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“Efeito DeepSeek”: Como ficam a China e os EUA na briga pela liderança tecnológica

Com o boom da inteligência artificial chinesa, mais eficaz e mais barata, China vê chance de consolidação e EUA acendem alerta

Por Simone Blanes Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 28 jan 2025, 11h37 • Atualizado em 28 jan 2025, 12h22
  • O mundo da tecnologia sofreu um grande revés nesta segunda-feira 27, que não só desbancou os Estados Unidos da liderança em Inteligência Artificial, como fez as ações das grandes companhias americanas despencarem vertiginosamente. A “culpada” atende pelo nome de DeepSeek, um modelo de inteligência artificial desenvolvido por um laboratório chinês, capaz de realizar buscas de dados de maneira muito mais eficaz e rápida do que os modelos existentes além de integrar grandes volumes de informações de forma eficiente, permitir cruzar dados de diversas fontes, encontrando padrões de forma mais precisa e ter código aberto.

    Sem contar que a DeepSeek é uma alternativa muito mais barata de IA, mais um motivo que justifica o boom da chinesa em relação aos rivais americanos como o ChatGPT, da OpenAI, que ultrapassou em downloads na App Store e deixou comendo poeira empresas como a gigante Nvidia, do taiwanês Jensen Huang, que deixou se ser a empresa mais valiosa do mundo no setor com o “efeito DeepSeek”.

    Por acaso?

    Ao contrário das grandes empresas de tecnologia, a DeepSeek não foi criada no Vale do Silício. Tampouco foi desenvolvida por um especialista. Trata-se de uma startup que nasceu do fundo de hedge High-Flyer, ambos pertencentes ao investidor Liang Wenfeng, que em 2021, começou a investir pesado em IA.

    Embora, no começo, ninguém o levasse muito a sério, ele insistiu no negócio, comprando milhares de processadores gráficos da NVidia. “Ele era um nerd falando sobre construir um cluster de dez mil chips para treinar seus próprios modelos”, contou um dos sócios de Liang ao Financial Times.

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    Em 2023, a DeepSeek foi fundada para fomentar o uso e a acessibilidade à tecnologia. Agora, em sua terceira versão, lançada no início de 2025. “Capturar usuários não era nosso objetivo principal. Reduzimos os preços porque ao explorar estruturas de modelos de próxima geração, os custos diminuíram; e porque acreditamos que os serviços de IA e API devem ser acessíveis e baratos para todos”, disse ele ao CCTV, veículo estatal da China. “Nunca pretendemos ser disruptivos. Nosso princípio não é vender com prejuízo nem buscar lucros excessivos. Acreditamos que a coisa mais importante agora é participar da inovação global”, completou, dizendo ainda que o boom teria vindo “por acidente”.

    E os Estados Unidos?

    Mesmo sendo gigante no setor de tecnologia, os Estados Unidos acenderam um alerta na corrida global pela liderança do setor, mesmo com o anúncio de um plano de US$500 bilhões para a estrutura da IA, feito pelo presidente americano Donald Trump, ao lado da Oracle, OpenAI e Softbank.

    Já a China, com o lançamento do DeepSeek-V3, enxerga uma real oportunidade de se estabelecer como uma potência e diminuir drasticamente a dependência das empresas americanas para inteligência artificial e outras tecnologias.

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