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Os Três Poderes: O distanciamento de Bolsonaro dos radicais

Augusto Nunes, Dora Kramer e Ricardo Noblat comentam a mudança de agenda do governo Bolsonaro, que agora acena com trégua ao Congresso e o STF

Por Da Redação - 3 jul 2020, 15h21

Desde a sua posse na Presidência da República, Jair Bolsonaro adota a estratégia de radicalizar e recuar, de forma sistemática, a fim de testar os seus limites e os das instituições. Essa aposta na tensão permanente resultou em ameaças do presidente e de seus aliados ao Congresso, ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à imprensa. De quebra, dispersou energia que o governo deveria gastar no enfrentamento de emergências nacionais, da pandemia de Covid-19 à recessão econômica. As provocações são conhecidas. “Não teremos outro dia como ontem. Chega”, bradou o presidente, na saída do Palácio da Alvorada, após o STF autorizar uma ação policial contra empresários e blogueiros bolsonaristas.

Os colunistas comentam ainda o adiamento das eleições, os rumos da Lava Jato e a nomeação de Renato Feder como novo ministro da Educação. Feder era o secretário da área no governo do Paraná, comandado por Ratinho Junior (PSD) e é visto por aliados do governo como um nome apaziguador, após a temporada de crises e confusões criadas por Abraham Weintraub.

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