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O machismo no mundo das startups

Empresas da indústria digital ainda replicam o velho preconceito com as mulheres em seu ambiente corporativo — mas, atenção: as mudanças estão começando

Por Talissa Monteiro - 1 ago 2017, 19h13

“Você entende mesmo disso?” A pergunta, feita por um executivo à empresária paulistana Giovanna Chiavelli no início de uma reunião de negócios, não era apenas grosseira e inconveniente. Trazia consigo um preconceito explícito: não, aquele não era um lugar para mulheres. Como assim?! Formada em publicidade, com ênfase em economia, Giovanna é a única representante do sexo feminino entre os quatro sócios que dirigem o Invoop, site que atua na área de fusão e aquisição de empresas.

Histórias como a dela são um péssimo cartão de visita para uma área que se gaba de pertencer à vanguarda da economia – as startups do mundo digital. Para além do mundo on-line – não é novidade que ofensas à mulher inundam a internet –, também o ambiente off-line das startups se encontra tomado pelo machismo. Nesse quesito, os ventos soprados do Vale do Silício – a região americana que reúne os gigantes do universo digital – ainda não foram capazes de varrer do mapa a ideia aviltante e retrógrada de que o mundo é dos homens, como se fosse possível a eles ditar as regras apenas porque vestem terno e gravata, mesmo quando têm cabeças ocas como as de um balão prestes a murchar. Reportagem de VEJA se debruça sobre esse problema que tem contaminado o cenário das startups.

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