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Google remove datas comemorativas culturais do calendário em mudança polêmica

A alteração, que começou a ser implementada em meados de 2024, tornou-se notória no início deste ano

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 11 fev 2025, 14h51 •
  • Em uma decisão que gerou controvérsia e debate nas redes sociais, o Google removeu do seu serviço de calendário online e mobile, o Google Agenda, diversas datas comemorativas importantes, incluindo o Mês da História Negra, o Mês do Orgulho LGBTQ+, o Mês dos Povos Indígenas, o Dia da Memória do Holocausto, a Herança Judaica e a Herança Hispânica. A alteração, que começou a ser implementada em meados de 2024, tornou-se notória no início deste ano, quando os usuários notaram que essas datas não apareciam mais automaticamente em seus calendários.

    A justificativa oficial do Google para essa mudança é que, a partir de agora, o Calendário exibirá apenas feriados públicos e comemorações nacionais, fornecidos pelo site timeanddate.com, um serviço baseado na Noruega. A empresa alegou que manter a adição manual de uma grande variedade de momentos culturais em diversos países não era mais sustentável. Usuários que desejarem incluir outras datas significativas em suas agendas terão que adicioná-las manualmente.

    Essa decisão ocorre em um momento em que o Google está revendo suas políticas internas, incluindo metas de contratação relacionadas à diversidade. A revisão faz parte de uma tendência entre grandes empresas de tecnologia, que vem reduzindo iniciativas de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI, na sigla em inglês), especialmente após a eleição do presidente Donald Trump. Em janeiro de 2025, Trump assinou uma ordem executiva que encerrava programas de DEI.

    A remoção dessas datas comemorativas gerou críticas entre os usuários, que consideram a decisão um retrocesso na valorização da diversidade. A mudança é vista por alguns como uma tentativa de tornar o calendário mais neutro, enquanto outros lamentam a exclusão de marcos culturais relevantes. Além disso, a decisão da Meta de permitir “alegações de doença mental ou anormalidade” com base em gênero ou orientação sexual em suas plataformas, como Facebook e Instagram, adiciona mais peso ao debate sobre inclusão e diversidade no setor de tecnologia.

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