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União Europeia abre investigação contra X após Grok gerar imagens íntimas falsas

Comissão pode impor ações imediatas caso conclua que a empresa não reduziu de forma eficaz os danos ligados ao uso da ferramenta de inteligência artificial

Por Ligia Moraes Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 26 jan 2026, 10h40 •
  • A Comissão Europeia anunciou nesta segunda-feira, 26, a abertura de uma investigação formal contra a rede social X, de Elon Musk, após a circulação de imagens manipuladas por inteligência artificial geradas pelo chatbot Grok. O foco da apuração é verificar se a plataforma cumpriu as obrigações previstas na Lei de Serviços Digitais (DSA), que regula a atuação de grandes empresas de tecnologia no bloco.

    O caso ganhou dimensão internacional depois que usuários passaram a utilizar o Grok para alterar fotografias reais de mulheres e crianças por meio de comandos simples de texto, como pedidos para que as imagens fossem modificadas para incluir roupas íntimas ou retirar peças de vestuário. Para autoridades europeias, esse tipo de prática pode configurar a disseminação de conteúdo ilegal, incluindo material que se enquadre como abuso sexual infantil.

    A investigação amplia um processo que já estava em curso desde dezembro de 2023 contra a X por possíveis falhas na mitigação de riscos relacionados a conteúdos ilegais e manipulação de informações. No mês passado, a empresa foi multada em 120 milhões de euros por descumprir obrigações de transparência previstas na mesma legislação.

    O que a União Europeia quer apurar?

    Segundo a Comissão Europeia, o objetivo agora é avaliar se a integração do Grok à plataforma expôs cidadãos do bloco a “riscos sistêmicos”, ao permitir a criação e circulação de imagens sexualmente explícitas manipuladas sem salvaguardas suficientes.

    O órgão regulador informou ainda que pode impor medidas provisórias caso considere que a empresa não esteja promovendo ajustes significativos durante a investigação.

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    A X afirmou, em nota anterior, que mantém “tolerância zero” para exploração sexual infantil, nudez não consentida e conteúdo sexual indesejado, e que já passou a restringir determinados comandos relacionados à geração de imagens de pessoas reais.

    O episódio ocorre em meio a um embate mais amplo entre autoridades europeias e a administração norte-americana sobre regulação de plataformas digitais. Musk e aliados políticos nos Estados Unidos têm criticado as regras europeias, alegando que representam censura. A União Europeia, por sua vez, sustenta que a legislação busca proteger usuários da disseminação de conteúdos ilegais e abusivos.

    Além da apuração conduzida em Bruxelas, autoridades do Reino Unido também anunciaram que analisam o caso.

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