam validados métodos que dispensem o uso de animais.

Segundo relato de grupos de defesa dos animais, a Polícia Militar da cidade está fazendo uma ronda nas clínicas veterinárias da região para recapturar os animais retirados do local. A localização deles pode ser rastreada por meio de chips implantados sob a pele dos animais.

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18/10/2013

às 17:02 \ Política & Cia

Ativistas resgatam cães maltratados de laboratório no meio da madrugada

Imagens de cães retirados do Instituto Royal foram postadas nas redes sociais (Foto: Facebook / Reprodução)

Imagens de cães retirados do Instituto Royal foram postadas nas redes sociais (Foto: Facebook / Reprodução)

Reportagem do site de VEJA

LABORATÓRIO NO INTERIOR DE SÃO PAULO É INVADIDO POR ATIVISTAS

Grupo afirma que Instituto Royal, em São Roque, pratica maus-tratos em cães. Ação tinha objetivo de salvar animais e 300 deles teriam sido levados do local

Um grupo de ativistas de defesa dos animais acampado desde o sábado passado em frente ao Instituto Royal, em São Roque (SP), invadiu na madrugada desta sexta-feira a sede do laboratório, que realiza pesquisas nos setores farmacêutico e veterinário, entre outros.

Os manifestantes, entre eles integrantes do Black Bloc SP, acusam a empresa de maus-tratos em cães da raça beagle utilizados em pesquisas.

O ato que culminou com a invasão começou por volta das 20 horas. A Guarda Municipal de São Roque enviou homens e viaturas aos portões do instituto e não registrou tumulto até por volta das 2 horas da madrugada.

Após convocarem mais pessoas para irem até a empresa, localizada a 60 quilômetros da capital paulista, os ativistas derrubaram um portão e entraram no complexo do laboratório para resgatar os cães. Cerca de 300 deles teriam sido levados e outros 200 permanecido no local.

A ação chegou a ser transmitida em uma página do grupo na internet, onde foram postados links para fotos com os cachorros retirados do laboratório. A imagem de um cão supostamente congelado em nitrogênio líquido também foi exibida.

Quase uma hora depois do início da invasão, após tentar barrar os ativistas com um cordão de isolamento, a Polícia Militar deteve algumas pessoas, segundo relato dos próprios manifestantes. De acordo com eles, pouco depois a PM estacionou viaturas na Rodovia Raposo Tavares, onde fica o Instituto Royal, e passou a vistoriar carros em busca dos cães retirados do laboratório.

O caso

Os protestos contra o Instituto Royal começaram ainda no ano passado. Os ativistas alegam que a empresa pratica irregularidades e atos criminosos contra os animais.

Nos últimos dias, os manifestantes se reuniram com o prefeito de São Roque, Daniel de Oliveira Costa (PMDB), e pediram apoio da administração municipal. Eles também exigem atuação do Ministério Público no caso.

O Instituto Royal defende suas pesquisas em seu site e diz que respeita todas as normas nacionais e internacionais no trato com os cães em laboratório. A empresa é uma Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) e tem entre suas fontes de financiamento dinheiro público, graças ao apoio de agências de fomento à pesquisa científica.

Os defensores dos animais afirmam que a empresa não possui licenças e alvarás para as atividades que realiza.

 

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