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14/01/2013

às 19:00 \ Política & Cia

MENSALÃO: REPORTAGEM IMPERDÍVEL — O triunfo da Justiça e o papel do ministro JOAQUIM BARBOSA, o filho de um pedreiro que se transformou em figura nacional

O triunfo da justiça (Fot: Sérgio Lima / Folhapress)

O triunfo da justiça (Fot: Sérgio Lima / Folhapress)

Publicado originalmente em 8 de outubro de 2012.

Matéria de Hugo Marques e Laura Diniz — reportagem de capa da edição de VEJA que está nas bancas

 

O TRIUNFO DA JUSTIÇA

Os ministros do Supremo Tribunal Federal condenam os mensaleiros, denunciam a corrupção e caem nas graças dos brasileiros, carentes de referências éticas

O menino Joaquim Barbosa nunca se acomodou àquilo que o destino parecia lhe reservar. Filho de um pedreiro, cresceu ouvindo dos adultos que nas festas de aniversário de famílias mais abastadas deveria ficar sempre no fundo do salão.

Só comia doces se alguém lhe oferecesse.

Na última quarta-feira, o hoje ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa, 58 anos, apresentou seu voto sobre um dos mais marcantes capítulos do julgamento do mensalão — o “last act (bri-bery)”, “último ato (suborno)”, como ele anotou em inglês no envelope pardo que guardava o texto de sua decisão.

"Houve a compra de parlamentares para consolidar a base aliada do novo governo. Parlamentares que funcionaram como verdadeira mercadoria em troca dos pagamentos" Joaquim Barbosa, ministro so Supremo tribunal Federal (Foto: Fernando Bezzerra Jr. / EFE)

"Houve a compra de parlamentares para consolidar a base aliada do novo governo. Parlamentares que funcionaram como verdadeira mercadoria em troca dos pagamentos" (Joaquim Barbosa, ministro so Supremo Tribunal Federal) (Foto: Fernando Bezzerra Jr. / EFE)

Além do português, Barbosa domina quatro idiomas — inglês, alemão, italiano e francês. Pouco antes da sessão, o ministro fez uma última revisão no texto. Cortou algumas citações, acrescentou outras e destacou trechos. Não alterou em nada a essência da sua convicção, cristalizada depois de sete anos como relator do processo.

Durante mais de três horas, Barbosa demoliu a defesa e as esperanças dos petistas José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares, mostrando como eles usaram dinheiro desviado dos cofres públicos para subornar parlamentares e comprar o apoio de partidos políticos ao governo Lula.

Exaurido pela dor nas costas que o martiriza há anos, o ministro anunciou seu “last act” no mesmo tom monocórdio com que discorreu sobre as provas: condenou por crime de corrupção ativa Dirceu, Genoino e Delúbio, que formavam a cúpula do Partido dos Trabalhadores (PT).

Dois ministros acompanharam o relator e um aceitou em parte as teses da defesa. A votação continua nesta semana, quando os seis ministros restantes vão revelar suas decisões, mas o Supremo Tribunal Federal, o STF,  já consolidou perante os brasileiros o conceito — sem o qual uma nação não se sustenta — de que a Justiça funciona também para os ricos e poderosos.

Joaquim Barbosa, que quando criança preferia não ir às festas a ter de se submeter à humilhação de ficar separado dos colegas, é o personagem mais visível desse embate que está impondo à corrupção uma estrondosa derrota.

Joaquim Barbosa, que quando criança preferia não ir às festas a ter de se submeter à humilhação de ficar separado dos colegas, é o personagem mais visível desse embate que está impondo à corrupção uma estrondosa derrota.

Ao apontarem o caminho da prisão para corruptos e corruptores, os ministros do STF deram ao Brasil o alento de que a Justiça está aí para punir quem não cumpre a lei, independentemente da cor da camisa ou do colarinho.

Essa percepção otimista tem levado muita gente a exprimir uma inusitada admiração pelo Supremo Tribunal — uma corte até então distante, aparentemente inacessível à grande maioria, mas imprescindível para a democracia.

Desde que foram anunciadas as primeiras condenações dos mensaleiros, os ministros, com raras exceções, passaram a ser assediados nas ruas e a receber centenas de mensagens de apoio e solidariedade.

DESTINO --  Logo depois de ser nomeado pelo ex-presidente Lula para o Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Joaquim Barbosa recebeu a visita do craque Pelé

DESTINO -- Logo depois de ser nomeado pelo ex-presidente Lula para o Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Joaquim Barbosa recebeu a visita do craque Pelé

O ministro Joaquim é relator do processo do mensalão. Por ter coordenado toda a fase de instrução do processo, é, em tese, quem conhece os mínimos detalhes das mais de 50.000 páginas de depoimentos, laudos, memoriais e perícias. Seu voto, por isso, é diferenciado. Serve como bússola para os demais ministros.

Dos 38 réus acusados de integrar a quadrilha, 26 já foram julgados e, destes, 22 acabaram condenados. Joaquim foi seguido pela maioria dos ministros em 53 de um total de 58 votações. Oito políticos, três banqueiros e vários empresários vão cumprir pena de prisão.

Em Paracatu, no interior de Minas Gerais, “Fritz” já era uma celebridade. Desde criança, Joaquim trabalhou com o pai, ora ajudando a fazer tijolo, ora entregando lenha num caminhão velho que a família adquiriu em um período de maior prosperidade. O apelido germânico era uma troça dos colegas.

MENSALEIROS -- Na semana passada, os ministros do STF começaram a julgar os três chefões do PT na época do escândalo - o ex-ministro José Dirceu, o o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e o ex-presidente do partido José Genoíno: a antiga cúpula é acusada de desviar dinheiro público para subornar parlamentares e comprar apoio de partidos políticos. O veredicto deve ser anunciado nesta semana

MENSALEIROS -- Na semana passada, os ministros do STF começaram a julgar os três chefões do PT na época do escândalo - o ex-ministro José Dirceu, o o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e o ex-presidente do partido José Genoíno: a antiga cúpula é acusada de desviar dinheiro público para subornar parlamentares e comprar apoio de partidos políticos. O veredicto deve ser anunciado nesta semana

O menino tinha alguns hábitos considerados estranhos: lia tudo o que encontrava, escrevia no ar, cantava em outros idiomas e gostava de andar com o peito estufado, imitando gente importante. “Todos viam que o Joaquim seria alguém quando crescesse”, diz o tio José Barbosa, de 78 anos. “Choro muito de emoção quando ouço a voz dele no rádio, no julgamento desse povo aí”, ressalta. Que povo? O tio não sabe direito. “São esses políticos aí…”.

Dos tempos em que morou em Paracatu, o ministro guarda apenas memórias. Fotografias? Nenhuma. A família não podia gastar dinheiro com tal luxo. O único registro que existe do menino Joaquim é uma foto 3×4 anexada a sua ficha de matrícula no Colégio Estadual Antônio Carlos.

Irascível, o ministro Joaquim Barbosa também ganhou notoriedade por ter protagonizado debates para lá de acalorados durante o julgamento. A postura muitas vezes agressiva do ministro, vista com certa reserva até pelos próprios colegas da corte, ajudou a fixar a imagem do cavaleiro disposto a enfrentar as resistências em busca de justiça — um ato de bravura.

"O ato de corrupção constitui um gesto de perversão da ética do poder e da ordem jurídica, cuja observância se impõe a todos os cidadãos desta República que não tolera o poder que corrompe nem admite o poder que se deixa corromper. Quem transgride tais mandamentos, não importando a sua posição estamental, se patrícios ou plebeus, governantes ou governados, expõe-se à severidade das leis penais e, por tais atos, o corruptor e o corrupto devem ser punidos, exemplarmente, na forma da lei", Celso de Mello, Decano do Supremo Tribunal Federal

"O ato de corrupção constitui um gesto de perversão da ética do poder e da ordem jurídica, cuja observância se impõe a todos os cidadãos desta República que não tolera o poder que corrompe nem admite o poder que se deixa corromper. Quem transgride tais mandamentos, não importando a sua posição estamental, se patrícios ou plebeus, governantes ou governados, expõe-se à severidade das leis penais e, por tais atos, o corruptor e o corrupto devem ser punidos, exemplarmente, na forma da lei" (Celso de Mello, decano -- ministro há mais tempo no posto -- do Supremo Tribunal Federal) (Foto: Nelson Jr. / STF)

Diz o professor Jorge Forbes, do Instituto da Psicanálise Lacaniana: “As pessoas que vêm das camadas de exclusão social podem dar menos atenção a satisfazer os pares, pois não têm muita esperança do reconhecimento desses pares. Essas pessoas podem parecer imperiais, mas muitas vezes não o são”.

Já existem milhares de citações na internet ressaltando as virtudes heróicas do ministro Joaquim. Há duas semanas, o ministro atendeu, no intervalo do julgamento, uma senhora que dizia ter viajado do Rio de Janeiro a Brasília apenas para conhecê-lo. Chorando, ela elogiou o trabalho do relator.

“O ministro incorpora uma espécie de herói do século XXI. Precisávamos de uma pessoa com o perfil dele para romper com os rapapés aristocráticos, pois chegamos ao limite da tolerância com a calhordice no poder”, diz o antropólogo Roberto DaMatta.

O hoje empresário Joaquim Rath, amigo de infância do ministro, lembra que na casa de adobe onde Joaquim Barbosa morava com os pais e mais sete irmãos não havia sofá, geladeira nem televisão. Só uma mesa com cadeiras. “Mas com o Joaquim não tinha essa história de negro humilde e pobre, e ele não se subordinava aos ricos e brancos”, conta.

"Quando o recurso é público, há uma pré-exclusão lógica da ideia de caixa dois. Senão, seria o álibi mais objetivo do mundo para impedir a incidência das normas sobre corrupção, peculato, extorsão, prevaricação...", Carlos Ayres Britto, Presidente do Supremo Tribunal Federal (Foto: Fellipe Sampaio / STF)

"Quando o recurso é público, há uma pré-exclusão lógica da ideia de caixa dois. Senão, seria o álibi mais objetivo do mundo para impedir a incidência das normas sobre corrupção, peculato, extorsão, prevaricação..." (Carlos Ayres Britto, presidente do Supremo Tribunal Federal) (Foto: Fellipe Sampaio / STF)

Em 2003, Joaquim Barbosa estava em Los Angeles, nos Estados Unidos, quando recebeu uma ligação de Márcio Thomaz Bastos — então ministro da Justiça e hoje advogado de um dos réus do mensalão — informando-o de que seu nome estava sendo cotado para uma vaga no Supremo Tribunal.

O presidente Lula queria indicar um juiz negro para o cargo — celebrado como o primeiro na história da corte. Joaquim era o nome certo. Não tinha inimigos no PT e tinha currículo.

Quando o velho caminhão do pai quebrou, em 1971, a família resolveu tentar a vida em Brasília, que fica a 250 quilômetros de Paracatu. Na capital, Joaquim se formou em Direito, foi aprovado no concurso para oficial de chancelaria do Itamaraty e depois em outro para procurador da República.

Fez doutorado na Sorbonne, em Paris, foi professor visitante na Universidade Colúmbia, em Nova York, e na Universidade da Califórnia.

"Pouco importa se os parlamentares entregaram a sua parte na barganha. O que o Código Penal incrimina é a barganha em si.", Gilmar Mendes, Ministro do Superior Tribunal Federal (Foto: Sérgio Lima / Folhapress)

"Pouco importa se os parlamentares entregaram a sua parte na barganha. O que o Código Penal incrimina é a barganha em si." (Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal) (Foto: Sérgio Lima / Folhapress)

Dois meses depois da primeira sondagem, saiu a indicação de Joaquim Barbosa para o STF. O ato foi assinado pelo então ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu.

O ministro Joaquim intercala um estilo de vida simples com hábitos sofisticados.

Seu carro é um Honda Civic fabricado em 2004. É amante de música clássica, adora Zeca Pagodinho e prefere os ternos importados. Ele mora em um apartamento funcional, ou seja, pertencente ao Supremo, e, controlado, consegue economizar metade do que ganha (26.700 reais por mês).

"O que houve, a meu ver, considerada a corrupção e que o dinheiro não cai do céu, foi a busca de uma base de sustentação para o governo", Marco Aurélio, ministro do STF (Foto: Nelson Jr / STF)

"O que houve, a meu ver, considerada a corrupção e que o dinheiro não cai do céu, foi a busca de uma base de sustentação para o governo" (Marco Aurélio, ministro do Ssupremo Tribunal Federal)( (Foto: Nelson Jr / STF)

Atribui muito do seu perfil à influência da mãe, Benedita, uma evangélica que há 45 anos frequenta os cultos da Assembleia de Deus. O pai morreu há dois anos.

O ex-jogador Dario Alegria, primo distante de Joaquim, lembra que os garotos negros da cidade eram vítimas de um verdadeiro apartheid. “Mas o Joaquim quebrou toda essa lógica, ele era diferente, nunca levava desaforo para casa e não aceitava humilhação”, diz.

Das vinte conferências e seminários de que participou nas últimas duas décadas, no Brasil e no exterior, em quase todas abordou a questão racial e o direito das minorias.

Logo que Joaquim tomou posse, um amigo perguntou sua opinião sobre a polêmica política de cotas. Respondeu o ministro: “Sem as ações afirmativas os Estados Unidos não teriam um Barack Obama”.

(Foto: Roberto Jayme / UOL / Folhapress)

(Foto: Roberto Jayme / UOL / Folhapress)

Joaquim Barbosa, pela posição que ocupa, é quem mais se destaca no julgamento, mas coube ao decano do STF [ministro há mais tempo no cargo, no caso desde 1989], ministro Celso de Mello, deixar clara a disposição do tribunal de punir os mensaleiros e mandar um recado de intransigência com as aves de rapina que dão rasantes sobre os cofres públicos.

“A corrupção compromete a integralidade dos valores que dão significado à própria ideia de República, frustra a consolidação das instituições, compromete a execução de políticas públicas em áreas sensíveis, como as da saúde e da educação, além de afetar o próprio princípio democrático.”

Celso de Mello foi duro e bem didático nas palavras. Ele disse que os réus do mensalão formaram uma “quadrilha de verdadeiros assaltantes dos cofres públicos” e comprometeram a República ao agir com “espírito de facção” para obter privilégios.

(Foto: Roberto Jayme / UOL / Folhapress)

(Foto: Roberto Jayme / UOL / Folhapress)

Um voto histórico num julgamento histórico: “Este processo’criminal revela a face sombria daqueles que, no controle do aparelho de estado, transformaram a cultura da transgressão em prática ordinária e desonesta de poder, como se o exercício das instituições da República pudesse ser degradado a uma função de mera satisfação instrumental de interesses governamentais e de desígnios pessoais”, disse o decano.

Essa manifestação contundente, feita ao vivo na TV, diante de milhares de telespectadores, serve de alerta aos poderosos acostumados com um quadro secular de impunidade.

Na última década, o Ministério Público e a polícia até avançaram em investigações de crimes de colarinho-branco, mas os resultados produzidos ainda são risíveis.

Em 2008, havia 409 corruptos e corruptores presos no Brasil, num universo de quase 500.000 detentos. No ano passado, o número subiu para módicos 632.

"Eu não queria que o jovem desacreditasse da política. Nem toda política é corrupta. Ao contrário. A humanidade chegou aonde chegou porque é a política ou a guerra" Cármen Lúcia, ministra do STF (Foto: Nelson Jr. / STF)

"Eu não queria que o jovem desacreditasse da política. Nem toda política é corrupta. Ao contrário. A humanidade chegou aonde chegou porque é a política ou a guerra" (Cármen Lúcia, ministra do Ssupremo Tribunal Federal) (Foto: Nelson Jr. / STF)

Milhares de servidores, prefeitos e deputados são réus em ações criminais por corrupção e em processos civis por improbidade administrativa. Mas são casos paroquiais, com pouca divulgação e pequena repercussão.

O bom exemplo, como se sabe, deve vir de cima — no caso, do STF com seus réus de foro privilegiado.

“Ao condenar os mensaleiros, o Judiciário não está rompendo um padrão de impunidade absoluta, mas está rompendo o padrão da impunidade de quem tem sangue azul”, diz o sociólogo Demétrio Magnoli.

O julgamento estendeu a notoriedade aos demais ministros do STF. Antes, o assédio a eles era tímido, protagonizado basicamente por estudantes de direito e advogados. Agora, os ministros são reconhecidos em restaurantes, aviões e até na praia.

(Foto: Cristiano Mariz)

(Foto: Cristiano Mariz)

O decano Celso de Mello até já posou para fotos com uma criança no colo a pedido dos pais. “As pessoas comentam que o Supremo está projetando uma imagem que dá muito orgulho aos cidadãos, na medida em que demonstra intolerância ao fenômeno criminoso da corrupção. Este é um processo impregnado de alto valor pedagógico”, disse o decano.

O ministro Marco Aurélio tem recebido uma média de trinta e-mails sobre o mensalão por dia no gabinete. É o dobro do que recebia antes do início do julgamento. “Percebo que há um acompanhamento da matéria, o que revela um avanço cultural da sociedade.”

Luiz Fux, Cármen Lúcia e o presidente do STF, Carlos Ayres Britto, até mudaram alguns hábitos e estão mais reclusos, para evitar acusações de que se tornaram vedetes. Fux não tem ido à praia e só anda em carros com película nos vidros, Cármen viaja menos de avião, e Britto sai menos para jantar fora.

(Foto: Cristiano Mariz)

(Foto: Cristiano Mariz)

O ministro Lewandowski também está mais recluso, mas por outra razão. Devido a seus frequentes votos pela absolvição de réus, Lewandowski foi vaiado em um aeroporto e pediu reforço de segurança, por se sentir ameaçado.

“Parece que somos pop stars e heróis, mas somos apenas servidores. Não estamos fazendo um justiçamento, mas julgando a partir da prova e com respeito a todas as garantias constitucionais”, diz Marco Aurélio.

Joaquim Barbosa vai assumir a presidência do STF em novembro. Quem acompanha o julgamento pela televisão percebe que existe algo que incomoda o ministro tanto quanto tentar cooptá-lo. A todo instante, ele troca de posição, troca de cadeira, sai do plenário, transpira. Parece irritado.

São as fortíssimas e constantes dores causadas pela sacroileíte, uma inflamação na base da coluna.

Na quarta-feira, enquanto proclamava a condenação da cúpula do PT, o ministro experimentou uma almofada elétrica importada que aquece e relaxa os músculos. Não adiantou.

O problema de saúde fez Joaquim abrir mão de uma de suas maiores paixões: jogar futebol. Antes disso, ele passou a ser muito requisitado para atuar em jogos disputados em campos desconhecidos, e isso o deixava constrangido.

Foi convidado diversas vezes pelo então presidente Lula para participar de uma pelada com os convivas do Palácio da Alvorada, alguns deles agora sob julgamento.

Joaquim Barbosa nunca aceitou.

O VEREDICTO

Os ministros do STF já condenaram 22 dos 38 réus, absolveram 4 e desmembraram o processo em relação a um dos acusados. Na semana passada, começaram a ser julgados os chefes do núcleo político do mensalão – que envolveu parlamentares de cinco partidos. 

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79 Comentários

  1. Ronaldo Rodrigues

    -

    17/11/2013 às 6:39

    Espero que a lei seja aplicada na gestão de qualquer partido, não só nos de esquerda mas também nos que representa a direita capitalista do brasil. Eu só acredito vendo.

  2. elaine amorim

    -

    07/03/2013 às 9:51

    achei que a ministra Laurita Vaz seria a nossa salvadora, mas ela devolveu o poder pro ficha suja, hoje começamos a chorar por nassa democracia não valer a pena, por votar contra as pocridão de alguns e principalmente de prefeito que querewm levar vantagem no dinheiro do cofre publico, mas assim mesmo ficha suja tem como se defender-se.

  3. elaine amorim

    -

    07/03/2013 às 9:43

    porque os fichas suja pode continuar no poder, estamos pedindo socorro por nossa humilde cidade NOVA INDEPENDENCIA, onde prefeita assume mas cquem comanda é seu marido, qual é a dos ministro que não vem o que tá acontecendo se ficha limpa é que vale, onde esta a democracia, se o labrao compra voto, promete emprego e cassa os contrario, não dá pr entender. socorro ministros

  4. Osvaldo Aires Bade Comentários Bem Roubados na "Socialização" - Estou entre os 80 milhões.

    -

    25/01/2013 às 7:32

    JOAQUIM BARBOSA!!!
    Curta e compartilhe….
    http://www.facebook.com/photo.php?fbid=173121742830053&set=a.173121739496720.46205.100003966845956&type=1&theater
    .
    Abraço a Todos
    Osvaldo Aires

  5. João

    -

    15/01/2013 às 23:32

    Isso é incrível, depois de tudo feito, todos querem aparecer,impondo suas autoridades; desacreditadas socialmente. Mas, na verdade, no MENSALÃO quem enfrentou os marginais políticos deste País, fora penas um dos Ministros do STF que tem o nome de Joaquim Barbosa, este sim, é o cara, e merece todo o respeito de uma nação abarrotada de ratos políticos que vem atormentando a população desde País; que às vezes à maioria vive sem razão…

  6. ronaldo souza

    -

    15/01/2013 às 14:54

    E o Ex-Presidente Luladrão,D. Predo III e Doutor Honoris Causa, não domina nem o português.Uma lástima.

  7. Reynaldo-BH

    -

    15/01/2013 às 13:51

    Setti, sei das suas férias (felizmente – para mim e infelizmente para você) já no fim.
    Mas não poderia deixar de postar por aqu uma homenagem a um certo Aaron.
    Abraços
    Reynaldo.
    ==============
    RIP, Aaron!
    Existem SIM hackers do BEM! Conheço VÁRIOS. Seja do Anonymous ou do FreeInsight (grupo que sequer se “divulga”, mas é focado em política).
    Um cara de 26 anos que resolveu cometer o maior ELOGIO à própria liberdade: decidiu a hora de morrer. Depressivo? Talvez, todos somos. Mas desde os 14 anos perseguido por ser um gênio. Sem NUNCA – repito, NUNCA – ter feito mal a terceiros. Aos 26 anos preferiu se enforcar a continuar em uma luta que para ele – e para muitos! – é absolutamente sem sentido e hipócrita. A WEB criou novos paradigmas. Novos patamares para antigos e perenes valores. Uma nova abordagem da cidadania, liberdade e produção cultural e científica. Democratizou os “castelos do saber”, permitindo acesso a quem deseja (e procura!) de qualquer informação. É um mundo novo, que NÃO vive só de Google. São novos gaps culturais. Novos analfabetos (por opção) de cultura e ciência. E novos (estes sim são importantes!) usuários que sabem crescer e viver nestes novos tempos. São raros? Em percentuais, sim. Mas são essenciais. A primavera árabe não aconteceria sem a WEB. Milhares de desaparecidos não teriam sido encontrados. Movimentos a favor (e contra!) tudo e todos, não teriam onde se expressar. Novos artistas (e tendências) não teriam onde aparecer ( o mainstream não deixaria!).
    Enfim, Aaron talvez não tivesse se matado. Se estivesse em uma glass house produzindo softwares proprietários para enriquecer (ainda mais) uns tais bill gates da vida!
    O jornalista Pedro Dória (de O GLOBO), especializado em Informática, presta uma homenagem a um guri de 26 anos que se pendurou em uma corda em New York. EM um tempo que cordas são muitas. E mortes são sentidas à distância.
    RIP, Aaron!
    http://oglobo.globo.com/economia/o-desespero-de-aaron-7296089

  8. Osvaldo Aires Bade "Comentários Bem Roubados na Socialização" - Estou entre os 80 milhões.

    -

    15/01/2013 às 11:52

    ASSINEM E DIVULGUEM!!!
    Abraço a Todos
    Osvaldo Aires
    Abaixo-assinado Votos de Congratulações Pelo Desempenho do Supremo Tribunal Federal no Processo do Mensalão
    http://cinenegocioseimoveis.blogspot.com.br/2012/09/votos-de-congratulacoes-pelo-desempenho.html

  9. Osvaldo Aires Bade "Comentários Bem Roubados na Socialização" - Estou entre os 80 milhões.

    -

    15/01/2013 às 8:57

    ASSINEM E DIVULGUEM!!!
    Abaixo-assinado Votos de Congratulações Pelo Desempenho do Supremo Tribunal Federal no Processo do Mensalão
    http://www.peticaopublica.com.br/?pi=mensalao

  10. Osvaldo Aires Bade "Comentários Bem Roubados na Socialização" - Estou entre os 80 milhões.

    -

    15/01/2013 às 8:55

    Abaixo-assinado Votos de Congratulações Pelo Desempenho do Supremo Tribunal Federal no Processo do Mensalão. Assinem e divulguem:
    http://www.peticaopublica.com.br/?pi=mensalao

  11. Osvaldo Aires Bade "Comentários Bem Roubados na Socialização" - Estou entre os 80 milhões.

    -

    15/01/2013 às 8:51

    Off Topic:
    QUANDO FALAM DOS 20 NO MASP, NÃO FAZEM A MENOR IDEIA DOS “18 DO FORTE”…
    http://cinenegocioseimoveis.blogspot.com.br/2013/01/quando-falam-dos-20-no-masp-nao-fazem.html
    Abraço a Todos
    Osvaldo Aires

  12. moacir

    -

    14/01/2013 às 21:25

    Prezado Setti,
    É muito bem vinda toda esta esperança que o Supremo nos fez sentir.
    O Brasil precisava reacreditar que vale a pena ser honesto e que as leis existem,e valem igualmente para todos.
    Acredito que não fará mal a ninguém identificar no Ministro Joaquim Barbosa um herói do bem ,guardião da Constituição,profeta do fim da impunidade.Num Brasil tão sem referências de dignidade e ética,principalmente nessa política cada vez mais rasa,Joaquim Barbosa é um belo exemplo.Apesar de sabermos que ele,e seus pares, estão ali apenas tentando realizar da melhor forma possível o seu ofício,faz-nos bem saber que eles existem.
    O que é mister que entendamos perfeitamente é a importância de um Supremo Tribunal Federal independente como garantidor do equilíbrio dos poderes na República.Sem que o poder seja distribuido entre o Executivo,o Legislativo e o Judiciário ,não pode haver democracia.
    Na Venezuela,por exemplo,os juízes do Supremo,além
    de serem escolhidos pelo Presidente,como acontece
    por aqui,podem ser por ele demitidos a qualquer tempo,por qualquer motivo ou capricho.
    Vocês podem imaginar o desejo que tem o PT de poder
    legitimamente,conforme a lei,demitir os Ministros Joaquim Barbosa,Celso de Mello,Luiz Fux e por aí vai?
    Num governo desses o povo não tem qualquer garantia
    legal,contra os arbítrios do Estado ou do Governo.
    A nossa Constituição,e um Supremo Tribunal Federal
    constituído de juízes probos e doutos é o nosso último bastião,o derradeiro bastião da República.

  13. @miltonbsg

    -

    14/01/2013 às 20:59

    Infelizmente o que era para ser regra hoje são raras exceções. A honestidade hoje é artigo de luxo, só os bem educados, e os espíritos puros a possui, obrigado SR Presidente do STF Joaquim Barbosa, pessoas como o senhor, nos faz acreditar que nem tudo está perdido.

  14. Eunice

    -

    11/12/2012 às 13:00

    Eu queria muito que o povo brasileiro não tivesse uma memoria tão curta, que quando a mídia lançar outro escandalo eles não esquecessem os outros que vieram antes e daí eia eliminando estes políticos pra sempre dos governos brasileiros. Os nossos heróis também não deve ser esquecidos como todos os ministros, deputados, senadores, vereadores, prefeitos e todos os que estão no poder que realmente lembra de todos nós gente sofrida brasileira.

  15. Júlio César dos Santos

    -

    01/12/2012 às 22:32

    Muito me enche de entusiasmo ler pequenos trechos biográficos de pessoas brilhantes como o Excelentíssimo Senhor Ministro Joaquim Barbosa , o qual é um exemplo de grandes heróis , que saem das camadas mais baixas da população , para dar um verdadeiro show de conquistas e superações . Um outro exemplo , o qual me inspiro de grandes heróis que romperam barreiras , é a pessoa do Senhor ex presidente Luís Ignácio Lula da Silva sem mais . Obrigado .

  16. Raimunda

    -

    30/11/2012 às 20:38

    Sr. Ministro quanto orgulho.
    O Brasil precisa de muitos Joaquins Barbosa.

  17. ivoney

    -

    19/11/2012 às 23:37

    Sr. ministro Joaquim Barbosa, nunca entendi muito sobre politica, me interessei sobre o assunto ao ver falar do senhor, queria lhe dizer que tenho muito orgulho do sr, por ser um brasileiro de origem humilde e com tamanha honestidade. Nosso pai precisa de pessoas como o sr

  18. wesley

    -

    19/11/2012 às 18:11

    de construtor de tijolos para o STF , caminho honrravel.

  19. daniel

    -

    13/11/2012 às 18:14

    Parabéns pela coragem e atitude grandiosa desse senhor,ministro joaquim barboza em condenar esses politicos que invés de governar com honestidade e dignidade,fizeram ao contrário.isso mostra que podemos ter esperança num pais mais justo e digno.
    Que surjam pessoas públicas com o mesmo carácter e coragem do ministro joaquim barboza.

  20. sebastião sleauvan

    -

    04/11/2012 às 17:19

    lamento que os nossos ministros tem pontos de vista diferentes na interpetração da lei, não se pode a ceitar que varios cadenam e outros absorvem, como pode? para o cidadão comum é muito dificil de entender, por isso eu não concordo a transmisão ao vivo! deveria ser fechado para o povo acreditar que os ministros são sérios porque assim gera duvida.

    Caro Sebastião, ter pontos de vista diferente é da ESSÊNCIA da democracia. Para isso o Supremo Tribunal Federal foi concebido com 11 membros. Se fosse para prevalecer uma única opinião, o Supremo só teria um integrante!

  21. Dayanne Silva

    -

    04/11/2012 às 11:48

    Este homem “Joaquim Barbosa” é um exemplo para todos nós cidadãos brasileiros.
    Ético,justo e honesto, enfim o brasil começa a enxergar a esperança de um pais “limpo”.
    Parabéns Sr Ministro, os brasileiros tem orgulhor de ter um cidadão como o senhor!

  22. FM

    -

    01/11/2012 às 22:57

    Setti, além de excelente nos dá a conhecer o que temos de melhor e isso só valoriza a coluna. Aliás, é muito mais saudável falar bem. Apenas que o pessoal do mal não param com seus malfeitos.

  23. Camilo

    -

    01/11/2012 às 14:55

    Parabéns Ministro Joaquim Barbosa,
    é graças ao senhor que ainda me resta esperança em relação ao nosso país!
    Parabéns ao Senhor Ricardo Setti por valorizar o que é bom e correto. Precisamos de pessoas assim para divulgar valores à sociedade.

  24. sandra mota

    -

    01/11/2012 às 13:50

    È um orgulho,ver que tambem existe justiça pros bandidos de colarinho branco.

  25. José

    -

    01/11/2012 às 2:20

    Esqueceram de dizer que ele é professor concursado da Uerj – Universidade do Estado do RJ – tem anos .É o único lugar onde dá aula.Atualmente se encontra licenciado .O Min. Fux é prof. Titular ( e formado ) da mesma instituição.

  26. simone spencer

    -

    31/10/2012 às 22:50

    so em os meliantes estarem sendo julgados ja e 1 grande passo,agora, ir para a prisao e q sao elas,se isto realmente acontecer,entao eu acredito q existe 1 luz no fundo do tunel

  27. Vital dos Santos Farias

    -

    31/10/2012 às 14:42

    É de lavar a alma ver a postura do ministro Joaquim Barbosa, um homem que está mostrando a nação que podemos sim ser honestos e descentes. Continue assim para que a sociedade mude sua maneira de pensar e agir.

  28. JR PIT BOY CPF14933389861

    -

    27/10/2012 às 17:14

    MEUS PRIMOS E AVO – MARCO AURELIO DE MELLO,ARNON DE MELLO,ASSIS CHATEAUBRIAND DE MELLO…

  29. Fabiano Barbosa

    -

    26/10/2012 às 15:00

    As ações dos Ministros e em especial as do Ministro Joaquim Barbosa, são a demonstração de que a face do Brasil começou a mudar. O ministro Joaquim Barbosa deixa também o seu exemplo de que para aqueles que realmente querem é possível romper com o com a lógica daqueles que teimam em afirmar que no Brasil não existe racismo e discriminação social, fechando os olhos para uma realidade que exclui e procura condenar ao fracasso os negros e menos favorecidos financeiramente.

  30. Joacy Araujo

    -

    26/10/2012 às 8:16

    Quando começou toda a pouca vergonha do MENSALÃO, cheguei a pensar que um dia teria vergonha de ser HONESTO. Mais hoje, através da coragem dos Senhores ministros, além de continuar com a convicção de que a honestidade é a maior qualidade de um homem, voltei a ter orgulho de ser BRASILEIRO.
    Parabens Senhores: Roberto Gurgel, Joaquim Barbosa, Marco Aurelio Mello, Celso de Mello, Luiz Fux, Gilmar Mendes e Ayres Brito. Só espero que não se esqueçam que toda quadrilha ou facção criminosa tem um “Grande Chefe”, e ESSE ainda não está sendo condenado oficialmente…..

  31. Dênia

    -

    26/10/2012 às 4:27

    ESTE MAGNIFICO SENHOR VEIO RESGATAR O MUITO QUE O POVO BRASILEIRO JÁ NÃO MAIS ACREDITAVA, JUSTIÇA IGUAL PARA TODOS, DESDE O LADRÃO DE GALINHAS AO DITOS SOBERANOS DO PODER. OBRIGADA MINISTRO JOAQUIM BARBOSA, NOS FEZ VOLTAR A CRER QUE PODEMOS SIM , MUDAR ESTE PAÍS QUE TANTO AMAMOS !! DEUS SALVE O BRASIL , E ABENÇOE ESTE HOMEM COM VOSSA MÃO JUSTICEIRA A FAVOR DE UM PAÍS MELHOR !!

  32. Carlos

    -

    25/10/2012 às 3:27

    Meu HERÓI! Vai entrar para a história junto aos grandes vultos da pátria. No futuro, se Deus quiser, o rosto dele ainda figurará nas cédulas de real junto a Ruy Barbosa, Tancredo, Tiradentes e outros.

  33. Lago Gonçalves

    -

    24/10/2012 às 20:24

    Joaquim Barbosa, sem a menor dúvida, a figura mais importante deste processo ao lado do procurador geral da república, Rangel, covarde e perversamente atacado pelo PT, resistiu, persistiu e no STF encontrou um senhor juiz…..negro, que admiro, que respeito e que condenou os Mensaleiros.!

  34. Carlos Alberto de Melo Ribeiro

    -

    24/10/2012 às 16:46

    Parabéns ao nosso STF composto em sua maioria por ínclitos e sábios juízes, justos, imaculados, imparciais, honestos, que não temem as pressões, imposições, ameaças e roguemos para que o Criador os ilumine para agirem com a mesma dignidade, lisura e espírito de justiça. Jamais esqueçamos o joio em meio ao trigo, aqueles que julgam sob a mordaça dos indicadores de seus cargos em total demonstração de parcialidade em seus julgamentos em feitos específicos, ainda que em número ínfimo. Não podemos esquecer ainda, que o chefe maior, o enganador do povo, o grande satânico ainda esta a solta e continua a espalhar mentiras e corromper os os fracos e ambiciosos pelo poder.

  35. Marcia

    -

    24/10/2012 às 11:47

    Fico impressionada como o brasileiro negro é descriminado. Meus amigos negros relatam coisas terríveis a esse respeito. Minhas empregadas negras não chamavam ninguém de negro, pois dizem que é ofensa das mais graves. O termo usado é sempre, morena ou moreno, nunca negro(a). Existem negros nos esportes, mais um estadista negro, não existe. Talvez Joaquim Nabuco, mas ninguém se lembra mais dele. Ele, Joaquim Barbosa tem responsabilidade não como negro, mais como cidadão brasileiro. Não devemos olhar para ele com respeito por ser negro, mais sim por ser um homem de bem, a louvação da cor só serve para acentuar o nosso racismo. Fico indignada quando leio, primeiro negro no STF, primeiro presidente negro do STF…ele deve ser louvado como um cidadão de família humilde que atingiu um dos mais invejáveis cargo da república, caso contrário a discriminação racial sempre fará parte da nossa história. Sou filha de negro e morena de cor (nunca fui discriminada), mas posso imaginar todas as dificuldades sofridas por meu pai e pelo pai de Joaquim Barbosa para nos dá educação. O ministro Joaquim Barbosa é um exemplo para nós brasileiros como homem de bem e espelho para qualquer um, que se assim desejar, poderá chegar até onde ele chegou. Então priorizemos a educação!

    Concordo inteiramente com você, Marcia. Belo comentário!

  36. francisco de assis

    -

    24/10/2012 às 3:52

    um heroi brasileiro,não só ele como os demais ministros…viva o STF.

  37. Ceison

    -

    24/10/2012 às 0:29

    Pessoal, vamos confirmar nossa satisfação com o julgamento e nossa intolerância à corrupção nas urnas. Não estou dizendo que o PSDB, senhor absoluto da oposição incompetente, é a oitava maravilha, muito pelo contrário. Porém, a exclusão da arrogância petista já é um bom começo, já que só temos duas alternativas, pelo menos aqui em SP.

  38. Umberto Bellini

    -

    23/10/2012 às 11:10

    O Justo e a Justiça Política (por Rui Barbosa)

    Para os que vivemos a pregar à república o culto da justiça como o supremo elemento preservativo do regímen, a história da paixão, que hoje se consuma, é como que a interferência do testemunho de Deus no nosso curso de educação constitucional. O quadro da ruína moral daquele mundo parece condensar-se no espetáculo da sua justiça, degenerada, invadida pela política, joguete da multidão, escrava de César. Por seis julgamentos passou Cristo, três às mãos do dos judeus, três às dos romanos, e em nenhum teve um juiz.
    Aos olhos dos seus julgadores, refulgiu sucessivamente a inocência divina, e nenhum ousou estender-lhe a proteção da toga. Não há tribunais, que bastem, para abrigar o direito, quando o dever se ausenta da consciência dos magistrados.
    Grande era, entretanto, nas tradições hebraicas, a noção da divindade do papel da magistratura. Ensinavam elas que uma sentença contrária à verdade afastava do seio de Israel a presença do Senhor, mas que, sentenciando com inteireza, quando fosse apenas por uma hora, obrava o juiz como se criasse o universo, porquanto era na função de julgar que tinha a sua habitação entre os israelitas a majestade divina. Tampouco valem, porém, leis e livros sagrados, quando o homem lhes perde o sentimento, que exatamente no processo do justo por excelência, daquele em cuja memória todas as gerações até hoje adoram por excelência o justo, não houve no código de Israel norma, que escapasse à prevaricação dos seus magistrados.
    No julgamento instituído contra Jesus, desde a prisão, uma hora talvez antes da meia-noite de Quinta-feira, tudo quanto se fez até ao primeiro alvorecer da Sexta-feira subseqüente, foi tumultuário, extrajudicial, a atentatório dos preceitos hebraicos. A terceira fase, a inquirição perante o sinedrim, foi o primeiro simulacro de formação judicial, o primeiro ato judicatório, que apresentou alguma aparência de legalidade, porque ao menos se praticou de dia. Desde então, por um exemplo que desafia a eternidade, recebeu a maior das consagrações o dogma jurídico, tão facilmente violado pelos despotismos, que faz da santidade das formas a garantia essencial da santidade do direito.
    O próprio Cristo delas não quis prescindir. Sem autoridade judicial o interroga Anás, transgredindo as regras assim na competência, como na maneira de inquirir; e a resignação de Jesus ao martírio não se resigna a justificar-se fora da lei: “Tenho falado publicamente ao mundo. Sempre ensinei na sinagoga e no templo, a que afluem todos os judeus, e nunca disse nada às ocultas. Por que me interrogas? Inquire dos que ouviam o que lhes falei: esses sabem o que eu lhes houver dito”. Era apelo às instituições hebraicas, que não admitiam tribunais singulares, nem testemunhas singulares. O acusado tinha jus ao julgamento coletivo, e sem pluralidade nos depoimentos criminadores não poderia haver condenação. O apostolado de Jesus era ao povo. Se a sua prédica incorria em crime, deviam pulular os testemunhos diretos. Esse era o terreno jurídico. Mas, porque o filho de Deus chamou a ele os seus juizes, logo o esbofetearam. Era insolência responder assim ao pontífice. Sic respondes pontifici? Sim, revidou Cristo, firmando-se no ponto de vista legal: “Se mal falei, traze o testemunho do mal; se bem, por que me bates?”
    Anás, desorientado, remete o peso a Caifás. Este era o sumo sacerdote do ano. Mas, ainda assim, não, não tinha a jurisdição, que era privativa do conselho supremo. Perante este já muito antes descobrira o genro de Anás a sua perversidade política, aconselhando a morte a Jesus, para salvar a nação. Cabe-lhe agora levar a efeito a sua própria malignidade, “cujo resultado foi a perdição do povo, que ele figurava salvar, e a salvação do mundo, em que jamais pensou”.
    A ilegalidade do julgamento noturno, que o direito judaico não admitia nem nos litígios civis, agrava-se então com o escândalo das testemunhas falsas, aliciadas pelo próprio juiz, que, na jurisprudência daquele povo, era especialmente instituído como o primeiro protetor do réu. Mas, por mais falsos testemunhos que promovessem, lhe não acharam a culpa, que buscavam. Jesus calava. Jesus autem tacebat. Vão perder os juizes prevaricadores a segunda partida, quando a astúcia do sumo sacerdote lhes sugere o meio de abrir os lábios divinos do acusado. Adjura-o Caifás em nome de Deus vivo, a cuja invocação o filho não podia resistir. E diante da verdade, provocada, intimada, obrigada a se confessar, aquele, que a não renegara, vê-se declarar culpado de crime capital: Reus est mortis. “Blasfemou! Que necessidade temos de testemunhas? Ouvistes a blasfêmia”. Ao que clamaram os circunstantes: “é réu de morte”.
    Repontava a manhã, quando a sua primeira claridade se congrega o sinedrim. Era o plenário que se ia celebrar. Reunira-se o conselho inteiro. In universo concilio, diz Marcos. Deste modo se dava a primeira satisfação às garantias judiciais. Com o raiar do dia se observava a condição da publicidade. Com a deliberação da assembléia judicial, o requisito da competência. Era essa a ocasião jurídica. Esses eram os juizes legais. Mas juizes, que tinham comprado testemunhas contra o réu, não podiam representar senão uma infame hipocrisia da justiça. Estavam mancomunados, para condenar, deixando ao mundo o exemplo, tantas vezes depois imitado até hoje, desses tribunais, que se conchavam de véspera nas trevas, para simular mais tarde, na assentada pública, a figura oficial do julgamento.
    Saía Cristo, pois, naturalmente condenado pela terceira vez. Mas o sinedrim não tinha o jus sanguinis. Não podia pronunciar a pena de morte. Era uma espécie de júri, cujo veredictum, porém, antes opinião jurídica do que julgado, não obrigava os juízes romanos. Pilatos estava, portanto, de mãos livres, para condenar, ou absorver. “Que acusação trazeis contra este homem?” assim fala por sua boca a justiça do povo, cuja sabedoria jurídica ainda hoje rege a terra civilizada. “Se não fosse um malfeitor, não to teríamos trazido”, foi a insolente resposta dos algozes togados. Pilatos, não querendo ser executor num processo, de que não conhecera, pretende evitar a dificuldade, entregando-lhes a vítima: “Tomai-o, e julgai-o segundo a vossa lei”. Mas, replicam os judeus, bem sabes que “nos não é lícito dar a morte a ninguém”. O fim é a morte, e sem a morte não se contenta a depravada justiça dos perseguidores.
    Aqui já o libelo se trocou. Não é mais de blasfêmia contra a lei sagrada que se trata, senão de atentado contra a lei política. Jesus já não é o impostor que se inculca filho de Deus: é o conspirador, que se coroa rei da Judéia. A resposta de Cristo frustra ainda uma vez, porém, a manha dos caluniadores. Seu reino não era deste mundo. Não ameaçava, pois, a segurança das instituições nacionais, nem a estabilidade da conquista romana. “Ao mundo vim”, diz ele, “para dar testemunho da verdade. Todo aquele que for da verdade, há de escutar a minha voz”. A verdade? Mas “que é a verdade”? pergunta definindo-se o cinismo de Pilatos. Não cria na verdade; mas a da inocência de Cristo penetrava irresistivelmente até o fundo sinistro dessas almas, onde reina o poder absoluto das trevas. “Não acho delito a este homem”, disse o procurador romano, saindo outra vez ao meio dos judeus.
    Devia estar salvo o inocente. Não estava. A opinião pública faz questão da sua vítima. Jesus tinha agitado o povo, não ali só, no território de Pilatos, mas desde Galiléia. Ora acontecia achar-se presente em Jerusalém o tetrarca da Galiléia, Heródes Antipas, com quem estava de relações cortadas o governador da Judéia. Excelente ocasião, para Pilatos, de lhe reaver a amizade, pondo-se, ao mesmo tempo, de boa avença com a multidão inflamada pelos príncipes dos sacerdotes. Galiléia era o forum originis do Nazareno. Pilatos envia o réu a Heródes, lisonjeando-lhe com essa homenagem, a vaidade. Desde aquele dia um e outro se fizeram amigos, de inimigos que eram. Et facti sunt amici Herodes et Pilatus in ipsa die; nam antea inimici erant ad invicem. Assim se reconciliam os tiranos sobre os despojos da justiça.
    Mas Herodes também não encontra, por onde condenar a Jesus, e o mártir volta sem sentença de Herodes a Pilatos que reitera ao povo o testemunho da intemerata pureza do justo. Era a terceira vez que a magistratura romana a proclamava. Nullam causam inveni in homine isto ex his, in quibus eum accusatis. O clamor da turba recrudesce. Mas Pilatos não se desdiz. Da sua boca irrompe a Quarta defesa de Jesus: “Que ma fez esse ele? Quid enim mali fecit iste?” Cresce o conflito, acastelam-se as ondas populares. Então o procônsul lhes pergunta ainda: “Crucificareis o vosso rei?” A resposta da multidão em grita foi o raio, que desarmou as evasivas de Pilatos. “Não conhecemos outro rei, senão César”. A esta palavra o espectro de Tibério se ergueu no fundo da alma do governador da província romana. O monstro de Cáprea, traído, consumido pela febre, crivado de úlceras, gafado da lepra, entretinha em atrocidades os seus últimos dias. Traí-lo era perder-se. Incorrer perante ele na simples suspeita de infidelidade era morrer. O escravo de César, apavorado, cedeu, lavando as mãos em presença do povo: “Sou inocente do sangue deste justo”. E entregou-o aos crucificadores. Eis como procede a justiça, que se não compromete. A história premiou dignamente esse modelo da suprema cobardia na justiça. Foi justamente sobre a cabeça do pusilânime que recaiu antes de tudo em perpétua infâmia o sangue do justo.
    De Anás a Herodes o julgamento de Cristo é o espelho de todas as deserções da justiça, corrompida pelas facções, pelos demagogos e pelos governos. A sua fraqueza, a sua inocência, a sua perversão moral crucificaram o Salvador, e continuam a crucificá-lo, ainda hoje, nos impérios e nas repúblicas, de cada vez que um tribunal sofisma, tergiversa, recua, abdica. Foi como agitador do povo e subversor das instituições que se imolou Jesus. E, de cada vez que há precisão de sacrificar um amigo do direito, um advogado da verdade, um protetor dos indefesos, um apóstolo de idéias generosas, um confessor da lei, um educador do povo, é esse, a ordem pública, o pretexto, que renasce, para exculpar as transações dos juizes tíbios com os interesses do poder. Todos esses acreditam, como Pôncio, salvar-se, lavando as mãos do sangue, que vão derramar, do atentado, que vão cometer. Medo, venalidade, paixão partidária, respeito pessoal, subserviência, espírito conservador, interpretação restritiva, razão de estado, interesse supremo, como quer te chames, prevaricação judiciária, não escaparás ao ferrete de Pilatos! O bom ladrão salvou-se. Mas não há salvação para o juiz cobarde.
    (A imprensa, Rio, 31 de março de 1899,
    em Obras Seletas de Rui Barbosa, vol. VIII,
    Casa de Rui Barbosa, Rio, 1957, págs. 67-71.)

  39. Umberto Bellini

    -

    23/10/2012 às 11:07

    No meu ver, para que o Brasil reduza a massante corrupção em que vivemos, devemos ainda realizar juridicamente mais algumas ações: Primeiro: a exigencia da devolução por parte da camarilha do PT de toda a soma roubada. Segundo: A constante fiscalização dos atos do PT enquanto poder, bem como de futuros governos; Terceiro: A condenação de todo este partido traidor das esperanças do Povo Brasileiro. Estes atos não condenam somente estes poucos bandidos, mas condenam na História de nosso pais, ao Sr Lula, ao PT e a toda uma classe política que envergona não só o Brasil, mas todo o Planeta.

  40. Antonio Moleiro

    -

    22/10/2012 às 23:54

    A Justiça realmente foi feita, comprovando que ela não é exercida somente com os pequenos. Com esse desfecho evidenciou-se a vigência da nossa Lei Maior e que nosso País realmente se encontra no caminho certo, buscando um futuro promissor, livre dessas diversidades e privilégios tão comuns nos dias atuais. Valeu, Dr. Joaquim Barbosa, paladino da Justiça e da Decência, obrigado Sr. Ministro!

  41. Washington

    -

    22/10/2012 às 20:53

    Joaquim Barbosa é meu herói….Precisamos de Brasileiro com coragem que esse tem. Viva Joaquim. Viva o Brasil Livre de Corruptos!

  42. Màrcio

    -

    21/10/2012 às 18:32

    Meus parabéns a todos o ministro do STF, em especial o Sr Joaquim Barbosa,

  43. MARCIONE DINIZ

    -

    21/10/2012 às 17:19

    Me sinto mais brasileiro com a transparencia deste julgamento no STF, estou orgulhoso e esperançoso por perceber que poderemos resgatar parte da ética política com esta grandiosa ação de democracia do STF, chega de corrupção, desejo voltar a votar com orgulho.
    Parabéns ao bom trabalho STF.

  44. Marco Damiani

    -

    20/10/2012 às 21:44

    Não publico seu comentário porque tenho razões para considerar que você não está usando seu nome nem seu email verdadeiros. Esse nome é de um jornalista de São Paulo. E você mandou outros comentários com o mesmo IP e nome diferente.

  45. silvia

    -

    20/10/2012 às 13:50

    Fico imaginando se esse julgamento tivesse ocorrido em 2010, sera que teriamos um membro do PT na presidencia?

  46. LUCAS NASCIMENTO

    -

    20/10/2012 às 12:35

    Pababés a todos os ministros do STF. Como brasileiros estamos aprendendo que vivemos em uma Rebública(res pública) coisa do povo e que o político deve exercer a sua fução em favor da população e e não em puro benefício próprio em detrimento dos governados. Atenção corruptos o Próximo pode ser voçê!!!!!

  47. Volmir

    -

    19/10/2012 às 17:58

    Fantástica esta reportagem, pois, abordou a história de um homem que sofreu perseguição racial e religiosa(tem raízes evangélicas mãe há 45 anos membro da Assembléia de Deus). Uma respostas para muitos que criticam de forma violenta os evangélicos. O homem que está servindo de exemplo e referencial para uma nação foi criado dentro dos principios da Igreja Evangélica Assembléia de Deus. PARABÉNS A VEJA POR DIVULGAR.

  48. Jefferson-

    -

    18/10/2012 às 15:29

    interessante a história do Joaquim, inspiração pra minoria hj em dia que faz como ele: Corre atrás…….pretendo dominar 5 línguas tbm, e agora mais do que nunca sei que impossível não é

  49. Raimundo

    -

    16/10/2012 às 7:08

    A Capa de Veja é histórica, mas ficou em segundo plano devido a eleição.

  50. jacque santos

    -

    16/10/2012 às 1:14

    ainda bem que existe pessoa que não deixa o sucesso ou dinheiro subi para cabeça que o caráter humildade educação estão presente em cada um este pessoa é Joaquim b

  51. manoel messias da silva

    -

    15/10/2012 às 16:31

    e neste julgamento o senhor lula não será julgado ou será com toda sua malandragem de sindicato ele se sairá livre se passando por coitadinho que não sabia de nada ou será que ele nunca soube que era presidente ? continuo me orgulhando muito em ter uma revista com a veja e me orgulho em ter um joaquim barbosa em minha vida pois se ele for candidato a presidente o meu voto e de minha familia será dele desde que ele continue honrando o país e não seja corrompido pelo sistema.

  52. fati schmitt

    -

    15/10/2012 às 15:43

    De acordo com a reportagem e pelas atitudes dos outros ministros, na minha opiniao, os ministros: Joaquim Babosa e Ayres Brito estão sozinhos no Tribunal. No meio de leões querendo abocanhar suas gargantas!!

  53. gecilene

    -

    15/10/2012 às 0:56

    Sou negra, e sinto muito orgulho de ver um ministro negro sem medo, firme nas suas decisões, para mim um vitorioso.Espero que ele continue sempre assim, pois nós estamos cansados de tanta corrupção, malandragem e hipocrisia na política.

  54. Leni

    -

    13/10/2012 às 15:49

    Visitei minha tia de 80 anos pelo seu aniversário e levei-lhe seu presente a revista Veja com Joaquim Barbosa na capa, ela filha de um maestro, abraçou-me emocionada e disse:é meu melhor presente ver o rostinho deste menino, que re´presenta milhões de talentos que precisam ser reconhecidos, é um orgulho presenciar este momento que significa um grande passo para mudanças necessárias em nosso país.
    Ministro Joaquim Barbosa foi a estrela da festa de aniversário de minha tia, e o assunto foi também sua predileção por música.Música e Justiça um amor eterno.

  55. Leni

    -

    13/10/2012 às 15:42

    Gol de placa do Ministro Joaquim Barbosa. Parabéns devolveu a milhões de brasileiros a esperança e a fé de que há possibilidade de um futuro na justiça sustentada que permitirá a nossos filshos e netos, vivierem num país democrático, republicano.

  56. carlos nascimento

    -

    13/10/2012 às 14:28

    Ricardo,
    Se possível, veja a possibilidade de permanecer com a foto do “garoto” JB, por vários meses aqui na primeira página da Coluna, ela é bastante representativa, principalmente, nesses tempos de mediocridade, ela nos reanima, fortalece, inspira-nos, nos faz acreditar que ainda vale à pena ser decente, o olhar do garoto já dizia tudo, é de uma dignidade explícita, avisava então, que o seu futuro seria esplendoroso.
    Servirá de bálsamo e de energia para o enfrentamento das próximas batalhas, que não serão fáceis, é apenas o inicio para a batalha final, repetindo sempre o grande Mestre, que ao final…..VENCEREMOS.
    abração
    Carlos Nascimento.

    Seguindo sua sugestão, caro Carlos, vou mantê-la, sim.

    Um abração!

  57. Osmar

    -

    12/10/2012 às 18:45

    Estou fora do pais que tanto amo a 17 anos por ter perdido o respeito as instituicoes e cargos de alto escalao. Este senhor de caráter ilibado restabelece a minha fe no Brasil.

  58. maria lucia s. chelles

    -

    12/10/2012 às 11:27

    fico muito feliz do supremo possuir ministros comprometidos com a verdade e poder pensar que o Brasil não está abandonado.Eu não sou uma sonhadora porque tudo isso é real, está na televisão e não é ficção ¨Eles¨ foram condenados…

  59. Renan

    -

    12/10/2012 às 8:46

    Caro Renan, peço a gentileza de dirigir suas observações e críticas a VEJA a seu diretor de Redação, email veja@abril.com.br

    O que toco aqui é apenas meu modesto pedaço, o blog.

    Abraço

  60. RGBL

    -

    11/10/2012 às 18:46

    Joaquim Barbosa era também o nome do meu Bisavô! Já tinha um grande orgulho do nome que também carrego comigo, Barbosa… E estou cada vez mais orgulhoso do Ministro que com a espada da verdade o capacete da justiça o escudo da lei está dando um verdadeiro exemplo digno de ser seguido. Parabéns Ministro! Fica aqui meu registro de apoio e respeito.

  61. nelson luiz jucio

    -

    11/10/2012 às 16:27

    exemplo de homem e ser humano a ser seguido e louvado pelo todo e sempre

  62. Enio

    -

    11/10/2012 às 11:24

    Obrigado a vc Setti e a revista Veja pela ótima reportagem, infelizmente ou felizmente, nós brasileiros estamos aos poucos tomando ciência das coisas que aconteçem nos bastidores do poder. De certo, ao nosso modo, mas agora, nesse processo democrático, com as instituições e os poderes independentes, podemos ao menos trilhar um norte para nossos destinos e dos nossos descendentes. Que o STF continue a nos dar orgulho e que esse senhor, hoje elevado a presidente do STF e com nome de inconfidente, seja abençoado por Deus.

  63. Emanoel Neves

    -

    11/10/2012 às 0:15

    Joaquim Barbosa está preenchendo uma lacuna há muito vazia em nosso país,
    a de líderes honestos, que assim se mantenha

  64. Alcides Barroso Garcia

    -

    10/10/2012 às 17:25

    E quanto ao abjeto Lula, continuará fora disso? Continuará a dizer que não sabia de nada? Pasmém!

  65. Caio Lima

    -

    10/10/2012 às 11:40

    Esta é a grande verdade: QUEM NASCEU PRA MINISTRINHOS LEVIANOdowski (o confuso capacho do PT) e TOTÓffoli (o dócil cãozinho do petista) JAMAIS CHEGARÃO À ALTURA DE UM GRANDE E VERDADEIRO MINISTRO: JOAQUIM BARBOSA!

  66. Caio Lima

    -

    10/10/2012 às 11:35

    Esta é a grande verdade:

    E aqui está a diferença entre um GRANDE HOMEM, o Ministro JOAQUIM BRABOSA, e dois ministrinhos capachos da quadrilha do PT:LEVIANOdowski e TOTÓffoli, o dócil cãozinho do PT.

  67. matias rodrigues da silva

    -

    10/10/2012 às 11:32

    Olá ministro do STF , parabéns por tudo que fez pelo Brasil, eu tenho 57 anos e estava desacreditado com os vermes que estão no Poder , agora o senhor nos mostrou que isso pode acabar….Parabéns……..Aleluia, Glorias a Deus…

  68. Armagedom

    -

    09/10/2012 às 21:40

    Se tivermos na Presidencia da República, um homem como, o Exelentíssimo Ministro do STF, o Brasil seria outro !

  69. Ricardo Goerl

    -

    09/10/2012 às 15:00

    Mqasi um que passou pela UCLA e deu bom!!!!

  70. SergioL

    -

    09/10/2012 às 14:05

    “Parece que somos pop stars e heróis, mas somos apenas servidores. Não estamos fazendo um justiçamento, mas julgando a partir da prova e com respeito a todas as garantias constitucionais”, diz Marco Aurélio.
    Será que ele se lembrou disso sozinho ou foi preciso uma “forcinha” de alguns fatos importantes que lhe lembraram que a população é a…patroa, vejam dois exemplos: multidão vaiando o juiz Lewandowski em varias localidades; Juiz Barbosa é louvado pela população por onde passa.

  71. ademar filho

    -

    09/10/2012 às 13:04

    Significado de Emérito

    adj. Que é de grande competência, que tem grande saber, muito versado numa ciência ou arte.(Sin.: ilustre, insigne, eminente, notável).
    Professor emérito, título honorífico que é às vezes conferido a professores ilustres depois de aposentados (o que, de regra, faculta-lhes a possibilidade de continuar a exercer o magistério ou pesquisa).
    Este é o meu comentário sobre Joaquim Barbosa.

  72. HOKdo Braisl.

    -

    09/10/2012 às 9:59

    Agradeço por ter tido a oportunidade de assistir e participar desse processo que já faz parte da História da Justiça Brasileira e com certeza constará em livros de Direito, em muitas matérias acadêmicas e terá tbém monografias de Pós graduação e Mestrado. Não terá como apagar da História do Brasil. Será uma nova referência para a política brasileira. Ricardo Setti, muito grato pela matéria!

  73. Fernando X

    -

    09/10/2012 às 9:37

    Uma pequena correção: o Ministro domina 5 idiomas, ao contrário da presidente e do ex-presidente que não dominam NENHUM.

  74. maria helena

    -

    08/10/2012 às 21:11

    Matéria muito boa … perfeita! o que o brasileiro gostaria de saber. Não estamos aqui como passivos; queremos saber, opinar sobretudo sermos agentes ativos de transformações. Que venham outros ‘Joquim’s Barbosa ‘ para mostrar a que veio e afagar tudo que está imbutido e demonstrar que é possível sim punir seres de ‘sangue azul’ e de ‘colarinho ‘são seres tanto quanto os demais ‘ … Ainda bem que o então Ministro não jogou as peladas que talvez pudesse não lhe fazer tão bem ; embora tenha demonstrado não permitir que mudem sua forma de ser…Meu cordial abraço aos autores da materia e ao bloqueiro. Maria Helena, servidora publica, psicóloga, Professora, brasileira …

  75. Zaratrusta

    -

    08/10/2012 às 18:43

    Excelente matéria Setti! Uma ótima e muito abrangente sintese do processo que, se-Deus-quiser (e pelo ao menos 75% da população também assim deseja),… Irá Mudar os Rumos da História Contemporânea do País!
    Tudo no Direito é extremamente ambíguo e indefinido por ser uma ciência da área humana e portanto, acompanha a evolução e mutações sociais da espécie regula,… mas minha impressão do momento atual é que o julgamento já ultrapassou o ponto do “não retorno”, ou seja, da possibilidade de retrocesso na condenação dos réus, e seguirá na inércia do que já vimos acontecendo! Que assim seja!

  76. sidney

    -

    08/10/2012 às 17:04

    Setti
    MARAVILHAAAAAAAAA !!!!!!
    PARABENS SEMPRE !!!!!
    Moldura para esse – POST – tambem ; repassarei ( como sempre faco ) para muitos.
    Forca coragem sempre para voces da Veja e principalmente para esses – VERDADEIROS HEROIS – la do SUPREMO FEDERAL !!!!!
    Estao fazendo HISTORIA e irao provocar mudancas simmmmm !!!
    Baita abraco

    Baita abraço pra você também, caro Sidney.
    E volte sempre ao blog!

  77. pedro couto

    -

    08/10/2012 às 17:00

    A turma do mensalão que está sendo julgada pelo STF.

    Não poderá ser presa juntamente com os presidiários ligados ao PCC.

    Caso isto acontecer, poderá ocorrer que os mensaleiros, vão corromper os companheiros do Marcola.

    Ai será está o grande perigo.

    Então que faça um presidio de segurança máxima sem nenhuma mordomia.

  78. lucas silva

    -

    08/10/2012 às 16:50

    A história do Joaquim Barbosa mostra que não é apenas através do futebol que se pode mudar de vida,o arquiteto do mensalão não está sendo julgado,que é o Lula,mas mesmo assim o relator está fazendo um excelente trabalho punindo os políticos corruptos, o brasileiro voltou a ter fé na justiça brasileira,o resultado desse julgamento será um recado a todos os poderosos corruptos: ” acabou a farra,vocês não sairão impunes dessa história,agora esse é um país ético e nada mais imoral será permitido,independentemente da sua condição financeira.

 

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