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De olho em restrição, agência francesa alerta que redes sociais prejudicam adolescentes

Vários países consideram tomar medidas para regular o acesso ao Facebook, Instagram, TikTok ou Snapchat, redes muito populares entre os jovens

Por AFP 13 jan 2026, 12h06 • Atualizado em 13 jan 2026, 12h32
  • As redes sociais prejudicam a saúde mental dos adolescentes, especialmente das meninas, afirmou, nesta terça-feira, 13, a agência sanitária da França, no momento em que o país debate proibir o acesso dos menores de 15 anos a estas plataformas. Vários países estão considerando tomar medidas para regular o acesso ao Facebook, Instagram, TikTok ou Snapchat, redes muito populares entre os jovens, após a restrição imposta pela Austrália, em dezembro, aos menores de 16 anos.

    Neste contexto, a Agência Nacional de Segurança Sanitária (ANSES) francesa publicou, nesta terça-feira, um alerta sobre o tema, resultado de cinco anos de trabalho de um comitê de especialistas. Embora não sejam a única causa da deterioração da saúde mental dos adolescentes, os efeitos negativos das redes sociais são vários e estão documentados, indica a organização no relatório.

    A agência aconselha atuar na raiz para que os menores só possam acessar as redes sociais projetadas e configuradas para proteger sua saúde. Isto implica que as plataformas teriam de mudar seus algoritmos, suas técnicas de persuasão e as configurações predeterminadas, de acordo com a agência. “Este estudo traz argumentos científicos ao debate sobre as redes sociais nos últimos anos: baseia-se em mil estudos e documenta os efeitos na saúde”, declarou Olivia Roth-Delgado, responsável pelo painel de especialistas, em uma coletiva de imprensa.

    As redes sociais consultadas a partir de um smartphone –às quais metade dos jovens de 12 a 17 anos dedica de duas a cinco horas por dia– são uma caixa de ressonância inédita que reforçam os estereótipos, tornam visíveis comportamentos de risco e favorecem o cyberbullying. O conteúdo também oferece uma ideia irreal da beleza através de imagens modificadas digitalmente que podem provocar baixa autoestima nas meninas, o que pode levar à depressão ou transtornos alimentares, acrescenta a agência.

    As meninas, que usam as redes sociais mais que os meninos, estão submetidas a uma maior pressão social vinculada aos estereótipos de gênero, segundo o documento. Isso significa que elas são mais afetadas pelos perigos das redes sociais, assim como as pessoas LGBTQIA+ e aquelas que já têm transtornos de saúde mental, acrescenta.

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    Diferentemente da Austrália, que estabeleceu o limite de 16 anos, a França quer proibir o acesso aos menores de 15 anos. Duas propostas de lei estão em fase de debate na Assembleia francesa.

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