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Seu filho ser ‘difícil’ não significa que ele tem um transtorno

O 'Família' desta semana trata da medicalização da educação

Por Da Redação - Atualizado em 10 dez 2018, 14h17 - Publicado em 16 nov 2017, 10h12

No ‘Família‘ desta semana, Rosely Sayão responde à dúvida de um pai que quer saber como lidar com o filho, que tem transtorno opositor desafiante. Ela diz que o fato de existirem crianças mais sensíveis em relação às características pedidas pela nossa cultura não significa que elas sofram de alguma doença psicológica. “Devemos questionar por que no Brasil temos uma epidemia de diagnóstico desses distúrbios – hiperatividade, déficit de atenção, transtorno opositor desafiante. Há muitos diagnósticos mal feitos, realizados por instituições e pessoas que não são qualificadas”, completa. Rosely diz que ultimamente vem acontecendo algo chamado ‘medicalização da educação’. “É usar a lógica médica para olhar qualquer questão das crianças e dos adolescentes. Tentar enquadrar comportamentos que não se encaixam no mundo adulto num quadro patológico”, explica.

A psicóloga também explica por que não é bom rotular os filhos  com certos nomes –  ‘desobediente’, por exemplo.

Dúvidas sobre família, comportamento ou educação? Envie aqui. Rosely responde semanalmente.

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