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Excesso de redes sociais traz sentimentos negativos aos adolescentes, aponta relatório global

Relatório Mundial da Felicidade aponta que o efeito difere de acordo com o gênero; meninas são mais afetadas

Por Valéria França Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 19 mar 2026, 23h24 •
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    Preocupação entre a maioria dos pais, o tempo que adolescentes passam nas redes sociais, este ano, virou tema de um dos principais estudos globais. Trata-se do Relatório Mundial da Felicidade, realizado há 14 anos, pela Universiadade de Oxford, em parceria com a Gallup e a Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável da ONU. Divulgado nesta quinta-feira, 19, o documento aponta que o uso excessivo das plataformas está associado à piora no bem-estar de jovens em diferentes partes do mundo.  Paraas  famílias brasileiras, o alerta é ainda mais relevante: o país está entre os mais conectados, com cerca de 9 horas diárias de uso de internet, bem acima da média global, de aproximadamente 6 horas.

    A chamada “queda de bem-estar” foi percebida por meio de indicadores concretos: menor satisfação com a própria vida, aumento de sentimentos como ansiedade e tristeza e pior percepção sobre relações sociais e autoestima. Em outras palavras, adolescentes mais expostos às redes tendem a se sentir menos felizes, mais inseguros e mais pressionados socialmente.

    O levantamento ouviu adolescentes de 15 anos em 50 países e mostra que o impacto das redes sociais não é uniforme. Ele varia conforme o tipo de plataforma, a forma de uso e fatores como gênero e nível socioeconômico. Um dos pontos centrais do estudo é que o problema não está necessariamente no uso em si, mas no excesso. Jovens que passam menos de uma hora por dia nas redes apresentam os maiores níveis de bem-estar — inclusive superiores aos daqueles que não utilizam essas plataformas. Já o tempo médio de uso chega a 2,5 horas diárias, patamar associado a efeitos negativos.

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    “O uso excessivo está associado a um bem-estar significativamente menor, mas aqueles que optam deliberadamente por ficar longe das redes sociais também parecem estar perdendo alguns efeitos positivos”, afirma Jan-Emmanuel De Neve, diretor do Centro de Pesquisa sobre Bem-estar da Universidade de Oxford.

    O estudo também aponta efeito diferente entre meninas e meninos. As adolescentes são as mais afetadas pelo uso excessivo de redes sociais, com níveis mais altos de ansiedade, insatisfação com o próprio corpo e sensação de inadequação. Esses efeitos estão ligados, sobretudo, à exposição constante a padrões estéticos e à dinâmica de comparação social, comum em plataformas baseadas em imagem e validação por curtidas. Entre os meninos, embora também haja impactos negativos, eles aparecem de forma menos acentuada e mais associados ao consumo de conteúdo e jogos.

    Os dados reforçam um desafio crescente para famílias e educadores: encontrar equilíbrio no uso das redes, preservando seus benefícios sem ignorar os riscos do excesso. A falta de regulamentação dificulta o trabalho dos pais e dos colégios. Por isso, países como Austrália e Espanha, proibiram os menores de 16 anos de facessarem as redes sociais. Quando o estado determina limites, a sociedade tem um norte para agir, sem medo.

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