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Noruega quer limitar funções dos óculos inteligentes para proteger privacidade

Conselho Norueguês do Consumidor pediu que os varejistas suspendam as vendas dos dispositivos até que haja ‘clareza jurídica’ sobre a questão

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 25 ago 2026, 14h05 | Atualizado em 25 ago 2026, 14h20
Noruega quer limitar funções dos óculos inteligentes para proteger privacidade Priorizar nos meus resultados Google

A Noruega anunciou nesta terça-feira, 25, que planeja regulamentar o uso de óculos inteligentes e outros dispositivos semelhantes, e que considera proibir as funções que permitem o reconhecimento facial em espaços públicos. A medida vem, segundo o governo, como forma de proteger a privacidade dos cidadãos. 

“Podemos ver que a vida privada e a intimidade das pessoas estão sob pressão pelas novas tecnologias e, por isso, quero regulamentar os óculos inteligentes e dispositivos similares de forma mais rígida do que atualmente”, declarou a ministra da Digitalização, Karianne Tung, em comunicado.

“Isto poderia, por exemplo, significar a proibição de funções como o reconhecimento facial de outras pessoas em espaços públicos”, afirmou. A ministra disse ainda que pretende nomear um grupo de especialistas para aconselhar o governo sobre como proteger melhor os consumidores diante das novas tecnologias, e pediu que os setores público e privado considerassem a criação de suas próprias diretrizes.

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Os óculos inteligentes permitem que quem os usa possa tirar fotos, gravar vídeos, ouvir música, atender ligações, traduzir placas em outro idioma, projetar texto ou mapas no campo de visão e até mesmo interagir com um assistente de inteligência artificial (IA) integrado. Várias empresas já estão no ramo, mas a Meta de Mark Zuckerberg domina o mercado com os “Meta Glasses”, linha mais recente, e os já conhecidos “Ray-Ban Meta”. 

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“Há uma tendência clara em que a inteligência artificial está sendo associada a câmeras e microfones integrados em óculos, fones de ouvido, bonés e outros objetos cotidianos. Devemos evitar que esse equipamento seja usado para monitorar outras pessoas em espaços públicos”, disse Tung.

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O responsável pela política digital do Conselho Norueguês do Consumidor, Finn Lutzow-Holm Myrstad, elogiou a medida do governo e pediu aos varejistas que suspendam a venda de óculos inteligentes até que haja clareza jurídica sobre a questão.

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(com AFP)

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