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Ferramenta na internet corrige distorções do mapa-múndi

Com ajuda da tecnologia digital, é possível comparar no mapa o real tamanho de nações e continentes

Por Carla Monteiro 16 Maio 2017, 18h57 •
  • Os países do mundo não são do tamanho que você imagina. Isso porque é quase inviável imprimir nos mapas, planos, em 2D, as reais proporções das nações e dos continentes. Mas agora, com a ajuda da tecnologia moderna, as distorções do mapa-múndi podem ser solucionadas. É exatamente o que faz o site The True Size Of (em inglês, ‘o verdadeiro tamanho de’).

    Ao entrar na plataforma é possível verificar o real tamanho de um país, comparando-o com qualquer outro do planeta. Por exemplo, o Brasil sozinho é maior que mais de vinte países da Europa juntos (confira na imagem acima).

    Por que é distorcido?

    O primeiro mapa-múndi retratado como conhecemos é do alemão Martin Waldseemüller, feito em 1507, 15 anos depois dos europeus chegarem à América com Cristóvão Colombo em 1492. Na projeção, observa-se uma África muito maior, em proporção, que qualquer outro território. Isso se deve ao fato de que, na época, os navegadores e cartógrafos tinham muito mais conhecimento do continente africano em relação a outras terras. Logo era mais conveniente dar destaque ao que lhes era mais conhecido.

    Mapa-mundi antigo
    Mapa-múndi de Waldseemüllerm, de 1507 (Divulgação/Divulgação)
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    Após o mapa-múndi precursor de Waldseemüller, outras planificações foram feitas à medida que o homem explorava novos territórios com as Grandes Navegações, entre os séculos XV e XVII.  Na Idade Moderna, com um conhecimento territorial mais consolidado, duas representações cartográficas foram adotadas com mais frequência: a do alemão Peters e a do flamenco Mercator; a última utilizada, por exemplo, pelo site do Google Maps.

    Embora as projeções de Peters e Mercator sejam mais fiéis à realidade – em comparação com o primeiro esboço de Waldseemüller – tais representações ainda não são cem por cento reais pela dificuldade em planificar, ou seja, transformar 2D, um globo inteiro (em 3D, pelo óbvio), sem deformá-lo. Por isso as decisões de dar maior destaque a determinados territórios, e menor para outros. Na projeção de Mercator, por exemplo, que prioriza o hemisfério norte, a Groenlândia é do mesmo tamanho da África; enquanto que na realidade o continente africano é 15 vezes maior que a terra congelada.

    Plataforma compara tamanhos de países
    Tamanho da Groenlândia em comparação com o continente africano (Google/Reprodução)
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