Tinder quer ir além do swipe: IA, eventos presenciais e foco na geração Z marcam nova fase do app
Empresa anunciou nesta quinta-feira, 12, uma série de novidades que prometem transformar a experiência de quem busca conexões pelo aplicativo
Após mais de uma década dominando o mercado de relacionamentos com seu famoso sistema de deslizar o dedo na tela, o Tinder anunciou nesta quinta-feira, 12, uma série de novidades que prometem transformar a experiência de quem busca conexões pelo aplicativo. A aposta central é a inteligência artificial — e uma mudança de filosofia sobre o que significa “encontrar alguém”.
O principal lançamento é um recurso chamado “Química”, que abandona a lógica de dezenas de perfis por sessão e apresenta ao usuário apenas um perfil por dia, escolhido por IA com base no que o algoritmo aprendeu sobre cada pessoa. A ideia é priorizar qualidade em vez de quantidade. “Usaremos a IA para destacar conexões mais relevantes”, explicou Spencer Rascoff, CEO do Match Group — empresa controladora do Tinder.
Para Hillary Paine, vice-presidente de Produto, as novidades não substituem o swipe, mas o complementam. “O swipe continua sendo a essência do que o Tinder é hoje. Mas esses novos recursos são uma evolução de flexibilidade para usuários que desejam algo mais personalizado”, disse ela à AFP.
A mudança de rota tem um público claro em mente: os jovens da geração Z, que parecem querer mais do que matches rápidos. “Observamos que a geração Z quer socializar. Quer uma comunidade primeiro. Quer que seus amigos façam parte da experiência de ter encontros”, afirmou Paine.
É nesse espírito que o Tinder também testa a realização de eventos presenciais para assinantes. Um dos formatos em avaliação é o “encontro duplo”, em que dois amigos saem juntos, cada um acompanhado de alguém que conheceu no app. “No pior cenário, passei bons momentos com um amigo. No melhor, conheci alguém novo, com quem posso ter uma conexão”, comentou a executiva.
Por que o Tinder está se reinventando?
O movimento faz parte de um esforço mais amplo dos aplicativos de relacionamento para recuperar a credibilidade junto ao público. Segundo levantamento divulgado pela Forbes em julho passado, 78% dos usuários relataram sentir cansaço emocional, mental e físico pelo uso dessas plataformas — um sinal de alerta para todo o setor.
Lançado em 2012, o Tinder foi pioneiro no modelo de swipe e se tornou sinônimo de encontros digitais. Agora, a empresa aposta que oferecer experiências mais humanas e menos mecânicas é o caminho para se manter relevante.
(Com AFP)





