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Robô pet é a nova aposta para combater a solidão

Criador do aspitador autônomo apresenta protótipo revestido de pelúcia, com proporções de um cachorro, feito para companhia

Por Valéria França Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 5 Maio 2026, 13h35 | Atualizado em 5 Maio 2026, 14h14

O engenheiro americano Colin Angle é um dos nomes mais influentes da robótica doméstica. Ele ganhou notoriedade global como cofundador da iRobot, responsável por popularizar o aspirador autônomo Roomba — um dos primeiros dispositivos inteligentes do tipo vendido em escala massiva, que fez uma revolução dentro dos lares de todo mundo. Agora, Angle tenta dar um passo além: sair da robótica funcional e entrar no território da robótica emocional.

Sua nova empresa, Familiar Machines & Magic, apresentou o primeiro protótipo de um robô batizado de “Familiar”, cuja função é oferecer companhia. A proposta sinaliza uma possível mudança de paradigma no mercado: da utilidade prática para o vínculo afetivo entre humanos e máquinas.

O dispositivo tem formato de um bichinho fofo, quadrúpede e dimensões semelhantes às de um cachorro de porte médio, embora não represente um animal específico. O design mistura características de diferentes criaturas — algo entre cão, urso e coruja — justamente para evitar comparações diretas com pets reais. Revestido por uma espécie de pelúcia sensível ao toque, o robô conta com olhos expressivos, orelhas móveis e uma estrutura que permite deslocamento autônomo pela casa.

O diferencial está no comportamento. Ao contrário de assistentes virtuais baseados em voz, o Familiar não conversa. Ele interage por meio de linguagem corporal, sons e movimentos sutis. Sensores e sistemas de inteligência artificial permitem que o robô interprete sinais humanos — como tom de voz, postura e expressões — adaptando sua resposta ao contexto. Se o usuário demonstra abertura, o robô se aproxima; se percebe desinteresse ou tensão, tende a recuar.

A proposta é criar um tipo de presença que simule, em certa medida, a relação com um animal de estimação, mas sem as demandas de um pet de verdade. Isso pode ter aplicações relevantes, especialmente para idosos, pessoas que vivem sozinhas ou indivíduos sem condições físicas de cuidar de um animal.

Ainda em fase de protótipo, o Familiar não tem preço, nem data de lançamento definidos. Também não há, por enquanto, uma linha diversificada de “animais robóticos”. A novidade pode inaugrar  uma nova categoria de produtos, os chamados “familiars”, focados em interação emocional.

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