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Procuradores dos EUA abrem investigação contra Google por abuso de poder

Procurador diz que práticas do gigante tecnológico "podem ter prejudicado a escolha do consumidor, asfixiado a inovação e violado a privacidade do usuário"

Os procuradores-gerais de quase todos os estados dos EUA – com exceção apenas da Califórnia e do Alabama -, democratas e republicanos, anunciaram nesta segunda-feira a abertura de uma investigação preliminar antitruste, contra as práticas comerciais do gigante tecnológico Google, que domina a publicidade na Internet.

Os cerca de 50 procuradores-gerais pedem para que o Google seja investigado por abuso de poder no meio digital às custas de seus concorrentes e consumidores.

A medida, descrita como uma investigação preliminar das ações da empresa em publicidade online, destaca as crescentes queixas sobre o domínio das chamadas grandes empresas de tecnologia e vem após outra investigação contra o Facebook, anunciada na semana passada.

O procurador-geral do Texas, Ken Paxton, disse que a investigação ressalta os receios sobre como o Google se beneficia dos dados coletados em suas atividades online.

“O que sabemos é que, embora muitos consumidores acreditem que a Internet é gratuita, a Internet não é gratuita”, disse Paxton em entrevista coletiva em frente ao Supremo Tribunal dos Estados Unidos.

“Não há nada de errado em uma empresa se tornar a maior do mercado se isso ocorrer através da livre concorrência, mas encontramos evidências de que as práticas comerciais do Google podem ter prejudicado a escolha do consumidor, asfixiado a inovação, violado a privacidade do usuário e colocado o Google no controle do fluxo e disseminação de informações on-line”.

Na investigação apoiada por 48 estados, apenas com a ausência da Califórnia e do Alabama – e acompanhada por Porto Rico e pelo distrito federal de Columbia – as autoridades se abstiveram de solicitar medidas específicas, como a fragmentação do Google, que alguns críticos haviam pedido.

As ações antitruste acontecem em um contexto de menor confiança nas grandes empresas online, com multas impostas ao Facebook e ao Google por violações à privacidade.

(Com AFP)