Samsung investe em celular popular, sem abandonar linha premium
Novo aparelho promete uma bateria que dura mais tempo que o modelo atual de entrada
Enquanto a Apple se prepara para entrar no mercado dos celulares dobráveis com um iPhone de preço elevado, a Samsung mira o extremo oposto do mercado. A fabricante sul-coreana deve lançar em outubro o Galaxy A08 4G, novo integrante de sua linha de smartphones de entrada. O aparelho ainda não foi anunciado oficialmente, mas já recebeu homologação da Anatel e as especificações do aparelho já vazaram para o mercado.
O principal destaque do A08 deve estar justamente em um componente que costuma pesar na escolha de quem procura um celular mais barato: a bateria. O modelo é esperado com capacidade de 6.000 mAh, contra 5.000 mAh do Galaxy A07 4G, que é o aparelho atual mais em conta da marca. Na prática, isso representa um aumento de 20% e pode garantir maior autonomia longe da tomada, especialmente para usuários que passam muitas horas assistindo a vídeos, navegando nas redes sociais ou utilizando aplicativos de mensagens.
No desempenho, a estratégia da Samsung parece ser de evolução moderada. O Galaxy A08 deve manter o MediaTek Helio G99, processador de seis nanômetros que também equipa o A07 4G. Informações vazadas apontam ainda para versões com até 8 GB de RAM e suporte a carregamento de 25 watts.
Outra mudança importante pode estar no software. A expectativa é que o smartphone saia de fábrica com Android 17 e One UI 9.0, versão mais recente da interface da Samsung. O aparelho também poderá receber um longo ciclo de atualizações, seguindo a política adotada pela empresa em modelos recentes da linha Galaxy A.
A estratégia chama atenção porque ocorre justamente quando a Samsung também amplia sua presença no segmento mais sofisticado. A companhia acaba de apresentar no Brasil os novos Galaxy Z Fold8, Galaxy Z Fold8 Ultra e Galaxy Z Flip8, enquanto a Apple se prepara para apresentar seu primeiro iPhone dobrável.
De um lado, telas flexíveis, inteligência artificial e aparelhos que podem ultrapassar a faixa dos 2.000 dólares. Do outro, um celular de entrada cuja principal promessa pode ser uma bateria capaz de durar mais. É uma forma de a Samsung disputar diferentes pontas de um mercado de smartphones cada vez mais segmentado.







