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Parques da Disney ganham o primeiro boneco robotizado autônomo

Empresa começa a mudar a linguagem ao investir em uma tecnologia que proporciona maior interatividade do personagem com o público

Por Valéria França Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 17 mar 2026, 08h00 • Atualizado em 17 mar 2026, 08h45
  • Uma grande novidade para os amantes dos parques da Walt Disney Company: a empresa construiu o primeiro boneco robô autônomo. Trata-se do boneco de neve Olaf, da animação Frozen (2013), um dos maiores sucessos da história do estúdio. A escolha não é casual: por ter uma personalidade carismática, leve, cômica e ser altamente reconhecível e adorado, ele funciona como um “teste ideal” para essa nova geração de figuras elaboradas para dar realismo a personagens que até então eram apenas exibidos. O robô será apresentado ao público em 29 de março, na Disney de Paris e Hong Kong. “Nosso objetivo é construir tecnologia de storytelling que permita dar vida aos personagens”, afirmou Kyle Laughlin, vice-presidente sênior de pesquisa e desenvolvimento da Walt Disney Imagineering.

    O desafio do projeto foi traduzir a lógica da animação para o mundo físico. O robô utiliza sistemas avançados de aprendizado de máquina para replicar os movimentos criados por animadores, garantindo gestos fluidos e naturais. A engenharia também precisou resolver um problema central: Olaf não tem pernas visíveis no filme. A solução foi esconder um mecanismo de locomoção dentro do corpo, mantendo a ilusão de que suas “bolas de neve” se movem de forma independente. O resultado é um boneco que pisca, fala, movimenta os braços e reage ao ambiente com precisão — muito próximo do personagem visto na tela. A Disney não divulga oficialmente o custo do projeto.

    A importância dessa inovação fica mais clara quando se olha para a história dos parques: a Disney opera com milhares de animatrônicos espalhados pelo mundo, tradicionalmente fixos em atrações. Estavam lá para serem exibidos e, com a nova tecnologia, agora poderão interagir. Nem todos devem se tornar robôs autônomos — até porque isso envolve custos elevados e desafios operacionais —, mas a tendência é que personagens-chave ganhem versões capazes de circular e interagir. Mais do que um avanço técnico, é uma mudança de paradigma. Os personagens deixam o palco e passam a circular no espaço do visitante, estendendo para a vida real a experiência viva que o público tem nas telas.

    Assista ao vídeo abaixo

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