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De volta para o futuro: o carro voador está pronto para decolar

Parece cada vez mais próxima da realidade uma das projeções recorrentes de filmes de ficção científica

Por Da Redação Atualizado em 27 ago 2020, 20h26 - Publicado em 28 ago 2020, 06h00

– Sinal verde nos Estados Unidos
Parece cada vez mais próxima da realidade uma das projeções recorrentes de filmes de ficção científica, como a série De Volta para o Futuro. Pelo menos é assim na visão das autoridades de New Hampshire, que acabaram de estabelecer uma regulamentação para permitir o trânsito de carros voadores em suas vias públicas. Foi o primeiro estado americano a dar o sinal verde a esse tipo de transporte. De acordo com a regra recém-aprovada, os veículos do gênero podem trafegar normalmente ao lado de automóveis comuns, mas não têm autorização para decolar ou pousar nas ruas.

– Nasceu da prancheta de uma startup
A Terrafugia, uma startup baseada em Boston, é responsável por um dos modelos em fase mais avançada de desenvolvimento. Ele se chama Transition (foto) e serviu de inspiração para a nova lei de New Hampshire. O carro voador da empresa começou a sair da prancheta há pouco mais de dez anos, com a pretensão de “mudar o mundo da mobilidade pessoal”. “Os deslocamentos agora se tornam uma experiência integrada terra-ar sem dores de cabeça. É o que os entusiastas da aviação vêm buscando desde 1918”, disse Carl Dietrich, presidente da Terrafugia, em uma entrevista concedida na época do lançamento do projeto.

– Vendas previstas para começar em 2021
O primeiro protótipo do Transition era movido a gasolina, podia ser transformado em avião em apenas trinta segundos e tinha uma autonomia de voo de 700 quilômetros. Com as asas fechadas, o veículo tem o tamanho de um carro comum. Desde o ano passado clientes podem fazer reservas, mediante o pagamento de um sinal (o preço final deve ficar em torno de 265 000 dólares, ou cerca de 1,5 milhão de reais). De acordo com a Terrafugia, a comercialização do produto revolucionário está prevista para começar em 2021.

Publicado em VEJA de 2 de setembro de 2020, edição nº 2702

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